Em Setembro: lê as entrevistas EXCLUSIVAS aos realizadores Miguel Gonçalves Mendes, Gonçalo Almeida e ainda ao Director do MOTELX Pedro Souto! =D

terça-feira, 17 de outubro de 2017

3º dia MOTELx '17

Olá Olá!

Hoje falarei sobre os 4 filmes que vi dia 7 de Setembro, no 3º dia da 11.ª edição do MOTELX.
Depois de uma Sessão de Abertura, e de um 2º dia de Festival intenso... um 3º dia com 4 filmes! lol
No MOTELX estavam expostos... olhos! =P
Antes de mais, vejam o vídeo em relação ao dia 7 de Setembro - 3º dia de MOTELX 2017!


Às 14h15, na sala Manoel de Oliveira, vi o filme Better Watch Out (Austrália/EUA, 2016). 

Com claras referências ao “Home Alone”, “Better Watch Out” pega no conceito do clássico dos anos 1990 e faz dele uma inteligente comédia negra, onde o Natal se transforma em plano de fundo para uma história sangrenta de home invasion.

Sinopse: Luke é um rapaz como muitos outros, com uma família suburbana atenciosa. É a altura do Natal e os seus pais vão jantar fora, deixando o rapaz de 12 anos ao cargo da babysitter Ashley que, por acaso, também é a rapariga por quem tem uma grande paixão. Enquanto Luke a tenta impressionar, ambos apercebem-se rapidamente de que um estranho se está a meter com eles. Fechados em casa sem forma de comunicar com o mundo exterior, e forçados a jogar ao gato e ao rato, esta vai ser uma autêntica luta pela sobrevivência... ou será que é algo ainda mais sinistro? 
E este foi o bilhete que deu acesso ao filme Better Watch Out
A curta, Cul-De-Sac (EUA, 2016), antecedeu ao filme. Esta curta de 14 minutos, falada em inglês, conta-nos a história de um casal com um filho pequeno onde, por toda a casa, há escutas mas, quem será que os persegue? A curta serviria um óptimo mote para uma longa, revelando o que a antecedeu.

Excelente filme! Bons actores, boas piadas, e sabe sempre bem rever uma história que passa todos os natais na televisão... e eu vejo! E se o filme do "Sozinho em casa" fosse um filme de terror? Pois bem, está aqui! Gostei particularmente do protagonista que, ao longo do filme, vai mostrando cada vez mais da sua personalidade e, no final, leva um manguito (merecido!) da sua babysitter... Neste caso, o fazer mal (e o seu fingimento) não compensou! Um filme que recomendo... neste Natal! =D




Às 16h25, na sala 3, vi o filme Kaleidoscope (Reino Unido, 2016).

Com experiência em comédia televisiva, Rupert Jones assina o seu primeiro filme de terror. Para isso contou com a ajuda do irmão, o multifacetado actor Toby Jones, num filme que evoca não só Hitchcock em “Psycho”, mas também Polansky em “The Tenant”.

Sinopse: Um ano após ter saído da prisão, Carl Woods, de meia-idade, conseguiu adaptar-se ao mundo exterior. Encontrou emprego e um apartamento, e aventura-se agora na sua primeira saída nocturna com uma mulher em mais de 50 anos. Este evento coincide com o reaparecimento da sua mãe ausente, e com as tentativas dela no sentido de apaziguar as diferenças que tão violentamente os afastaram. Enquanto Carl tenta suportar as influências nefastas do seu passado, sente-se cada vez mais atraído pelos pensamentos negros do seu próprio vórtice psicológico.
E este foi o bilhete que deu acesso ao filme Kaleidoscope
Sim, também há filmes de terror para intelectualóides! Bom, se neste não é, parece. No início é bastante parado e, conforme passa o tempo, vai-se revelando mais coisas. Não gostei do filme, nem do protagonista. Gira muito à volta do irmão do realizador (que esteve presente na sala), e da sua relação com aquilo que vê (ou pensa que vê). Gostei particularmente da personagem da mãe dele!




Às 19h00, na sala 3, vi o filme Prey (Holanda, 2016).

Dick Maas, o veterano do terror holandês, está de volta com uma variação do tema de “Jaws” no seu estilo inconfundível carregado de humor negro. Nada de mais para quem já transformou um elevador num assassino (“De Lift”) e Amesterdão no território de um serial killer (“Amsterdamned”).

