Em Setembro: lê as entrevistas EXCLUSIVAS aos realizadores Miguel Gonçalves Mendes, Gonçalo Almeida e ainda ao Director do MOTELX Pedro Souto! =D

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

#BolsonaroFascista #ELENÃO

Olá! #agoravirou #Haddad13 #viravoto

Eu voto Haddad! Por um Brasil livre, por um Brasil democrático, por um Brasil dos brasileiros! Haddad, é a única solução, para um militar fascista, que anuncia em alto e bom som, crimes contra todos nós. Todos somos brasileiros, e todos somos de qualquer país, quando está em causa a Declaração Universal dos Direitos Humanos! Eu sou pelo livre-arbítrio de qualquer pessoa do Mundo! #liberdade
Hoje, alunos e docentes, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
Bolsonaro é fascista! Bolsonaro é homofóbico! Bolsonaro é racista! Bolsonaro é, como diz Marcelo D2, doente! Como é que num país evoluído, como o Brasil, é possível os polícias entrarem pelas universidades dentro, para retirar cartazes, que apelam ao voto antifascista, e ao voto concordante com os Direitos Humanos? Aqui, discute-se, coisas tão simples como o facto se o Brasil deve (ou não), manter-se um Estado de Direito Democrático! E a resposta é sim! Claro que sim! Brasil, quer-se, para continuar a evoluir, ser um país Democrático e de Direito! Brasil, não é dos militares fascistas!

E escusam os neo-fascistas, brancos, e da Europa, afirmar que Bolsonaro é cheio de qualidades e, quem não é pró-Bolsonaro, é PT! Que se FODAM mentes pequenas e retrogradas, que só pensam numa economia elitista, onde os pobres têm o Karma de servir os Senhores da Metrópole! NÃO! A Economia, é mais do que uma ambição tacanha de um colonialismo inexistente, a Economia põe dinheiro no bolso das pessoas para comprar mais arroz e feijão, dá dinheiro para pôr o filho da escola (escusando ele ir trabalhar) e, assim, dá para escolher, quando a criança crescer, se deve comprar uma arma, ou um livro. A Economia brasileira, quer-se cheia de livros, não de militares com armas!
Domingo, vota 13, vota Haddad!
Não posso, aliás, RECUSO-ME a aceitar que um ser humano, seja contra os Direitos Indígenas! Seja contra os Direitos das Mulheres! É mau de mais para ser verdade! Bolsonaro, não é solução para nenhum país do mundo! Já que o Mundo virou facções, quem é contra o FASCISTA, não quer dizer que seja PT! Quem é contra Bolsonaro é, simplesmente, a favor da Democracia! Simples assim! Domingo, vota em consciência, por um Brasil livre e sem militares no poder! Brasil, só com amor!

"Para quê separar? 
Para quê desunir? 
Porquê só gritar? 
Porquê nunca ouvir?

Para quê enganar?
Para quê oprimir?
Porquê humilhar?
E tanto mentir?"




Beijinhos e portem-se mal!! ;)

terça-feira, 9 de outubro de 2018

3º dia MOTELX '18

Olá Olá!

Hoje falarei sobre os 4 filmes que vi dia 6 de Setembro, no 3º dia da 12.ª edição do MOTELX.
Depois de uma Sessão de Abertura, e de um 2º dia de Festival intenso... um 3º dia com 4 filmes! lol
Hagazussa, foi eleito o melhor filme, entre oito longas em competição
Antes de mais, vejam o vídeo em relação ao dia 6 de Setembro - 3º dia de MOTELX 2018!


Às 14h10, na sala Manoel de Oliveira, vi o filme Cutterhead (Dinamarca, 2018). 

Sinopse: Rie é uma coordenadora de relações públicas que visita a tuneladora que opera na construção do metro de Copenhaga, com vista a promover a imagem da co-operação europeia. Quando se dá um acidente, vê-se forçada a refugia-se num compartimento pressurizado, com os trabalhadores Ivo, da Croácia, e Bharan, da Eritreia. Os três vão depender uns dos outros para sobreviver ao calor, pressão e lama, tendo de confrontar diferentes visões do mundo e reavaliarem as suas vidas. 
E este foi o bilhete que deu acesso ao filme Cutterhead
A curta, Two Puddles (Reino Unido, 2018), antecedeu ao filme. Esta curta de 6 minutos, é sobre duas poças... não há nada a dizer, a não ser que se trata de uma curta confusa e que... prontos é isso.

