Blogue que nasceu em 2009, quando eu ainda era adolescente. Hoje, já não o sou, mas continuo com muitas inquietações, desejos e paixões. Aqui, poderão acompanhar o meu dia-a-dia sem filtros, mas sempre, com muitas gargalhadas!
Em Setembro: lê as entrevistas EXCLUSIVAS aos realizadores Miguel Gonçalves Mendes, Gonçalo Almeida e ainda ao Director do MOTELX Pedro Souto! =D
Todos nós sabemos como o nosso país é lindo e, Lisboa não é excepção. Sou, tristemente, um alfacinha que mal conhece a sua cidade mas, aos poucos, lá vou conhecendo. No ano passado, resolvi fazer um IntraRail na minha cidade e, descobri, que tudo é mais perto do que pensava! =D
Porque a Lisboa antiga, permanece na Era Tecnológica!
Tal como vos tinha dito em Novembro último, aquando da última publicação do meu passeio pela Vila Sassetti, na Vila Histórica de Sintra, na Primavera deste ano, iria começar aqui uma nova rubrica -
"À descoberta de Lisboa", contará com um total de 8 publicações, que surgirão sempre à Terça-feira, às 21:00h, ao longo de Março, Abril e Maio! Aconselho-vos a calçarem uns ténis e roupa prática! :P
O rosto de Amália Rodrigues, foi esculpido por Vhils, e pensado por Ruben Alves
Num só dia, devo ter andado uns 20 Km's: ora a subir ruas, ora a desce-las. Uma canseira que compensou! Sempre a beber água, num dia fresco (mas soalheiro) de Abril passado, fui descobrir aqueles miradouros que não conhecia, caminhar por aquelas ruas com as pedras gastas de tanto serem pisadas, e inspirar-me pelas ideias de todos aqueles que por aqueles sítios já vividos, estão tão cheios de pessoas a querer perpetua-las: as cidades só têm vida, se tiverem pessoas e, Lisboa, tem!
Escadas, escadas, e mais escadas... Lisboa com as suas colinas e a cansar a malta!
Para acompanhar esta rubrica, vamos ter como banda sonora o grupo Dschinghis Khan. Quem são eles? Saberão-no ao longo destas semanas mas, posso já dizer que foi um grupo criado para representar a Alemanha na Eurovisão de 1979 (4ºlugar). Correu tão bem, que se mantêm até hoje! =)
Para o ano faz 40 anos desta actuação. Caso queiram ver a versão em inglês, é carregarem aqui.
A última linha da Modus Vivendi para este Outono/Inverno... é arrebatadora! O protagonista desta nova colecção, é o tecido cupro (sobre o qual falarei mais à frente!)!! Mas vá, para acabar já com a vossa ansiedade: o (enorme!) modelo chama-se Mauro Gentile e eu, como gentil, dou-vos o seu Insta! =P
A Linha Floss é composta por: cuecas, tangas, boxers (tecido de cupro e elastano); camisolas de manga à cava e T-shirt's (tecido de cupro e elastano); quimono e calças de estar (em algodão); calções e calças (em tecido de espuma de rayon de poliéster); e camisolas com capuz e calças de pele (em tecido de poliéster)! Como já devem ter reparado, têm alguns detalhes vintage contudo, será como uma 2ª pele. Vá, têm muito por onde escolher, ainda por cima agora, que os dias estão frios! =)
Agora, o cupro. Como já é natural, a Modus Vivendi brinda-nos sempre com ideias inovadoras que são rapidamente aceites por todos visto que a qualidade é evidente... Este tecido, criado em 1931 no Japão, trata-se de uma fibra não natural todavia, é das melhores fibras que existem, em virtude de se criar através dos filamentos que envolvem as sementes de algodão sendo assim, especialmente confortável. Assim, o cupro, é usado normalmente para forros e roupas femininas, pois para além das propriedades de absorção e maciez, tem também o brilho (e o tacto!) que é idêntico à seda! =D
Há uma semana, foi declarada a intervenção militar no Rio de Janeiro. Brasil, continua a ser um país com extrema corrupção onde o seu golpista, continua a fazer sangue nas ruas do nosso País Irmão.
