Blogue que nasceu em 2009, quando eu ainda era adolescente. Hoje, já não o sou, mas continuo com muitas inquietações, desejos e paixões. Aqui, poderão acompanhar o meu dia-a-dia sem filtros, mas sempre, com muitas gargalhadas!
Em Setembro: lê as entrevistas EXCLUSIVAS aos realizadores Miguel Gonçalves Mendes, Gonçalo Almeida e ainda ao Director do MOTELX Pedro Souto! =D
Sei que já vai tarde... mas mais vale tarde do que nunca! Depois de uma Black Friday incrível, em Janeiro comprei o meu primeiro fato! YUPIIIIII i'm a man!!!! xD
Nos Saldos de Inverno do ano passado, gastei 41,97€ e, este ano... foi 62,98€!!! =/ Enfim, já precisava de um fato: um gajo não sabe quando vai morrer mas uma coisa é certa - tem de ir de fato! A morte não escolhe hora mas uma coisa é garantida: há que meter inveja aos pindéricos que vão ao nosso velório falar mal de nós; a inveja de um morto é bem mais fria do que a inveja por um vivo - pois alimenta-se. E, quando a inveja é reflectida pela cor do nosso (muy nobre) sangue? Azulão!
Depois de ver os "restos" de toda a loja, apaixonei-me por esta cor jovem e de corte clássico! =)
Que belo... azulão! xD
Uma semana após a passagem-de-ano, já pouco havia para escolher. Felizmente, este fato tinha as duas peças: blazer e calças. O blazer (código 5651/568/401), inicialmente custava 99,95€ e, neste momento, estava a 39,99€ (sim, 40€ é o preço de um blazer normalmente) o tamanho é que me assustou! Todas as minhas camisas e camisolas são Tamanho S (excepto 2 modelos da Massimo Dutti que eram M) e, o tamanho que me assentou melhor foi um 48... 48?? WTF??? Mas sim, é verdade.
Eis o fato de cor azulão
Depois, as calças. Bom, serviu-me (como seria de esperar) o 40, com uma folgazinha (código 5652/568/401). Aqui, o preço inicial era de 49,95€ e custou 22,99€. Todo o fato é slim fit, o que proporciona maior elegância. Este fato custaria, sem promoções, 149,90€ mas ficou-se pelos 62,98€!
E sim, não comprei mais nada... os saldos não estavam grande coisa mas, não desesperem: em Setembro, irei partilhar com vocês as comprinhas que tenho feito este mês! Saldos, saldos, SALDOS!
Num dia-sem-importância de Janeiro, tinha "o" Exame do ano. O Exame da cadeira mais importante de todo o 1º ano do meu curso, o Exame mais lixado do 1º ano, com o professor mais importante de toda a licenciatura. Era "o exame"! "Aquele" exame. O professor tem uma série de contactos na nossa área e, pode arranjar trabalho a quem ele quiser. Ele é "o professor" e, aquele, o exame que caso façamos má figura, ficamos muito mal vistos para com a pessoa... mais importante da licenciatura!
Tudo conta quando se está com tal personalidade: a roupa, a conversa, e a empatia.... Também convém que digamos alguma coisa de jeito, naturalmente. Assim, naquele dia-se-importância, tinha um plano de ataque bem definido: sair de casa 2 horas antes do exame (não fosse o Diabo tecê-las), vestir uma roupa semi-formal mas com apontamentos que marcassem pela diferença e... uma calma surpreendente. Tudo correu bem até ao momento que sou confrontado com um contra-ataque!
Lá saí de casa, horas antes do Exame. Comi bem (ter fome no meio de uma prova não dá com nada), barbinha feita, perfumado e bem jeitoso. Lá fui, elegante, para um exame escrito. Tudo corria bem se não fosse o metro, em Janeiro, ter decidido atrasar-se. Lá apanhei o metro e saí na minha estação para depois apanhar o autocarro que me levaria à faculdade. Estava eu, muito feliz e contente da minha vida, a subir as escadas do metro quando vejo, a passar, o meu autocarro - sim, aquele autocarro que faria chegar cedo ao exame! Pensei: "Vais correr para a paragem seguinte, e vais conseguir apanhar!"!