Xenofobia e Racismo: e quando temos que escolher entre quem vive, tendo diferentes países de origem? É uma boa reflexão sobre o puritanismo em que vive o mundo, no que diz respeito aos não-europeus. Este é um daqueles filmes tipo Under the Shadow ou K-Shop, onde há uma clara e explicita crítica aos tempos modernos (ou melhor, pós-modernos). Faz-me lembrar aquele anúncio proibido da União Europeia, onde punha-se o dedo na ferida... Em relação ao filme propriamente dito: a ideia não é própria nova, mas o final (tal como o meio) é verdadeiramente tocante... É um bom filme! Vejam! =)




Às 16h15, na sala Manoel de Oliveira, vi o filme Don’t Leave Home (EUA, 2018).

Sinopse: Após ter dado a conhecer a sua nova exposição de escultura em torno de lendas urbanas irlandesas, a artista Melanie Thomas é contactada pelo padre Alistair Burke, um solitário clérigo irlandês que, segundo reza a lenda, pintou o retrato de uma menina que mais tarde desapareceu no mesmo dia em que a sua imagem se apagou misteriosamente do quadro. Agora, convocada por Burke e a sua assistente para uma encomenda artística especial a ser desenvolvida na paisagem rural da Irlanda, Melanie aceita a oferta, sem nunca pensar que algumas lendas urbanas possam ser reais.
E este foi o bilhete que deu acesso ao filme Don't Leave Home
A curta, Coyote (Suiça, 2018), antecedeu ao filme. Esta curta de 10 minutos, apesar de terror, é muito gira... o facto de ser em desenhos-animados, confere-lhe uma áurea perfeita! Vejam, vão gostar!

Um filme que prometia muito, mas que não deu nada. Boas interpretações, boa fotografia, bom som... a estória vai avançando e estamos sempre à espera de algo que, acaba, por não acontecer. Acabo por recomendar o filme, não pelo argumento, mas pela componente técnica ali presente. Gostei muito da prestação da Helena Bereen (personagem Shelly). Permite-nos ainda a uma reflexão pessoal, vale tudo n'A Arte? Por uma instalação artística, e por dinheiro, é permitido fazer tudo? Quais os limites?




Às 18h25, na sala Manoel de Oliveira, vi o filme Hagazussa: A Heathen’s Curse (Alemanha/Áustria, 2017).

Sinopse: O Inverno frio estende-se pelos Alpes do século XV. Uma jovem pastora vive com a sua mãe numa cabana no meio dos bosques. Quando, certo dia, a mãe adoece misteriosamente e morre, Albrun fica sozinha e profundamente traumatizada. 20 anos passam e, já depois de se tornar ela própria mãe, Albrun começa a pressentir uma presença negra na floresta. Numa espécie de delírio psicótico, as fronteiras entre a realidade e o pesadelo começam a fundir-se, à medida que ela é novamente confrontada com a morte da sua mãe e o mal que existe dentro de si mesma.
E este foi o bilhete que deu acesso ao filme Hagazussa
A curta, Calipso (Portugal, 2018), antecedeu ao filme. Esta curta de 15 minutos, revela o casal Bruno (Pedro Laginha) e Sandra (Adriana Moniz), no meio de uma calamidade... dentro de portas! É uma boa estória, onde as interpretações destes dois actores, é a chave para o sucesso deste projeto!

Este filme é muito, mas mesmo muito bom! É louco, mas é bom! Não era a minha aposta para vencer o Prémio MOTELX de Melhor Longa mas, fico tranquilo por estarmos bem representados na Competição Europeia. Agora, falando sobre o dito cujo: é um argumento duro, inteligente, capaz, bem construído... é a prova que, quando se tem vontade, faz-se algo incrível. Fotografia excelente! Interpretações que desempenharem eficazmente a função. Houve várias cenas magnânimes, estaria a ser injusto, realçar apenas algumas. Estou certo que esta longa ficará nos anais do Cinema de Terror!




Às 21h20, na sala Manoel de Oliveira, vi o filme Ghostland (França/Canadá, 2018).