Tristemente, tenho-me debruçado sobre os graves episódios em que aqui, em Portugal, nem se nota: por interesses políticos e cobardia editorial nas nossas televisões e jornais. O Brasil, continua a ser governado por corruptos evangelistas, que estão a transformar o maior país da América Latina, numa vala comum para todos aqueles que habitam aquele maravilhoso país, cheio de cultura e de gentes!
A escravatura (ainda!) existe no Brasil
Ao longo destes meses, o filho da puta do Temer, continua a pôr em prática as suas ideias de merda, onde o único visado é sempre o povo, o trabalhador, o que tem de pôr jantar na mesa da sua família e assim, a Escola de Samba Paraíso do Tuiuti (o Grémio Recreativo Escola de Samba Paraíso do Tuiuti, como o nome já diz, tem a sua origem no Morro do Tuiuti, em São Cristóvão; nasceu em 1954 a partir fusão das escolas Unidos da Tuiuti e Paraíso da Bainas), que acabou por ficar em 2º lugar, fez uma critica clara à sociedade brasileira, onde apenas enumero 3 pontos: o vampiro que trajava com uma faixa presidencial, é uma clara alusão ao Presidente Michel Temer; os manifestantes-fantoches, são uma alusão ao impeachment de Dilma Rousseff e; os escravos chicoteados e as carteiras de trabalho, são a critica à Reforma Trabalhista do actual presidente. Podem ver o desfile completo aqui.
Infelizmente, após a posse de Temer, o Brasil mergulhou num Estado de Direito não-democrático, onde apenas o Estado existe para alimentar os bolsos sem fundo dos fascistas e moralistas corruptos brasileiros. A escumalha de Temer, tem feito atrocidades várias e eu, dentro das minhas limitações, tento ao máximo divulgar - porque o Brasil, precisa de toda a ajuda que lhe possa ser prestado.
O poder dos fazendeiros continua a ser enorme. Com o apoio de todos os deputados que apoiam o Presidente, a Amazónia continua a morrer dia após dia. A problemática dos Índios continua a não ter solução e, os maus tratos contra os animais continua a existir aos olhos de todos os brasileiros.
Os militares já estão nas ruas do Rio de Janeiro
E mais. Faz hoje uma semana que foi publicado o Decreto 9.288/2018, onde afirma que até ao final do ano, o Rio de Janeiro vai ter militares na rua e serão eles que irão mandar nas outras autoridades estatais, como a polícia e o sistema prisional. Bom, sabemos todos que os militares são, por excelência, o garante do regime e, neste caso, é a força musculada do governo de Temer.
Contudo, os incidentes recorrentes no Estado do Rio de Janeiro, não vai lá com o Exército - só através de uma verdadeira integração, trabalho, e respeito pelo povo, é que as coisas podem mudar. Só através da educação e do controlo efectivo da droga e da corrupção, é que o país pode melhorar. Os militares na rua a desautorizarem a polícia, significa apenas uma coisa: a ditadura militar persiste, e é Temer que a sustenta. O exército é para estar nos quartéis, não no meio de civis. Brasil aos brasileiros.