Lá me virei, e comecei a descer as escadas, a correr! Toda aquela estação estava a ver correr, com um ar desesperado, um tipo de samarra com sapatos a condizer, e calças justas e de pasta na mão, tudo em tons de castanho; ao mesmo tempo, todo o ar daquela estação não se fazia com cinza de castanhas mas sim, de Calvin Klein, "Be". E lá continuava eu, a correr a correr. A minha testa começava a derreter como um perna-de-pau na praia de Carcavelos às 14:30h num dia-quente-de-Agosto. Mas desistir não estava nos meus planos, corria e corria. Subi então as escadas do metro, já no lado oposto de onde tinha saído e vejo o meu autocarro a aproximar-se da minha 2ª opção. Continuei a correr!
As minhas pernas já tinham perdido a força, parecia que estava rodeado de areia-movediça mas continuava, literalmente, com os "bofes de fora". Consegui então, começar a bater no autocarro, para alertar o motorista para não arrancar! Estava eu a chegar a meio do autocarro, quase a chegar a porta de entrada, ele arrancou. "Filho da puta!" pensei eu "Desistir? NUNCA!"! Apanhei o autocarro que vinha atrás, sabendo que este faz parte do percurso. Alertei o motorista o que se tinha passado e que, "se faxavor" podia tentar apanhar o colega e alerta-lo que tinha um passageiro que tinha pressa.
Neste autocarro, em todas as paragens, havia sempre alguma alminha (que não era gentil e que nem partia), que punha conversa com o motorista da Carris! O motorista, que gostava de conversa, veio-se a ver não era de Lisboa e nem conhecia nada por cá: "Caralho. Estou fodido!" - pensei eu, em jeito de conclusão. Até que o meu autocarro ficou parado na mesma paragem onde estava o autocarro que queria. O motorista fez sinal de luzes para o autocarro e abriu-me a porta da frente, pus-me a correr.
O filho da puta do motorista, arrancou. Não desisti. Ele na estrada e eu, em paralelo a ele, a correr. Felizmente o sinal ficou vermelho e pude ir para a estrada, bater-lhe à porta. O homem, fez-me sinal que não me iria abrir a porta (certo... também estávamos fora da paragem!). Voltei para o passeio e respirei fundo. Aquela folga de 2 horas estava a acabar. Tinha 30 minutos para o início do exame, onde iria chegar atrasado (muito provavelmente!) e estava numa pilha de nervos... estava tudo aquilo que evitei. Resolvi não me entregar ao desesperado. Resolvi recompor-me. Naquela dia frio e seco de Janeiro, estava a soar em bica - se tirasse a samarra iria constipar-me, pois só tinha por baixo uma camisa e blazer. Então, fui para a paragem mais próxima, a andar devagar e a tentar respirar de forma calma. Apetecia-me voltar para casa mas não podia fazê-lo, tinha "o" exame do 1º ano do curso!
Cheguei então à paragem, à espera do autocarro que me ia levar ao exame. Estava a hiperventilar e a ter inícios de ataques de pânico (coisa que não tinha há anos!), resolvi já há bastante tempo não tomar nenhum tipo de calmantes (um gajo tem de saber lidar com os problemas da vida!) então, resolvi beber metade da minha garrafa de água e fechar os olhos, pensando que estaria num campo verdejante onde só se ouvia a brisa da montanha, baixei a cabeça e com um papel seco, limpei o suor que escorria-me pela nuca. "O Karma não me vai lixar!", pensei eu. Recompus-me e tive pensamentos felizes - afinal de contas, sou um rapaz giro e estava super "in" naquele dia!