Sinopse: Após a descoberta do homicídio macabro de uma família de camponeses nos arredores de Amesterdão, a polícia não faz ideia de quem poderá ser o possível perpetrador. Contudo, Lizzy, uma veterinária do jardim zoológico, crê saber quem poderá ter causado as mutilações sangrentas: um leão forte, grande e feroz. Ninguém acredita muito nesta hipótese, e é necessária uma segunda matança para que, finalmente, as autoridades aceitem o plano rigoroso de um caçador de leões britânico para apanhar o monstro. A caça está aberta…
E este foi o bilhete que deu acesso ao filme Prey
Rir, rir, rir! Este filme não é de terror mas sim, uma comédia! Um filme cheio de apontamentos de humor negro contemporâneo, onde até se fala do Kanye West! Ao meu lado estava um casal onde, a mulher, no início do filme estava envergonhada de rir mas, já no fim, ria que nem uma perdida! Hilariante! Um argumento bastante simples, mas resulta extraordinariamente bem em pessoas bem resolvidas e sem politiques correctas! E quando um caçador persegue um leão numa cadeira de rodas eléctrica? Ou quanto este é perseguido pelo predador e... fica sem bateria no seu veículo? E, depois, achar uma ficha para carregar a bateria? Ahahahah! Excelente filme, para umas horas de sarcasmo!




Às 21h35, na sala 3, vi o filme Rift (Islândia, 2017).

Filmes de terror LGBT não aparecem todos os dias, muito menos da Islândia. O realizador Erlingur Thoroddsen consegue sintetizar os elementos de vários géneros tendo como pano de fundo as paisagens belas e sombrias da sua ilha natal, criando uma experiência cinematográfica intensa.

Sinopse: Meses depois de terem acabado, Gunnar recebe uma chamada estranha do ex-namorado, Einar. Soa perturbado, como se estivesse prestes a fazer algo horrível a ele próprio. Gunnar mete-se no carro e vai ao encontro da casa isolada onde Einar se refugiou. Ao reencontrá-lo, depressa se apercebe de que algo de mais sério se passa. Enquanto os dois homens tentam remediar a relação, um estranho parece estar a rondar a casa, com vontade de entrar.
E este foi o bilhete que deu acesso ao filme Rift
Não poderia deixar de ver, um dos principais candidatos a vencer a melhor longa-metragem de terror, do MOTELx. Com uma sala lotada (de gays), e com a presença do realizador Erlingur Óttar Thoroddsen que ia entrevistar no dia seguinte, iniciou-se este filme de terror gay. A fotografia do filme é maravilhosamente idílica, que nos faz desejar visitar a Islândia, mais que não seja pelas magnificas paisagens! Os actores, giros, deram corpo a um argumento sólido, onde a temática homossexual era constante nas cenas. Se gostei do filme? Claro! Consegue juntar uma densidade surpreendente às personagens, relacionando-as com o seu passado e aquilo que estão a viver no momento. Tal como falei com o Erlingur na entrevista, a cena onde aparece uma mão debaixo da cama onde as personagens fizeram amor, deixou-me cheio de medo à noite... Neste filme, junta-se a crítica às redes sociais e a vida perfeita de Instagram's, por oposição àquilo que devia ser real na vida: o Amor!




Beijinhos e portem-se mal!! ;)

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

87ª Feira do Livro

Oi pessoal!

Sair de casa sem ver o nosso Presidente da República, é como ir a Roma e não ver o Papa! Fui, claro está, à Feira do Livro (em Junho) e vi por lá o nosso querido professor Marcelo (Caetano?!)! -,-
Sua excelência, O Presidente da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa
Vi-o rodeado de jornalistas, cameramen's, e fotógrafos. Pairavam sobre ele alguns curiosos onde eu, não resisti em tirar-lhe uma foto mas, sem perder muito tempo com tal persona da verborreia frenética!
A vista para o Castelo de São Jorge, a partir do Parque Eduardo VII
E porque a Feira do Livro de Lisboa passou a ser uma Feira de Vaidades e não, um aglomerado de aculturação e progresso, foi com naturalidade que vi a passear-se por lá Luís Pedro Nunes e, mais tarde, os amigos Daniel Oliveira e Pedro Marques Lopes (do "Eixo do Mal", que vejo religiosamente).
A Casa Fernando Pessoa, tinha lá Isto!
Entre o cheiro a farturas e a hambúrgueres, havia por lá uns livrinhos (diz-se que estavam à venda). Desses, estavam mais passados que o óleo das farturas: preços elevados à bolsa dos lisboetas que nem todos podem ser CEO's de startup's e, sobre a Happy Hour, era para livros ANTIGOS - em suma, gestão de stock's. A Feira do Livro, deveria ser mais um local de prazerosas conversas e, do digital.
"De nada! Eu é que agradeço o cheiro a comida que acompanhou-me todo o tempo..."
Em relação ao ano passado e, como é do "habitué panasca", a Feira estava a pirilampar de gays... enfim, como o Amor (ou será o Grindr?) é lindo! Que venham mais Feiras do Livro mas, vamos tentar que sejam mais viradas para o futuro, e menos para o escoamento-de-tralha-que-ninguém-quer! =P