Fiquem com a letra do samba do Paraíso do Tuiuti:
Irmão de olho claro ou da Guiné Qual será o valor? Pobre artigo de mercado Senhor eu não tenho a sua fé, e nem tenho a sua cor Tenho sangue avermelhado O mesmo que escorre da ferida Mostra que a vida se lamenta por nós dois Mas falta em seu peito um coração Ao me dar escravidão e um prato de feijão com arroz Eu fui mandinga, cambinda, haussá Fui um rei egbá preso na corrente Sofri nos braços de um capataz Morri nos canaviais onde se planta gente Ê calunga! Ê ê calunga! Preto Velho me contou, Preto Velho me contou Onde mora a sengora liberdade Não tem ferro, nem feitor Amparo do rosário ao negro Benedito Um grito feito pele do tambor Deu no noticiário, com lágrimas escrito Um rito, uma luta, um homem de cor E assim, quando a lei foi assinada Uma lua atordoada assistiu fogos no céu Áurea feito o ouro da bandeira Fui rezar na cachoeira contra bondade cruel Meu Deus! Meu Deus! Se eu chorar não leve a mal Pela luz do candeeiro Liberte o cativeiro social Não sou escravo de nenhum senhor Meu Paraíso é meu bastião Meu Tuiuti o quilombo da favela É sentinela da libertação
Fui jantar ao Polpetta - Almondegaria Artesanal. Isto é, fui comer almôndegas...e das boas! O Polpetta abriu em Novembro de 2016, e tem vindo a revelar-se um local que tem mantido a qualidade ao longo dos tempos, apesar de ter actualizado o seu menu, face aos gostos dos seus consommateurs.
Puré de batata, Couscous, Polenta frita, Massa fresca, e almôndegas...
Localiza-se nos Anjos, numa paralela à famosa Almirante Reis. É um local discreto, e por fora jamais daríamos conta da sua atmosfera. Mal entrei, apesar de estar a abrir para o jantar, fui recebido por uma jovem naturalmente sorridente, onde deu-me a escolher a mesa. "No cantinho.", disse eu. Lá fomos, éramos 4. Sentamo-nos confortavelmente e fizemos o nosso pedido. Visto que nunca tínhamos lá ido, a moça ajudou-nos a escolher e, visto que queríamos provar as várias opções, ela recomendou-nos que fosse um jantar partilhado - aceitamos no imediato! =P
Para acompanhar o meu jantar, escolhi uma limonada
Escolhemos almôndegas de frango, novilho, porco e ainda a especialidade do mês. Cada uma das opções, vinha a acompanhar com um molho pesto, iogurte, cogumelos, e tomate. Para acompanhar estas iguarias, resolvemos mandar vir puré de batata (com um sabor... nem a minha mãe faz melhor!), couscous (bem bom!), massa fresca (nota-se bem a diferença entre massa fresca e o esparguete de pacote) e ainda... polenta frita (que estava super estaladiça e mega saborosa!)!! =D
O cheesecake de caramelo salgado estava uma delícia!!!
No fim, a sobremesa. Este cheescake estava uma maravilha! Quando terminamos, resolvemos partilhar com a rapariga que nos atendeu a noite toda (já vos disse que era super simpática e querida?!), que tínhamos adorado e que tinha sido uma óptima surpresa. Ela então desafiou-nos a dizer aquilo ao chef que é o proprietário da Polpetta... claro que o diríamos! Veio então o João Fonseca, o jovem que trocou arquitectura pela cozinha, trazendo para Portugal este conceito tão saboroso e reconfortante... Após falarmos um pouco com ele, lá voltou para a cozinha (tinha que servir as restantes pessoas que entretanto encheram o espaço). Este restaurante tem vários aspectos positivos: é familiar, tem brio, interessa-se pelo cliente e, o mais importante... tem bolas! =)
Vou lá voltar, e em breve! Tem uma cozinha mais do que livro-de-receitas, tem aquele toque de mãe que sempre dá um sabor distinto e memorável à comida. Esta que comi, recordou-me não a minha mãe, mas este espaço que ficou na minha memória, e tenho que lá voltar (mais que não seja, pelo puré de batata). É bom, bom, bom! Vão com um pequeno grupo de amigos, e prometo que vão gostar!
Depois de um jantar incrível, é hora de queimar as calorias, abanando o rabooo (a Eurovisão anda aí)!!
Este blogue fez 9 anos na 4ªfeira e hoje, é altura de fazer um pequeno balanço desta quase década de escrita, claro, será ao som de uma mulher linda, poderosa e... gostosa ! Mas, vamos lá começar pelo início. Vamos passar pelas 5 etapas e, depois, vamos todos festejar este momento. Boa? Boa!! =D
Estou a chegar!