Sinopse: Depois da morte da sua tia, Colleen e as filhas herdam a sua casa. Durante a primeira noite passada no novo lar, intrusos entram pela casa adentro, obrigando Colleen a lutar pela vida das suas filhas. Depois dessa noite, tudo muda. A filha mais velha, Beth, torna-se uma consagrada autora de literatura de terror, já a sua irmã, Vera, vai perdendo a sanidade e vive em constante paranóia. Dezasseis anos depois, mãe e filhas reúnem-se na casa onde Colleen e Vera continuam a viver. É nesse momento que começam a acontecer incidentes estranhos.
E este foi o bilhete que deu acesso ao filme Ghostland
A curta, Moscatro (Portugal, 2018), antecedeu ao filme. Esta curta de 12 minutos, conta com Soraia Chaves no principal papel e, esse facto, é o que eleva esta curta a um produto para o grande-público.

Fui ver este filme com tantooooo medo! Medo de quê? De apanhar uma banhada! Quando um filme, com este nível de produção, apresenta-se com a mega estrela francesa, Mylène Farmer, é de suspeitar ser uma tremenda merda. Estava tão enganado! É um filme com uma mega produção, à semelhança de Cold Skin, mas com um resultado muitíssimo mais eficaz! Mylène Farmer, tem um desempenho eficaz na trama, e aparece apenas onde é mesmo necessária. Em relação às suas filhas (as actrizes Crystal Reed e Anastasia Phillips), são o grande motor da estória, com interpretações muito boas! Graças a estas últimas, conseguimos embarcar nos seus pensamentos e desejos. O final do filme é agridoce, mas consegui gostar. Como agiríamos, caso fossemos sequestrados? Reflitamos!




Beijinhos e portem-se mal!! ;)

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

2º dia MOTELX '18

Olaré!

Hoje falarei sobre os 4 filmes que vi dia 5 de Setembro, no 2º dia da 12.ª edição do MOTELX.
Depois de uma Sessão de Abertura incrível, nada melhor que começar a tarde com um filme de terror!
Porque esta cabra (The Nun) deu-me insónias...!!!
Antes de mais, vejam o vídeo em relação ao dia 5 de Setembro - 2º dia de MOTELX 2018!


Às 14h15, na sala Manoel de Oliveira, vi o filme We (Holanda, 2018).

Sinopse: Durante um Verão lânguido numa aldeia perto da fronteira entre a Holanda e Bélgica, oito adolescentes procuram excitação e sexo. Tudo começa com umas partidas relativamente inocentes, mas rapidamente apercebem-se que não é suficiente. Os seus jogos sexuais transformam-se gradualmente em pornografia, prostituição e chantagem, e os adolescentes entram numa espiral negra até ao momento em que algo grave acontece.
E este foi o bilhete que deu acesso ao filme We
Não irei falar muito sobre este filme, porque quero mesmo que o vejam. Não é um típico "Morangos com Açúcar", pois tem qualidade de fotografia, argumento e... interpretações. E quando um grupo de jovens se junta e são simplesmente... jovens? E quando algo acontece? A sério, vejam, vão gostar!




Às 17h05, na sala 3, vi o filme Fake Blood (Canadá, 2017).

Sinopse: Há anos que o realizador Rob Grant produz filmes de terror com o seu melhor amigo, o actor Mike Kovac. O par tornou-se conhecido no circuito dos festivais devido a filmes como "Yesterday" ou "Mon Ami". Um dia, Grant recebe um vídeo perturbador de um fã inspirado por uma cena de um filme seu. Este episódio fá-lo questionar-se acerca da responsabilidade dos cineastas em retratarem a violência no cinema. Juntamente com Kovac, decidem fazer um documentário explorando o tema. Para isso, são introduzidos involuntariamente no mundo real de criminosos e das suas vítimas.
E este foi o bilhete que deu acesso ao filme Fake Blood
Pronto, aqui entrei em curto-circuito. Fui ver este filme como um Documentário... e, no fim, pensei que talvez tivesse sido enganado. Bom, a premissa é muito interessante: são os realizadores dos filmes de terror, "responsabilizáveis", por actos de violência? Na minha perspectiva, qualquer forma de Arte, é catalisadora de acções e, consequentemente, os filmes de terror podem servir de inspiração a alguém que já tenha esse tipo de... motivação. O filme dá-nos a conhecer algo que é comum entre quem assina conteúdos públicos: o contactado por um fã, que presta-se a auxiliar o eu lírico presente na Arte em questão. Neste caso, um espectador dos filmes de terror, faz um vídeo a indicar qual o melhor material existente no mercado, para desmembrar uma pessoa. Ora, o filme vai acontecendo e eu começo a ficar na dúvida se toda aquela trama aconteceu efectivamente, ou se é apenas um filme que, serve de alerta, para estes casos e põe-se a velha questão dos "limites da Cinematografia"...