Só porque há quem seja Cavaco, com pele de cordeiro... e vai a todas! Feliz sexta-feira 13!!! =D




Beijinhos e portem-se mal!! ;)

terça-feira, 10 de outubro de 2017

2º dia MOTELx '17

Olaré!

Hoje falarei sobre os 3 filmes que vi dia 6 de Setembro, no 2º dia da 11.ª edição do MOTELX.
Depois de uma Sessão de Abertura incrível, nada melhor que começar a tarde com um filme de terror!
No MOTELX estava exposto um... coração! =P
Antes de mais, vejam o vídeo em relação ao dia 6 de Setembro - 2º dia de MOTELX 2017!


Às 14h35, na sala 3, vi o filme The Void (Canadá, 2016).

Combinando a atitude estética do terror moderno dos anos 1970, com os efeitos especiais artesanais que dominaram os filmes de monstros dos anos 1980 e início dos 1990, os realizadores canadianos Steve Konstanski e Jeremy Gillespie, que começaram no colectivo Astron-6 (“Father’s Day”), apresentam-nos este conto aterrador pejado de tensão e claustrofobia intensas reminiscentes de “The Thing”, de John Carpenter.

Sinopse: Quando um misterioso e violento culto ameaça assaltar um hospital isolado, um agente da polícia, juntamente com o pessoal do hospital, preparam-se para fortificar o edifício e impedir a entrada dos estranhos. Mas, enquanto aguardam aquele que será provavelmente o combate das suas vidas, irão descobrir que o verdadeiro terror já se encontra dentro do hospital.
E este foi o bilhete que deu acesso ao filme The Void
A curta, Incarnation (México, 2017), antecedeu ao filme. Esta curta de 14 minutos, falada em espanhol, conta-nos a história de um soldado que parece ficar maluco... enfim, tem a sua graça mas não achei nada de especial, foram os minutos mais mal gastos de todo o Festival! Boring!!!! =(

Receita nada original. Quantos filmes de terror conhecemos onde ocorrem em hospitais, sanatórios, e hospícios? Quantos filmes de terror não têm uma grávida, um velhote, uma rapariga inconsequente (que acaba sempre por ficar viva), e mais uma série de personagens-tipo? Enfim, para além do "mais do mesmo" deste filme, achei que tinha uma tentativa de ser diferente (com os tais seguidores do triângulo), apesar do monstro estar propositadamente mal feito. O final, como já é costume, é para os gurus do cinema perceberem (o que não é, manifestamente, o meu caso). Em apanhado geral, foi uma sessão das 2 com terror, mas sem nada de interessante, além de uns esguichos de sangue pelo ar...




Às 16h35, na sala Manoel de Oliveira, vi o filme Dave Made a Maze (EUA, 2017).

Inspirado pelos ‘quatro G’ – “Ghostbusters”, “Os Goonies”, (Michel) Gondry e (Terry) Gilliam – esta primeira longa de Bill Waterson, totalmente feita através de efeitos especiais artesanais e velhos truques ópticos, é um dos filmes mais inventivos dos últimos anos a nível visual.

Sinopse: Dave, um artista que ainda está por alcançar algo de significativo na sua carreira, constrói, por pura frustração, um labirinto no seu quarto, e acaba preso por causa das suas armadilhas fantásticas e por bichos provindos da sua imaginação. Annie, apesar dos avisos de Dave, lidera um
grupo de exploradores numa missão de salvamento do seu namorado. Uma vez lá dentro, vêem-se enclausurados num mundo sobrenatural e em mutação constante, ameaçados por armadilhas e por um minotauro sedento de sangue.
E este foi o bilhete que deu acesso ao filme Dave Made a Maze
A curta, Black Ring (Turquia, 2016), antecedeu ao filme. Esta curta de 15 minutos, sem qualquer diálogo, conta-nos a história de um grupo de pessoas que são fotografadas a morrer. Uma curta bastante crítica aos tempos em que vivemos, onde a tragédia humana é vista como algo... gourmet.