Quando comecei este blogue, há 9 anos atrás, foi um momento de libertação. Comecei a ter net em casa há menos de um ano e, após a descoberta deste mundo-à-distância-da-nossa-imaginação, foi naturalmente o momento de querer encontrar pessoas "como eu". Não queria aqueles casos de sucesso, porque como todos nós sabemos, nenhuma vida é perfeita e só de momentos áureos - a vida é aquilo que é, com longos caminhos no deserto, e momentos pontuais de felicidade (sejam eles passados à mesa, num passeio, ou numa incrível conversa).
Após descobrir vidas normais, escritas por pessoas normais, em blogues normais, resolvi tentar encontrar jovens da minha idade, que também fossem gays. Não encontrei nenhum. Em 2009, não havia nenhum blogue gay (ou bi) de adolescentes... tudo o que havia era já de pessoas adultas o que, convenhamos, não era exactamente a mesma coisa. Não havia, de forma clara e inequívoca, blogues gays feitos por jovens adultos. Após semanas de maturação da ideia, resolvi escrever o meu primeiro texto. Cheguei, e fui o primeiro adolescente, assumidamente gay, na blogosfera portuguesa!
Fui levado às alturas!
Agora, não serei modesto. Este blogue, foi um grande sucesso no seu início. A blogosfera fervilhava todos os dias e, fui muito bem recebido pela maioria dos bloggers à época. Nunca tive cunhas nem padrinhos. Nunca ninguém ajudou-me a ter visitas ou a promover-me. Ia escrevendo e as pessoas iam aparecendo e, curiosamente, ficavam. Naquela época (2009/2010), havia blogues excepcionais, com uma qualidade e entrega dos seus autores... irrepreensível. Mas a grande época dourada terminou.
Contudo, antes disso, brotavam com alguma frequência, naquele período, vários blogues de "adolescentes gays" ora: "Mais um adolescente gay"; "Adolescente bi", e tantos e tantos nomes do género. Surgiram vários a seguir ao meu e, inclusive, houve um blogue igual ao meu onde o autor, pegava nos meus textos e "romanceava"... curiosamente, esse blogue terminou, como tantos outros. Nunca importei-me com aqueles que inspiravam-se em mim (ainda hoje não me importo), já o dizia aquando do 1º ano de existência deste espaço. Fui muito criticado, por poucos, no que diz respeito à minha forma de escrever (descontraída), nunca fui de amizades fáceis. Aliás, tal como escrevi no 2º ano de existência do blogue: "Quero que as más línguas se fodam!" E mantenho o que disse! =)
Continuar a caminhar, sempre!
Durante o tempo em que namorava, acabei por não me dedicar tanto a este blogue. Passei por alturas difíceis, e outras alturas mais fáceis, mas todas elas fazem parte do processo de crescimento e evolução. Assumi que sou gay aos meus pais, de uma forma terrível e traumatizante mas... o que importa é continuar sempre, nunca deixar de caminhar. Perceber onde nos enganámos, mas é essencial que nunca deixemos de ser aquilo que somos: por mais que a vida nos possa dar porrada, temos de levantar-nos e continuar na direcção que os nossos pés nos levam.
Os melhores anos da minha vida (bloguística)!
Os melhores anos da minha vida, enquanto blogger, não são aqueles onde tinha "bués" comentários, ou onde os meus textos serviam de mote para textos de outros blogues. Não, nada disso. Os melhores anos da minha vida bloguística, são os actuais. Aliás, são os futuros. São aqueles que hão-de vir. A época dourada dos blogues terminou, mas a vida continua a ser alvo de leituras e partilhas... já não nos meios mais tradicionais mas... continua na moda. A blogayesfera portuguesa, estava com a pulsação muito fraca, quando voltei do fim da minha relação. Aí, pensei em terminar com o blogue, pois os meus "ídolos" já tinham desistido de escrever.