Às 19h00, na sala 3, vi o filme Four Hands (Alemanha, 2017).

Sinopse: Após Sophie e Jessica terem testemunhado o brutal assassinato dos país quando eram crianças, Jessica prometeu proteger para sempre a sua irmã mais nova. Com o passar dos anos, esta promessa tornou-se uma obsessão. Agora, Jessica sofre de paranóia e vê por toda a parte ameaças contra si e a sua irmã. Mas Sophie quer viver uma vida normal sem medo e sem a sua irmã. Quer tornar-se pianista e namorar. Quando os autores do homicídio são libertados após uma pena de 20 anos, Jessica fica chocada e quer confrontá-los. Mas um acidente vai mudar tudo. A promessa de Jessica irá tornar-se num pesadelo existencial.
E este foi o bilhete que deu acesso ao filme Four Hands
A curta, Hair Wolf (EUA, 2016), que iria anteceder ao filme, não foi exibida por falta de tempo.

Excelente filme! Óptima fotografia! É, evidentemente, uma grande produção mas consegue manter-se intimista. As personagens principais são bastante desenvolvidas, o que proporciona-nos emoções aquando do final da estória. Aborda um tema importante, a doença mental, mais concretamente a esquizofrenia. Recomendo-vos este filme, mais que não seja, pelas boas interpretações! =)




Às 21h15, na sala Manoel de Oliveira, vi o filme Cold Skin (Espanha, 2017).

Sinopse: Nos limites do círculo Antártico, pouco depois do término da 1.ª Guerra Mundial, um barco a vapor aproxima-se de uma ilha desolada longe das rotas marítimas. A bordo encontra-se um jovem, prestes a assumir o cargo de observador meteorológico e a viver em solidão no fim da terra. Mas em terra não encontra vestígios do homem que vinha substituir, apenas um náufrago que testemunhou um horror do qual se recusa falar. Durante os próximos 12 meses, o seu mundo consistirá de uma cabana, árvores, rochas, silêncio e mar em redor. Até que a noite começa a cair...
E este foi o bilhete que deu acesso ao filme Cold Skin
A curta, Coração Revelador (Portugal, 2018), antecedeu ao filme. Esta curta de 10 minutos, está muitíssimo bem feita! Não posso mentir-vos: era a minha grande aposta para vencer o Prémio de Melhor Curta de Terror Portuguesa e, consequentemente, 5000€... Adoro este texto, há vários anos e, tive a oportunidade de entrevistar a grande realizadora desta Curta - São José Correia. Irei abster-me de contar o que quer que seja, pois acho tudo óptimo mas, ao pedirem-se para destacar uma única coisa, ela é a caracterização dos actores... simplesmente, incrível! Vejam (e leiam) Edgar Allan Poe.

Este filme é a prova como uma estória clássica, associada a um grande orçamento mais a questão in do momento (Ambiente), resulta de 100 minutos bem passados... um filme típico para "pipocar". Há que começar por os factos que salvam o filme: as interpretações de Ray Stevenson e de David Oakes e ainda, a cena debaixo de água. O pior é mesmo aquilo que é mais difícil de fazer, quando se tem as mãos grandes e tenta-se ir buscar algo atrás do armário... simplesmente, não resulta. A caracterização dos seres aquáticos, é simplesmente medonha.... mas pronto, é um filme de terror e tal... Vendo isto tudo num outro prisma, podemos reflectir sobre as questões psíquicas que os faroleiros (e marinheiros), podem estar sujeitos... o final acabou por ser positivo, mantendo (corrigindo) a trama.




Beijinhos e portem-se mal!! ;)

terça-feira, 2 de outubro de 2018

Marine Line Modus Vivendi

Boas!