O autocarro chegou e levou-me ao Exame. Cheguei à faculdade 20 minutos depois da hora do início do Exame. Saí do autocarro e pus-me... a correr! Eu, feito doido, entrei pela faculdade dentro, numa atitude tresloucada e desesperante! A 2 metros de chegar à sala parei, ajeitei o cabelo, tentei pôr um ar natural e entrei na sala. GRAÇAS A DEUS que o Exame, ainda não tinha começado mas quem lá estava? Bom, o meu professor a explicar a estrutura do Exame e, para nos vigiar, o professor famoso. Não, não é o mesmo do ano passado! Este, vai com regularidade à televisão e escreve livros e essas coisas. Fiquei no último lugar, da última fila, ao lado da janela. Os meus colegas, a olharem-me como se eu fosse um E.T. e aí percebi que algo não estava bem mas mantive a minha cara de "Têm algum problema? Oiçam o professor!". O Exame chegou, tal como os meus mini-ataques de pânico.
Tentei, durante o Exame, ter pensamentos felizes e estar concentrado. Mais tarde, os meus colegas disseram-me que, quando cheguei à sala, tinha um ar de quem tinha chegado de fazer a maratona: confirmei-lhes os pensamentos, afinal, tinha sido por demais evidente. A minha corrida para o Exame tinha sido inglória e, só prova, aquilo que queremos comprovar: por mais que o Destino nos tenha tramado o dia, há que mostrar ao "engenheiro" que, quem manda no pedaço somos nós! Tomaa! =P
Mesmo quando perdemos a cabeça, devemos mantê-la erguida!
Não confio nos bancos. Aliás, há algum português que confie? Mas há um banco, em especial, que fodeu-me à grande! O Montepio recorreu a meios ilegais para fazer-me um despejo... ilegal!
Tramou-se, que eu só fodo o que quero e, o Montepio, não faz bem o meu género de homem!
Faz agora agora 2 anos que passei um Verão quente, contra o relógio. Aquando da separação (de facto) dos meus pais, havia um assunto para resolver: a casa. Para comprarmos a nossa casa XPTO, tivemos que recorrer a um empréstimo bancário (nós e mais todos os portugueses) onde, visto que a minha mãe ganhava menos que o meu pai e, visto que ele saiu de casa, a mensalidade da prestação da casa ficou diante um dilema... ou a minha mãe pagava a totalidade da prestação da casa e não pagávamos mais contas e nem comíamos ou, pagava metade da prestação mensal e conseguíamos viver - assim foi. O banco foi imediatamente informado de como seria a partir daí (escreveu-se uma carta ao gerente daquele balcão) mas... sermos honestos nem sempre é algo positivo!
O tempo foi andando, e a minha mãe foi continuando a pagar da prestação mensal, saiu a sentença de divórcio e ai as coisas começaram a azedar. Passado uns dias recebemos uma carta assinada por uma advogada do Montepio a indicar-nos que teríamos 2 meses para abandonar a casa, por valores em dívida. É difícil ver uma luz ao fundo do túnel, principalmente quando não percebemos de leis e temos de arranjar formas de elas estarem no nosso lado (se ainda houvesse advogados decentes... é que são todos maus ou caros!).
Por milagre (ou simples boa vontade?), não houve despejo. Conseguimos. A prioridade era vender a casa e assim, houve luz ao fundo do túnel... a luz é apenas e só composta de Amor, de pessoas - pessoas que nos ajudarem (em palavras e actos) que, sem elas, nada seria possível. Contudo, encontrar casas em Lisboa a um preço acessível é impossível - tínhamos de ir para alguma casa depois de vender onde estávamos. Contudo, ainda houve espaço para uma Acção de Despejo ilegal por parte do Montepio onde, até uma advogada incompetente conseguiu que tal não acontecesse. O Montepio agiu de má-fé, foi negligente e uma série de umas tantas coisas puníveis. A casa vendeu-se e foi a altura de um novo início - vão se embora os anéis, mas ficam os dedos!