Pensei em reinventar-me. Escrever com mais frequência, com mais brio, comecei com as parcerias e trouxe novamente para a moda os encontros da blogosfera e sim, hoje em dia a blogayesfera portuguesa está bem melhor mas... irá ficar MUITO melhor, basta cada um de nós continuar a contribuir da melhor maneira. Obrigado a todos. Obrigado a quem me lê há tantos e tantos anos. Obrigado aos novos leitores. Obrigado aos futuros leitores. Obrigado a todos vocês - se não estivessem aí, isto não teria piada nenhuma! Obrigado a todos vocês, de coração! =)
Precisas de mim? Liga-me!
Todos aqueles que, ao longo destes anos, aproximaram-se de mim, pedindo ajuda, ou para conversar, sempre colaborei e, continuo a fazê-lo. Respondo a todos aqueles que chegam até mim. Sempre respondi, e irei continuar a responder. Há coisas que nunca mudam entre as quais, a interacção com os meus leitores. Alguns deles, têm o meu número de telemóvel e, caso precisem de mim, estou aqui (é que estou mesmo: eu durmo com o telemóvel ao meu lado e, com som; e já apoiei quem precisou de mim em horas bem noctívagas). Mesmo que não tenhas o meu número, manda-me e-mail (adolescentegay92@gmail.com).
Não sou, nem nunca fui, pessoa de ressentimentos. Quem me fez mal, fez, e sigo em frente. Se há alguém me me deve um pedido de desculpas aqui estou eu, e se elas forem sinceras, perdoarei (quem nunca errou?!). A vida faz-se de enganos sucessivos, e de abraços de amizade. A vida faz-se de apoios, de conversas, e de perdões. Não importa a quem tenhas de perdoar, mas se o fizeres alguma vez, não faças pelos outros, mas por ti próprio. Tem amor próprio, e só depois terás pelos outros.
Não importa quem sejam, nem quão longe estejam de mim. Estou aqui para todos vocês. =)
E, para o ano, festejo 10 anos de blogayesfera*!!!! Weeeeeeeeeeeee!!
Porque sinto-me uma "Daiana Rosssseeeeee"!! =D Toca a abanar esse raaabooooo!
Beijinhos e portem-se mal!! ;)
* - O 10º Aniversário deste blogue, já está a ser preparado! Vai dar que falar, isso asseguro!! =P
Salvador Dalí foi a inspiração para a nova linha da Modus Vivendi! O surrealismo de Dalí, torna esta linha excessiva e moderna, feita com paixão e amor extra - é moderna, excêntrica, e dandy! O modelo chama-se Alejandro Bueno (lá isso é! =D), e querem ver mais fotos dele? Estão no Instagram!!! =P
A Linha Surreal é composta por cuecas, cuecas sem fundo, boxers (tecido de algodão e elastano), camisolas de manga à cava (tecido de algodão elastano), e ainda têm meggings (tecido de poliamida e elastano)! Assim, a linha inclui não só roupas íntimas, mas também roupas a usar para o desporto! =D
A abordagem experimental com cores e formas inspiradas pelo trabalho de Dalí e, principalmente, pelos relógios a derreter, mostra a intenção revolucionária da Modus Vivendi, e a atitude de sonho.
Esta produção foi feita aqui, mesmo ao nosso lado: em Madrid! Quando chega a vez de Portugal?...
Um dos maiores malefícios da nova Era, é a solidão. Faz-se aquelas caras de felicidade para as selfies, mostra-se uma vida perfeita e endinheirada, quando na realidade o Amor neles próprios é inexistente. O Amor que os outros têm por nós não é quantificável em likes, nem espero que todos tenham inteligência emocional apenas... sei lá... e se forem menos filhos da puta? É que já ajudava!!
Em Dezembro, já vos tinha dito que havia algo que tinha de vos contar - é hoje.
Visto que o 3º Semestre acabou, é altura de fazer o balanço deste início de 2º ano da faculdade.
Algo francamente positivo, foram as notas em trabalhos que tive (cheguei a ter um 18, com defesa oral) e as notas finais que tive nas várias disciplinas foram entre 12 e 15 valores. Bom... não foi muito mau!! =D Também conheci um tipo mas... ainda não era para ser...