Embora não pareça, já estamos no Outono e, como tal, a Modus Vivendi, apresenta-nos a sua linha pré-Inverno, com inspirações claras à vida marítima! Já sei, já sei, calma... o modelo desta campanha é o Alexandr Sadykh (eis o seu Instagram) e, as fotos, foram tiradas em Moscovo, na Rússia! =)
Saibam mais sobre estas cuecas
linha Marine, é composta por cuecas (em vários modelos), boxers, camisolas à cava e T-shirts. A palete de cores utilizada, tem inspiração naval, com a aplicabilidade do branco, azul, e vermelho. Tal como foi tendência este Verão, a Modus Vivendi, traz para esta colecção, as clássicas riscas Breton que, se formos bem originais, irão transformar-nos de marinheiros a piratas! Vai uma luta de espadas?
Saibam mais sobre estes boxers
A Modus Vivendi não pára de inovar! Desta vez, as cuecas, apresentam o novo logótipo: "MV"! =D
Visto que o tecido é em viscose e elastano, é confortável e perfeito para quem pratica desporto e, assim, ganhar um verdadeiro estilo náutico! Esta tendência não tem idade, e já agora pergunto: já reuniram a vossa tripulação? Com este tempinho, ainda dá para uns mergulhos e aproveitar o calor!
Saibam mais sobre estas cuecas
Como prometido no mês passado, onde mostrei-vos como são os pacotes que chegam ao destino que escolhemos, quando fazemos a nossa encomenda, é a vez de revelar a primeira peça que...
Cuecas azuis, tamanho M, linha Mesure - frente
... a Modus Vivendi ofereceu-me! É da colecção Mesure! O tamanho será que conta?... =P
Cuecas azuis, tamanho M, linha Mesure - verso
E pronto, 'tou a ter umas ideias assim do género do outro (Mário de Cesariny)... ^^




Beijinhos e portem-se mal!! ;)

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Tu, Diogo Infante

Olá!

Sabem aquele livro que saiu este mês, sobre as pessoas LGBT's? Fui convidado a participar todavia, por motivos alheios à oferta deste texto para publicação, o mesmo não foi integrado no projecto.

Tendo em conta que o texto é sobre alguém que admiro muitíssimo, e como penso que ninguém deve ser privado de se exprimir (mesmo no anonimato), ofereço-vos (tal como sempre), estas palavras! =)
Fonte: Página de Facebook do Diogo Infante
"Sabem aquela paixão, quando somos putos, por um ídolo famoso? Eu fui uma vítima dessa onda!

Só aos 16 anos, é que passei a ter net. Até lá, e durante o meu crescimento, as figuras masculinas que me suscitavam interesse sexual, eram aquele modelos bombados em fatos de banho, ou o Ricky Martin (aquela grande bechona!). Eram estas personagens, que despoletavam a seiva natural existente na minha pessoa. Entre os tantos homens musculados que apareciam nas revistas, nem todos eram giros. Os giros, eram os outros  – os homens normais. Esta fase, foi a mais difícil da minha vida, um autêntico “winter is coming” (ou, em dias mais felizes, cumming): aprendi a ler tarde, não tinha amigos, era sempre o último a ser escolhido para jogar à bola, os rapazes gozavam comigo, o cancro de mama da minha tia… enfim, uma infância perfeitamente normal. Tinha défice de referências, ídolos, homens de como gostaria de ser; sem plumas, sem palavras de ordem, sem merdas – simplesmente, seguir as pisadas de alguém. Mas de quem? Quem seria essa pessoa? Quem?...

Diogo Infante, sempre foi para mim, o inacessível. O inalcançável. Conto pelos dedos de uma mão, quantos dos artistas que temos, que tenho a certeza que poderiam ter sucesso “lá fora” e, este, é um deles. O Diogo Infante, não despertava as hormonas que estavam em mim; suscitava o meu cérebro. Ambicionava-o. Queria ser como ele. “Mas, como ele, como?” Não sei. Ter aquele sorriso naturalmente charmoso, ser intelectualmente desafiante, e ter um olhar doce e confiante.

O Diogo Infante, foi a minha primeira paixão.

Como todas as paixões, esta também era possível, sendo para isso, que ambos o quisessem. E, para mim, era só uma questão de tempo… tempo de crescer.