Porque raio é que a Santa Casa vai entrar no Montepio, se aquilo está mal?? Para quê? A Santa Casa é uma instituição social, com fins bem claros... entrar num banco? E os valores estatutários da Santa Casa? O Montepio está mal, há anos, mas porquê entalar uma instituição social de extrema importância? O Montepio está mal, com uma crise de valores morais e financeiros há muito!
Apenas ponho uma questão: cadê a cegonha?
Este vídeo é como o banco: mesmo com várias alternativas... dá merda. E quem se trama, é o povo!
Foi lançada hoje a nova edição da revista "Cristina", onde em cada uma das duas capas, há um beijo homossexual: um gay, e um lésbico. Mas há que saber: porquê?
As capas da TIME em Abril de 2013 e as capas da CRISTINA em Julho de 2017
Antes de mais, tenho de fazer uma declaração de interesses: não sou fã da Cristina Ferreira. Já estive pior, é certo, mas continuo a evitar as intervenções desta apresentadora todavia, quem já não suporto ouvir é o demagogo Manuel Luís Goucha... Enfim, a Cristina tem vindo a subir na minha consideração, ao invés do Manuel Luís Goucha (e do estúpido do Quintino Aires)!
Reconheço, naturalmente o esforço da Cristina mas não me atirem areia para os olhos, ela não faz tudo com o seu próprio punho: não é ela que está a tratar da revista, nem a escrever livros, a tratar de perfumes & outros, a fazer dois programas de televisão, a assumir funções na direcção da TVI, a ser dona de uma loja de roupa, a cuidar de um filho.... e ainda dormir. Não, não é ela. Tal como a Assunção Cristas: acham que ela é candidata à presidência da câmara de Lisboa, presidente de um partido, deputada, cuida de meia-dúzia de filhos e ainda tem de ir buscar a renda que os inquilinos lhe pagam... isto é, uma meia-Lisboa! Poupem-me, claro que não! Ambas têm uma equipa incrível por trás, é certo; ambas dão a última palavra em relação a tudo, é certo; mas fazer tudo? Pois é...
A capa deste mês é perfeita para uma silly season! Porquê lançar uma capa polémica num mês rentável? É parvo! As capas fortes são lançadas nos meses onde a previsibilidade nos indica que não é rentável logo, há que fazer uma grande aposta que, para o público-alvo desta senhora, que é: a classe média-baixa, com uma faixa etária 35-65 anos, mulheres, com baixa instrução, que vivem nos grandes centros urbanos. Isto é, a Cristina dá... farelo. Bom, até agora não há novidade alguma mas, o caso muda de figura quando se é (nada!) original no combate há homofobia. A Cristina é espertalhona.
Poderia ainda entrar por uns caminhos que não quero, como por exemplo: ambos os casais são brancos e estão na casa dos vinte e muitos, trinta e poucos; porquê? Porque não apostar num casal cinquentão e num casal onde um (ou os dois) protagonistas, fossem notoriamente estrangeiros? Será que é para criar a sensação de familiaridade, visto que as senhoras que compram a revista sentem que pode ser algum filho ou neto naquela situação? Não, ela não faria isso... Ou faria? Lá está, farelo.
O 'tuga, autoflagiliza-se. Acha-se fraco e que todos são bons excepto ele próprio e, a comunicação social, em vez de dar auto-estima ao povo não, perpetua a tragédia da nossa existência. Somos uns coitados. Uns verdadeiros... coitadinhos. Ou então podemos ver o copo pelo meio-cheio.
Não sou apologista da autoflagelação da comunidade onde me insiro. Acho que devemos ter um orgulho natural de quem nós somos; não é a nossa orientação sexual que faz pessoas limitadas, é a nossa cabeça. Já temos direitos, e agora?
Tal como já disse no mês passado, nós temos de começar um trabalho... que ninguém quer fazer: mostrar que é natural sermos o que somos, quer para fora da nossa comunidade, quer para dentro.