Depois, há as más notícias. A rapariga que se sentava ao meu lado, e que nos dávamos super bem, desistiu do curso no fim de Novembro. Aquela com quem falava à vontade, com quem dizia as minhas caralhadas, foi-se embora. Era boa aluna mas, estava ali, apenas para fazer o jeito aos pais - ela é actriz e espero, sinceramente, que consiga vingar no mundo do espectáculo. Lá estarei, a aplaudir.
Depois deste profundo golpe para a minha sanidade mental, naquela faculdade, a existência de trabalhos de grupos não ajuda nada. Tive dois grupos de trabalho, para fazer uma data de trabalhos de grupo: um grupo era apenas para um trabalho e, nesse, correu bem (eu e uma colega fizemos tudo) e, no outro grupo onde havia vários trabalhos de grupo, a malta supostamente era bacana e boa onda...
No início o grupo funcionava muito bem. As reuniões de preparação corriam bem, a divisão de tarefas estava justa, e havia um bom ambiente de trabalho. Visto que começamos com muita antecedência, começamos devagar mas, de repente, comecei a ter que me dedicar muito ao tal trabalho que tive que o fazer apenas com uma outra colega e, as minhas "obrigações" atrasaram-se, mas estava tudo dentro dos prazos. Contudo, os prazos foram adietados e eu... não soube de nada.
De repente, eu e a rapariga com quem fiz o tal trabalho de grupo, estávamos a ser surpreendidos (ela também estava neste grupo, e fazíamos parelha [que até correu lol]): tínhamos 24 horas para fazer a nossa parte do trabalho. Juntamos-nos, e fizemos no único dia que tínhamos. De tudo, apenas tinha surgido uma dúvida mas, como ninguém do grupo atendia as nossas chamadas e já se fazia tarde, ela foi para casa e eu tinha que fazer. Avisei esta minha colega que ia desligar o meu telemóvel, por motivos que lhe transmiti e ela, concordou. Assim foi.
Quando liguei o telemóvel, de madrugada, tinha inúmeras chamadas não atendidas, SMS's com ultimatos, mensagens de voz... Enfim, tinha acontecido um terramoto e eu não sabia de nada. Pelo que parece, o grupo não gostou de eu ter desligado o telemóvel no dia em que deveria entregar a minha parte do trabalho. A minha colega avisou-os mas eles não quiseram saber. As SMS's eram desagradáveis, as mensagens de voz também... enfim, uma falta de educação atroz! Vi que a tal minha colega mandou-me um e-mail a dar-me indicações de algo que precisa que eu fizesse - não fui para a cama, sem antes acabar e enviar-lhe o que me tinha pedido.
No dia seguinte, eu e a minha colega tentávamos ligar para eles (restante grupo), mas não nos atendiam... A minha colega contou-me que, segundo o grupo, tudo o que tínhamos feito no dia anterior estava errado. Tudo. Ficamos ambos sem perceber o motivo, até porque contactamos outros colegas de turma e eles tinham feito da mesma maneira... Era o último dia para entregar o trabalho, e não sabíamos o que se passava. A cabecilha do grupo, atendeu-me uma das dezenas chamadas que fiz, a dizer-me coisas que fariam corar qualquer asneirento como eu, não deu tempo para dizer o que quer que fosse, e desligou-me o telefone na cara. Boa, aconteceu o que nunca pode acontecer: perder-se a noção do que é o profissionalismo, a educação, e o companheirismo. Sem jogo de cintura.
Contei à tal colega e, ficamos ambos a achar que iríamos ter os nossos nomes fora do trabalho.
Passado uns dias, era dia de apresentação do trabalho. Todo o grupo compareceu, olhávamos com uma cara terrível uns para os outros (não nos tínhamos visto desde a confusão toda). Resolvemos sair da sala e conversar. A tal minha colega e outra gaja, começaram a gritar uma com a outra. A cabecilha do grupo pediu-me se podia conversar com ela em particular - acedi, naturalmente. Fomos conversar para as escadas. Justificou-se, sem nunca pedir desculpas. Eu mostrei que a entendia, sem nunca mostrar que o que me tinha dito teria caído em saco roto. Concordamos que iríamos fazer os restantes trabalhos que já tínhamos acordado e que, a tal colega com quem trabalhei, ia ser expulsa do grupo, porque não tinha razões para falar; eu disse que era contra, mas se o grupo achava isso, deveriam ter as suas razões, mas que gostaria de frisar que era contra a sua expulsão.