ÓPTIMO filme! Querem ver um filme de terror, mas sem sangue? Sem objectos cortantes e sustos de saltar da cadeira? Este é "o filme"! Genialmente bem feito, onde brinca-se com a percepção das coisas, e tudo tem uma visão diferente! É incrível! Das partes que mais gostei é quando as pessoas, obrigadas a entrar por uma canalização, transformam-se em fantoches! O realizador, sempre a puxar pelo lado dramático, de rir! E depois, o minotauro... que belo minotauro - um musculadão sem rosto que, no fim, acaba por ficar vivo! Um filme que recomendo, por ser tudo aquilo que nem imaginamos!




Às 19h05, na sala 3, vi o filme The Limehouse Golem (Reino Unido, 2016).

Produção britânica com realização do espanhol Juan Carlos Medina, também por detrás da co-produção luso-espanhola “Painless” (MOTELX 2013), que recria magistralmente a Londres vitoriana de Jack the Ripper numa revisão contemporânea do clássico mistério gótico oitocentista. Com argumento de Jane Goldman (“The Woman in Black”) e interpretação de Bill Nighy.

Sinopse: Londres, 1880. No perigoso Limehouse District, uma série de homicídios consternaram a comunidade. Tão monstruosos e cruéis foram estes crimes que a imprensa reclama serem obra do Golem – uma lendária criatura de tempos obscuros… Sem pistas concretas, a polícia entrega o caso ao inexperiente Inspector Kildare, um bode expiatório para quando surgirem as próximas vítimas.
E este foi o bilhete que deu acesso ao filme The Limehouse Golem
Na véspera de estrear nas salas de cinema portuguesas, o MOTELX exibiu este filme onde, claro está, eu não poderia deixar de assistir! Com um elenco de luxo, e uma história de suspense, fez deste filme um dos melhores deste Festival! Ver o majestoso Bill Nighy (que entra nos filme Underworld) como um inspector gay, tendo como assistente um polícia também gay (o actor Daniel Mays), para além de terem feito umas piadas engraçadas no filme, abre mentalidades e, isso, é bom! O filme, tem muitas coisas boas: primeiro, o facto de só descobrirmos no fim quem é o responsável pelas mortes (é quem menos esperamos); segundo, uma cenografia espectacular; terceiro, um humor negro e, às vezes, também de gargalhada fácil; quarta, e última coisa, a história desenrola-se de uma forma interessante.
O fim, isto é, o finalzinho, é que não percebi... pronto, desculpem, se calhar até é evidente mas se a puta da Elizabeth Cree já estava morta, quem matou a estúpida da Aveline Ortega, o Dan Leno?!... =/




Beijinhos e portem-se mal!! ;)

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Soy Catalán

Boas!

No domingo passado, a península ibérica viveu uma noite eleitoral... histórica.
Catalunha, votou pela sua independência e, os comunistas, perderam a Câmara de Almada.
Uma manifestação pelo SIM, na Catalunha
Começo por Portugal. Votei, nos 3 boletins de voto, "Bloco de Eesquerda". Era para votar "Livre" mas, como estava coligado ao PS... Bloco de Esquerda, sem dúvida. Em resultados totais, o Bloco teve mais votos que o CDS. Aliás, o CDS em 2017 teve menos 17.762 votos que em 2013. Os comunistas, perderam 63.501 votos e com isso perderam 10 câmaras entre as quais... Almada! Histórico!! =)

"A rã que queria ser boi", foi a fábula que o Jerónimo de Sousa lembrou-se para responder à Cristas aquando do último debate quinzenal na Assembleia da República, quando esta disse que o 1º Ministro devia ir consolar os comunistas... De facto, a Cristas não é um boi, mas com aquele nariz faz lembrar-me aqueles suínos que, apesar de estarem numa pocilga, exibem orgulhosamente um colar de merda.

Em Espanha, a situação é muito grave. Portugal, através no Artigo 7º, nº 3, da sua Constituição, deveria actuar de forma inequívoca mas... não quer. Portugal, tem uma ligação histórica a Catalunha e, como tal, tinha a obrigação de ir ao auxilio de quem se vê privado dos Direitos Humanos e do mais basilar acto democrático: o direito ao voto.