É deplorável ver gays a discriminar que seja (aparentemente) sexualmente passivo; é deplorável ver gays a discriminar pessoas trans; é deplorável ver gays a discriminar as lésbicas; é deplorável ver os gays a discriminar os heterossexuais. Caça às bruxas, não!
O actual problema da nossa comunidade, é a intolerância e o snobismo. É triste ver jovens gays mais novos do que eu (assim com uns 16/18 anos) chamarem nomes feios aos heterossexuais... que merda andamos nós a fazer? Temos de, urgentemente, ganhar Amor próprio - parar de aplaudir a quem dá peidos publicamente, melhor dizendo, a dar prémios a quem faz o seu trabalho... bom, parece-me evidente que a Cristina irá ganhar um prémio da ILGA, por ter feito estas capas.
É altura de parar com os 'ismos desta vida: machismo, feminismo, e o achismo. Cada um deles leva-nos a demagogia e a um atraso social tremendo. Demos investir o nosso tempo nas relações com as outras pessoas; temos de aumentar os 'ares desta vida: cafézar, esplanar, e conversar. Devemos Amar os outros, sem rótulos disto ou daquilo. Respeitar todos, na mesma medida que gostamos que nos respeitem. Quando tivermos noção da nossa grandeza enquanto indivíduos dotados de Amor, este tipo de linha editorial não terá espaço no nosso amado país.
Os bons exemplos, que existem, devem ser olhados com naturalidade, sem mediatismo próprio de um país em desenvolvimento. Portugal tem um alto índice de homofobia? Comparando-o que quem? Comparando-o em que datas? Portugal tem um longo caminho a percorrer, é certo, mas a última etapa desta corrida de resistência não é dos outros, é nossa - temos de fazer o trabalho interior de gostarmos de nós próprios e, consequentemente, amar o outro. Mas não em palavras, em actos!
Fiquem com o hino do "World Pride 2017" Madrid - A Quien Le Importa!
Hoje, dou-vos a conhecer mais duas linhas de Verão da Modus Vivendi, em que uma é através de vídeo e, a outra, com 3 magnificas fotos que retratam fielmente a beleza helénica com o modelo
Anatoli Georgiev, sendo fotografado (por Vangelis Kyris) em vários locais da paradisíaca ilha de Santorini (na Grécia). Mais uma vez, todos os gostos masculinos, podem ficar satisfeitos neste Verão!
A linha Melanze é composta por cuecas, calções e camisolas em tom de cinza, azul e vermelho.
O antigo estilo Hellas, combina agora uma modernidade numa nítida beleza intemporal. Toda a colecção é feita a partir de uma qualidade superior, tecidos de secagem rápida, evitando incómodos!
Parou tudo! E quando eu digo que parou tudo, é porque pára mesmo tudo!!
Ando a ter orgasmos múltiplos com este deus - Ramin Karimloo!
Lá vem mais um - Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhh! xD
Já há muito que queria dar seguimento ao meu fascínio pelo Tom Ford mas, só agora, é que encontrei mais um homem de sucesso e... super-hiper-mega podre de bom!!
O que ele faz? Canta (e adorava que o fizesse aos meus ouvidos...) mas isso agora não interessa nada - ele tem tudo o que aprecio num homem... Ora vejamos o desenho dos lábios, barba bem viril e de acordo com a sua determinação no olhar, a posição que permite perceber os seus bíceps (que nem um militar) e... a tatuagem - sim, a tatuagem!!
Esta maravilha, que actualmente tem 38 anos (OMFG!!!!), tem inúmeras fotos na net, tal como vídeos e garanto-vos - não irão arrepender-se. Admito, estou derretido (também graças ao calor), por este homem... Faltam-me as palavras, a não ser: Faz-me um filho! Um não - dois, três, quatro... os que quiseres! *.*
Vem, meu Fantasma da Ópera...