Voltamos para o grupo, onde os ânimos estavam diferentes (depois soube que o professor tinha vindo à porta manda-las calar [imaginem a gritaria!!]). Ficamos bem, e até voluntariei-me para apresentar parte do trabalho, mas depois chegou-se à conclusão que não seria necessário. Entramos na sala e ficamos a aguardar pela vez em que seriamos chamados. Por sorte (ou seria o destino?), fomos o último grupo. O professor fez a chamada e não constava lá o meu nome, onde fiz questão de dizer que estava lá presente. Leu novamente os nomes que estavam no trabalho e não estava lá o meu nome. Calei-me. Toda a turma a assistir e a perceber o que estava ali a acontecer: o meu grupo, não tinha posto o meu nome no trabalho. Aí percebi o motivo da minha colega "não ter razões de queixa" - o nome dela estava no trabalho, e o meu não. Apresentaram o trabalho, e a aula acabou.
Fui ter com o grupo e perguntei se iam ter com o professor, para falarem sobre o que aconteceu e para porem o meu nome no trabalho! Depois de estrebucharam, lá foram de mansinho ter com o homem e, claro, alguns alunos na turma estavam na sala a engonhar, porque sabiam que ia haver fight. O professor recusou acrescentar o meu nome. Disse que as pessoas têm de ser adultas e responsáveis pelos seus actos e, se o grupo, enviou o trabalho sem o nome de um elemento e, no corpo do e-mail, fizeram questão de afirmar que o nome de um colega não constava, ele agora não ia fazer o contrário. Não havia nada a fazer. Chumbei à cadeira. Ainda por cima era a única de contas e eu, odeio contas.
A turma não gostou do que se passou. Tive alguns grupos que, simpaticamente, mostraram interesse em começar a fazer trabalhos comigo e, todos perceberam (excepto o meu grupo), que não é por uma andorinha que já é Primavera. Não se tira o nome das outras pessoas, em trabalhos de grupo (e nem foram capazes de dizer-me na cara). Eu fiz um trabalho inteiro, com a tal colega, e não fizemos nada disso. O que pudemos fazer? Bom, não há próxima oportunidade mas não prejudicamos ninguém... e gratuitamente! E (bem feito!!), a nota que tiveram no trabalho foi... horrível!!!!
Os restantes trabalhos que fiz com o grupo, já actuei de forma diferente. Assim que era para fazer alguma coisa, eu fazia. Se havia alguém que estava atrasado, eu ajudava. Eu estava em todo o lado. Assim que enviavam um e-mail, eu respondia em poucas horas e já com aquela tarefa feita. Não tinham nada por apontar. Fiz questão. Fiz o meu, e o dos outros, e andava em cima de tudo.
Agora acabou. Eles são meus colegas, respeito-os. Cumprimento-os e pronto, mais nada. Não voltarei a fazer trabalhos de grupo e, eles, acho que terão dificuldade em encontrar colegas novos. O que se passou foi demasiado grave e revela muito daquilo que as pessoas são: egoístas, más, solitárias.
O que aconteceu no final do ano passado, fez-me lembrar o que já tinha-me acontecido e prova, lá está, aquilo que dizia. No 1º Semestre, do meu curso anterior, tinha colegas que tratavam-me mal. No 2º Semestre, vi colegas a revelarem-se por 5 segundos de fama. Há pessoas assim. Não posso fazer nada. Há pessoas que não prestam e, lamentavelmente, vão cruzar-se nas nossas vidas. Temos de ter jogo de cintura suficiente para elas mas, na devida conta, peso, e medida. O que é de mais, enjoa.