Os catalães têm língua própria, cultura, e uma história idêntica a Portugal e, por estes motivos, têm o Direito à autodeterminação e, para quem diz "ahh e tal é inconstitucional", digam-me se o 25 de Abril foi constitucional... perguntem aos galegos por quem sentem maior carinho: Portugal ou Espanha?!

Tal como alguns defendem, Espanha, devia ser o Reino Unido cá do sítio... o governo de Rajoy actuou de forma infantil e preocupante com o acto de Catalunha. Se, um acto democrático como o voto fosse ilegal, Madrid devia deixar acontecer até porque... era ilegal e nada de mais iria acontecer, simples. Mas não, mostrou preocupação, impaciência, e está a acenar aos gigantes económicos para saírem de Catalunha, a meter medo ao povo catalão porém, a economia da Catalunha é muito mais que sede de grandes organizações, é a atracção turística, a própria cultura e... as pessoas!

É-me igual se a Catalunha proclame, unilateralmente, a sua independência contudo, todos os actos que se traduzam em atropelos aos Direitos Humanos e a actos democráticos, têm de ser punidos.

Por todos os povos que devem ter o direito democrático de votar, soy catalán!




Beijinhos e portem-se mal!! ;)

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Desert Line Modus Vivendi

Olá Olá!

Outono? Com este tempo bom? Ainda estamos no Verão!! E, para lançarmos os últimos cartuchos, nada melhor que aproveitar esta campanha que parece que foi feita à medida do tempo português!
E antes que perguntem, os modelos (giríssimos!) chamam-se Sotiris Thomaidis, e Nikos Palamaras!
Saibam mais sobre estas cuecas em corte baixo e cuecas sem fundo
E é em Meteora, com este cenário verdadeiramente inspirador e sensacional de formações rochosas, na Grécia Central, que hoje acrescentamos a nossa Lista de lugares a visitar! Estas rochas gigantescas, são decoradas com mosteiros históricos (incluídos na Lista do Património Mundial da UNESCO), que foram construídos por monges que anteriormente eram eremitas na área, vivendo em cavernas individuais. Este lugar mágico, foi usado para alguns episódios da série "Game of Thrones"!
Saibam mais sobre estas cuecas em corte baixo e cuecas sem fundo
Depois do sucesso comprovado do conceito da linha Camouflage, é apresentada a linha Desert. Com aperfeiçoamentos emocionantes e uma aparência espectacular para todas as peças, desde cuecas até body's, a inspiração de Christos Bompitsos, no deserto grego (de paisagens arenosas a Montanhas rochosas em Meteora, na Grécia), permitiu a renovação completa do chamado estilo militar.
Saibam mais sobre esta camisola com capuz e estes boxers
A Linha Desert é composta por cuecas em três estilos (cuecas corte baixo, cuecas, e cuecas sem fundo), boxers (tecido de algodão); manga à cava, camisas, camisolas com capuz, calções, calças (tecido leve); body's e calças de pele (falsa). Comprometidos com a alta qualidade e a fabricação local, a Modus Vivendi garante a inclusão de produtos locais, em todos os seus artigos comercializados.
Cuecas pretas, tamanho S, linha Handcrafted - frente
Como prometido no mês de Agosto, onde mostrei-vos como são os pacotes que chegam ao destino que escolhemos, quando fazemos a nossa encomenda, é a vez de revelar a segunda peça que a Modus Vivendi ofereceu-me: é da linha apresentada no passado mês... de Agosto - Handcrafted! =D
Cuecas pretas, tamanho S, linha Handcrafted - verso
Saiam da vossa caverna: a vida - tal como o Amor- está lá fora, à espera de ser vivida! =)




Beijinhos e portem-se mal!! ;)

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Sou demissexual!

Boa noite!

Admito-vos, sou demissexual! Não sei como isto foi possível mas... é verdade! Podem pensar que é bastante raro contudo, rara, é a pessoa que o admite. Que culpa tenho eu do Destino desta vida?!
Deparei-me com um artigo, no Diário de Notícias, e identifiquei-me com a definição de demissexual: "só têm desejo quando há ligação afetiva", e é verdade, sou assim... desde que me conheço.

Este facto, tem-me orientado desde sempre. Tem-me limitado? Talvez. Se acredito, genuinamente, em relações longas e, não acredito, em "curtes"? Sim. Critico quem é diferente de mim? Claro que não.