Beijinhos e portem-se mal!! ;)
P.S. - Será pedir muito um homem deste género para... meu namorado...?! =/
Com o facto dos bilhetes estarem a metade do preço, foi o mote ideal para um pequeno grupo de bloggers terem ido ver esta peça, protagonizada por Diogo Infante e a incrível Alexandra Lencastre.
Admito-vos, não sabia do que se tratava esta peça. Aliás, até fiz questão de não ler nenhuma sinopse nem ver qualquer video.
Fui, para ver actuar aquelas dois reputados actores e, o que ganharia mais, vinha por acréscimo.
Eu (que fiquei no lugar A12) e a Margarida (no A11) ficamos juntos, na primeira fila, para ver esta peça que é magnifica! No início foi um choque, ver a Alexandra e o Diogo a discutirem, chamarem nomes um ao outro ("filho da puta", "foda-se", ...) fiquei mesmo: WTFFFF????
Nick (George Segal) e Martha (Elizabeth Taylor), no filme de 1966
A história é sobre um casal de meia-idade, ricos, e vivem no meio de uma crise amorosa há anos, tendo ainda um filho jovem-adulto. O outro casal, jovem, é recente naquela cidade, onde o jovem professor faz tudo para subir na sua carreira universitária. Os quatro, embriagados, vão revelando as suas fragilidades e os seus maiores medos afinal, quem não tem medo do lobo mau?
Outro momento é quando chega a casa uma ramo de flores, para os mortos... vinha então uma mudança na história, onde George mata o filho de ambos (quem manda Martha continuar a falar?!).
Esta peça dramatúrgica foi escrita por Edward Albee. Edward, queria que Bette Davis e James Mason para os papeis principais contudo, foi o casal Elizabeth Taylor / Richard Burton que protagonizaram esta obra cinematográfica onde, aliás, pelo que se diz à boca pequena, que o casal talvez tenha-se inspirado nas suas discussões e bebedeiras (pessoais) para interpretar com mestria os protagonistas.
O filme, aparece em 67º lugar na lista dos 100 melhores filmes da American Film Institute, e ainda este filme, não foi exibido em Portugal porque foi proibido pela Censura do Estado Novo.
Por último, quero falar-vos do título desta peça. Não, não há nenhuma personagem chamada "Virginia Woolf" aliás, foi algo que me deixou bastante expectante até ao final da trama e, depois, desiludido com o fim: não tinha percebido o final da peça!...
Virginia Woolf não passa de um eufemismo para "lobo mau", isto é: Quem tem medo do lobo mau?
Os actores: Diogo Infante, Alexandra Lencastre, José Pimentão, e Lia Carvalho
Bom, acho o fim brilhante e até posso compara-lo Ao encontro de Mr.Banks, que tem igualmente uma história bastante triste por de trás. O "lobo mau" das nossas vidas não é uma personagem exógena à nossa própria existência aliás, cada um de nós é a sua própria ferida e a sua própria faca. Cabe assim, a cada um de nós, libertar-se de todo o medo e rejeição pela sua própria existência e amar-se, sem motivo algum - amar-se pelo facto de se amar. Não ter medo do que os outros dizem ou podem pensar - não são os outros que vivem a nossa vida. Existirá sempre um "lobo mau" nas nossas vidas, sempre que deixarmos que isso aconteça.
A essência de viver é ser-se o que se é e não é atrás de uma casa feita de tijolo; é através de uma voz, de um sorriso, e de um olhar... cheios de Amor. O Amor é a única luz que pode existir no vácuo.
Naturalmente, que recomendo esta peça a todos que a possam ver. Neste Verão, andará em digressão e em Setembro vai estar no Porto... é aproveitar minha gente, é aproveitar! =D
Quando a vida dos casais, sem Amor (próprio e pel'O outro), se resume a isto.
Beijinhos e portem-se mal!! ;)
P.S. - Marthaaaa, o nome do filme que querias saber é "Beyond the Forest", múmia! =P