Ter 25 anos, solteiro há (quase) 4 anos, e ao longo deste tempo continuar solteiro, não me envergonha nem me constrange - aceito-me, tal como sou. Ser fiel aos meus princípios, assumindo as minhas opções, não faz de mim um mártir, mas um homem com as suas escolhas (também sexuais).

O meu príncipe-encantado, já não sei se é alto, bombadão, e com um sorriso Colgate. Se calhar é um barrigudo, minorca... mas com sorriso Colgate (desdentado não faz bem o meu género... sorry!)! O Manhunt, enquanto o mais famoso site de relacionamentos (ultrapassado pelo Grindr, mas apenas nos telemóveis), tem o mesmo nicho de pessoas, tal como aquela aplicação de telemóvel... Aqui, "todas" as pessoas procuram sexo (algumas desprotegido), mas podemos tomar "a parte por um todo"? Não.

Todos os gays de Lisboa, não estão no engate constantemente. Muitos estão? Talvez. A maior parte? Provavelmente. Todos pretendem encontrar o príncipe-encantado? No fundo no fundo... sim - quem não gosta de Amar e ser amado?! Eu, apenas me poupo à canseira de ser algo que não sou - apaixonar-me por quem me vai aparecendo e, havendo ou não existência de alguma coisa, é a parte gira disto tudo... e mais: saber o nome da pessoa, antes de qualquer outra coisa que a possa originar.

Existem as relações abertas e as traições-consentidas... para mim, nada disso faz sentido. Contudo, também existem as intrigas dos "amigos gays", onde apenas gostam de ver a infelicidade e aí, certamente, o Amor já não entra há muito e quem se dedica à mentira, não pode sequer amar-se.

Será possível encontrar um Príncipe-encantado, num site/aplicação de relacionamentos? É tão provável como encontrar alguém na rua, no nosso local de trabalho, ou quando saímos à noite.

Todos procuramos aceitação e o Amor mas, nesse caminho no deserto, alguns decidem ser outras pessoas dentro delas mesmas, enquanto outras, preferem ser elas próprias o tempo todo.

Disse-vos que tinha de instalar o Grindr mas... o meu telemóvel não tem acesso à internet!! =(




Beijinhos e portem-se mal!! ;)

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Erlingur Óttar Thoroddsen

Olá!

Entrevistei, pessoalmente, o islandês Erlingur Óttar Thoroddsen, realizador de "Rift" - uma longa-metragem de Terror com temática Gay! A entrevista aconteceu aquando da 11.ª edição do MOTELX - Festival Internacional de Cinema de Terror de Lisboa, que se realizou no Cinema São Jorge.

Visto que a língua de conversação foi o inglês, resolvi não traduzir o que foi dito (quem não está à vontade com o inglês, basta ir ao canto superior direito do blog, ao "Translate", e seleccionar a língua mais conveniente). A entrevista, foi gravada por meio digital, e foi totalmente transcrita assegurando assim, a naturalidade de uma conversa que durou mais de 30 minutos onde, claro está, foi uma enorme honra para mim puder fazer todas as perguntas que tinha planeado... e ter incríveis respostas!
O realizador e argumentista islandês Erlingur Óttar Thoroddsen
Lisboa, 8 de Setembro de 2017, no Cinema São Jorge.

Adolescente Gay: For the people that don’t know you, how would you introduce or present yourself?
Erlingur Óttar Thoroddsen: Myself? I would say I’m an Icelandic writer and director and I like horror movies a lot. That’s what I was doing mostly for the last years and also, like, the gay angle, you know, especially in this movie. That was something that was very personal for me and something that I would love to do more of.

AG: How was your childhood?
EOT: It was pretty normal. So I grew up in a very small town right outside of Reykjavik. It was kind like half way country side and the city and there was only, like, less than one thousand people living there. So, it was very small but it was very free. Like, when I was a kid, we could play outside all day long and nobody cared so, we were very free and I would be the kid who was telling all the other kids horror stories because I couldn’t rent horror movies from the video store but I loved the covers and I would just, like, imagine what the stories were and I would go and tell my friends “This is what this movie was about“ and I would just make stuff up. I guess that was a big part of my childhood. I started making up stories very early.

AG: What did you imagine at such an early age?
EOT: For example: Freddy Krueger, I was very obsessed  with Freddy Krueger from Nightmare on Elm Street but I hadn’t seen any of the movies , I just knew that he had, like, the knife glove and then from looking at the back of the video there would be like images and I would just like to make up stories and then I would ask like some people like my uncles who were older and ask them: “Oh have you seen this movie and what can you tell me?“. So I would like, I don’t remember like exactly what the stories I made up were but I kind of piece puzzled them together like random things.

AG: And then you went to study Comparative Literature?
EOT: Yes, in Iceland.

AG: Why?
EOT: I always wanted to do movies like that. It was like my main thing, to be a filmmaker, but Iceland doesn’t really have a big film school. When I was that age, the film school in Iceland was very small and not really great. I wanted just to go out of the country. You know, anybody who is young in Iceland wants to leave for at least a little while, so I knew that I wanted to do like a master’s degree, like a master’s program and film and I wanted to try then in America. So, I had to have a degree or a bachelor’s degree and I felt that Comparative Literature was like a stepping stone into film and also I love literature, reading. I love looking at whether it’s books or movies in depth so, it was kind of perfect for me to do that and then do film.

AG: Why Columbia? Why that master’s? Was the master’s disappointing after the degree in literature?
EOT: I think I chose Columbia for two reasons: one, is because New York is one of the closest cities to Reykjavik. I also wanted to just go to New York and a friend of mine had gone to Columbia and gone to that program so, I knew about it. I didn’t know a better way to get into the film industry, like I didn’t know anybody in Iceland or America who was like in the film industry so I thought going into the film industry would be, you know, a good way to meet other people and learn stuff. You know I wasn’t disappointed at all. I was really happy with the program. It’s very expensive, but, apart from that, I met great people and I’m still working with a lot of those people, like even today, and I feel like if I hadn’t done that, I mean, I probably would have done movies anyway but the path that Columbia set me on has been very good.

AG: How is it to live in New York?
EOT: It’s like the best and also the worst. The city is amazing. You can do anything, all the time. The people there are very driven. It’s very energetic and everybody is doing a lot of things and is ambitious but at the same time it’s like overwhelming and you get beat down and it’s hard to keep up and it’s also very expensive.
So, you give and you take a little bit, but overall I think it’s a great city to be in and if you are able to keep up with it then it’s great.

AG: Did you have to work at the same time or did you have a grant or help from your parents?
EOT: I didn’t have a grant. I started Columbia in 2009. I had started saving up before… I was working in Iceland and I was saving up money to pay for at least part of it and then the bank crash happened. I had the money only on Icelandic currency and the value of the dollar doubled so, all of a sudden, my savings were like twice as less. That was not great. It was like a very awful thing to have happened so, I took a student loan and I had whatever I had saved up and then the program is pretty good in the way you can… it’s technically not a grant… but they make you work and they pay you. They don’t pay you cash they just take it out of your tuition. So, I was doing a lot of stuff like that. I was assistant teaching and doing other type of things to kind of help and my parents helped me as well.

AG: Did you like teaching?
EOT: Kind of. Yeah, there are certain things that I like about it a lot, but there are other things that I was like … I’m not sure I’m the best teacher necessarily. Sometimes, it’s hard for me to keep focused so I tempt to start talking about this and then I end up talking about something totally different. Maybe that’s good… I don’t know. I enjoyed it, but I’m not sure if that’s, like, my thing, but I’ve done it a lot since. I taught a little bit in the Icelandic film school as well since I finished Columbia and it’s always great. I love just being with the students and seeing what they do and what they come up with.

AG: Why “Rift”?
EOT: Two big reasons. The first one is: I wanted to do a film in Iceland and I wanted to do it fast, like not do it in a short amount of time but like I just wanted to do it now. If I was going to do that it had to be inexpensive and had to be small. That’s what I started like thinking: what can I do with two actors and one location. The other thing is that I had, at the same time, just gone through a breakup. That breakup became kind of the story of the film a little bit. I was like: I have these two people in this cap and they just breakup and now they have to kind of deal with it. Then, what if someone knocks on the door, in the middle of the night and that’s how I kind of started happening basically. It was kind of like therapy for me.

AG: What was the biggest difficulty, or challenge, in shooting the movie?
EOT: The biggest challenge was: we shot all things in fifteen days and it was a 100 page script so that meant a lot of stuff every day to shoot. So that was the biggest challenge just to kind of getting all done in that amount of time, but I was working with great people. Everybody was like on it and we didn’t run into any scheduling problems. It was pretty smooth, but we made sure that before we started shooting everything was super well planned.

AG: What are you most proud of? The fact that you managed this schedule of fifteen days or is there anything in particular that you wanted to say?
EOT: Yes, I’m proud of that. I’m just, generally, proud that we made it happen with the people that I was working with because, it seemed impossible. Somehow we made it work. I’m also very proud of my actors. The actors did a really great job and I think the film wouldn’t be like half of what it is if it wasn’t for them. And also like the way it looks. I think it looks a lot bigger than it was, financially speaking. I’m really proud of a lot of it, I mean about all of it basically.

AG: Could you talk a little bit about the lighting, the photography and also the soundtrack? 
EOT: The team that shot the movie was only two people: the cinematographer and the gaffer.  I worked with them before on a few things. They are best friends and they work with each other forever. So, we all kind of know each other styles and we were able to do things very fast. Most of the stuff was shot with almost no lights, just natural lighting, which is kind of crazy. We had some lights for mostly the night stuff, like the interior nights. I just showed my cinematographer … there were a few films that we looked at like “Weekend” by Andrew Haigh and “Persona” by Ingmar Bergman. I wanted the style to be like a mix between those two which doesn’t make sense, but that was what we were trying for. Also “Don’t look now” was another big film that we looked at. I was showing him all of these things that I had in my mind and he kind of just done his magic.

AG: Why did you choose Christmas?
EOT: Good question. For me Christmas has a certain atmosphere to it and it’s supposed to be like kind of a warm, nice and cozy holiday and the film is cold and not cozy in a way. So, I thought it was a good kind of backdrop. This is a time that if they were together, it would be a happy time, but because they’re apart it’s like even more sad.
The ironic thing: in the script, it was supposed to be all snow, all white and a few days before we started shooting, it started raining and all the snow went away. So, we had no snow but it was still very cold.
Another thing, in Icelandic the film is called “Rökkur“, which means Twilight. It doesn’t mean Rift but Twilight was already taken and we couldn’t use that.
The shortest day of the year in Iceland is the 21st of December, so that’s right before Christmas. They never say it in the movie, we just cut it out because it didn’t really matter, but it’s supposed to take that the last night that they have together is the shortest night, or like the shortest day of the year.

AG: Was it shot in December?
EOT: No, we shot it in the beginning of March, but it was supposed to be in December.

AG: I watched the movie yesterday and there was a scene that made me stay awake at night, which was the hand under the bed. What was that?
EOT: I’m not going to give you the literal answer. There might not even be a literal answer, but in my mind the film is a lot about having had a relationship that was toxic and wasn’t good but one that he has problems letting go of.
That’s the recurrent theme. For me, the hand under the bed, whoever it is, it was supposed to mean that they kind of reconnected, had sex for the first time in months and then, immediately afterwards, he sees like that there’s a hand under the bed. So, it’s meant to be that that relationship is still poison that there’s something still wrong with it. It’s still toxic. Who is it? That’s a question that the audience has to figure out and decide for themselves.

AG: How does Iceland see Portugal?
EOT: Interesting… I can’t speak for the entire country, but for me, it’s an exotic country with beaches and the European hot blooded thing that all Icelanders are attracted to. We are all big fans of Portugal, Spain and Italy because it’s so opposite from where we are from. I know that Icelanders talk a lot about soccer teams from here, sports and stuff. When we got into this festival I was so excited to go. I was here when I was a teenager, in the Algarve, but that was totally different. This has really been a great trip.

AG: How do you feel about Europe in general and all the stories about refugees?
EOT: We haven’t been as affected as the rest of Europe. We’ve accepted some refugees. I know that there are people that want us to take more and there are also people that don’t want us to take more. It’s always a debate. I think we are very sympathetic to both sides in Europe. It’s a problem that’s very hard to deal with cause, at the one hand, these people need to go somewhere, on the other hand, a lot of countries just aren’t able to accommodate them. I don’t know if we will have one opinion. There are a lot of opinions, but we are definitely looking at it. We are following it and are very interested in what happens. Obviously, all countries should participate in helping out.

AG:  What message would you like to leave to my readers and the Portuguese people in general?
EOT: I would like to say that I hope that they will support LGBT films in general and of course my own film because even though things are changing and we see more of it in movies today, I think there is still a lot more that we  can do. We don’t see it that much, especially in the horror genre, so I hope that people, or your readers, will seek out other movies. If people watch them, the more likely they will get done. I think that it's important to have all sorts of representation in movies.


Caso queiram falar comigo, também estou sempre disponível.
E-mail - adolescentegay92@gmail.com

Trailer de "Rift" (título original: Rökkur), de Erlingur Óttar Thoroddsen, 2017.




Beijinhos e portem-se mal!! ;)