À medida que ia amadurecendo, mais distanciava-se esta paixão. Mais tomava consciência que a homofobia existia. Mais tomava consciência que, não é por gostarmos de um homem, que ele também gostaria de nós… enfim, a dura realidade que a heterossexualidade existe! Ao mesmo tempo, ele, ia fazendo coisas mais e mais incríveis; enquanto eu, rezava a todos os santinhos (e mais alguns!), para passar àquele teste de matemática e, as minhas maiores preocupações, restringiam-se à escola. Era um fosso sem fim.

Para minha enorme surpresa, soube que o meu homem (entre aspas, claro!...), afinal seria gay! Pensei logo: “Como é que um homem destes é gay?”! É verdade, também existem gays bonitos e, nem todos têm de ser acéfalos, ou passar os dias a levantar ferro. Então, e passados tantos anos, cheguei à conclusão, que ainda poderia ter esperança! Ainda poderia existir, o mais belo casal gay em Portugal! E, ainda por cima, ele joga ténis 2 vezes por semana – há algo mais masculino, num homem, do que os seus bíceps bem treinados?... Não contando com os bíceps do braço direito dos solteiros, óbvio.

Durante anos, ecoava nos meus sonhos mais românticos (e, também, nos libidinosos!), a voz deste homem: confiante, amigável, e serena. Aliás, a sua voz, faz levantar qualquer bandeira… Desculpem, não resisti àquela piada nerd eurovisiva!

Há pouco tempo, revi o Diogo. Sim, ele mesmo!! Então? Bom, fui ver a peça “Quem Tem Medo de Virginia Woolf?”, ali, no Teatro da Trindade. OMFG! Como seria normal, não decepcionou. Há sempre aquela coisa, “não queiras conhecer o teu ídolo, para não teres uma desilusão”… bardamerda para os coninhas! Depois de ter perdido o cantor Peter Burns (ainda hoje, ele dá-me volta à cabeça!), encaro os ídolos de uma forma mais humana e, o Diogo, é isso mesmo. Poderia agora, rasga-lo de elogios, patati patata, mas todos nós sabemos quanto vale o “nosso homem” – ele é, o Cristiano Ronaldo da representação e eu…  sei lá, o apanha bolas?!

Porque isto é a vida! Nasci em 1992 (oh yeah, um “garoto”, como se diz no Grindr… aliás, eu não sei! Apenas ouvi de relance na rua…!) e, o Papai, em 1967. 25 anos separam os nossos caminhos. Ao longo destes anos, floresci. Aprendi a maior de todas as lições: não devemos idolatrar as pessoas, apenas as suas acções. E mais: devemos, todos, fazer uma reflexão. Olhar para dentro de nós próprios, e ver que, não devemos seguir cegamente os outros – mesmo quando julgamos serem perfeitos –, devemos ser o exemplo de nós próprios, devemos ser o Sol, e não procurar o Sol nos demais. A escuridão que todos temos, não é solução de nada… como diria a outra, “Je suis Malade”. O Sol está em nós, tal como o vazio. Os nossos amigos (amigos mesmo amigos, não aqueles a quem proporcionamos, ou que nos proporcionam, “finais felizes”), família (o Bobi conta, ‘tá?!), e aqueles momentos que nos dão prazer (como ler um livro técnico, ouvir os Kazaky, ou descer a Avenida da Liberdade [não a subir, claro, que subir cansa as pernas]), são os ingredientes para viver bem! E é isso que tento fazer, todos os dias: juntar as quantidades certas destes três ingredientes, para ter um bom futuro e é isso que vai acontecer. Mais do que rever-me nos outros, revejo-me nas minhas acções e, não preciso de ninguém, para certificar se aquilo que faço é bom ou mau… isso, aprenderei sozinho, tal como cada um de nós aprenderá. A ambição dos vizinhos, envenena os nossos sonhos. E, o meu sonho, é só ser feliz. Conseguirei algum dia?

É isto que mais gosto das pessoas – serem reais. Não terem aqueles tiques de vedetismo, ou aquele desdém que muitos psudo-artistas têm, quando só têm no cérebro serradura. Ser um ídolo, é ser mais do que a banalidade, mais do que ser vulgar… é ser ímpar na mundanalidade. É isto que é o Diogo: um actor que faz teatro, séries, novelas, filmes (Oh Diogo, desculpa lá que te diga, isto é assim, gosto imenso de ti pá, mas tenho de ser franco contigo: no “Pesadelo Cor-de-Rosa” (1998), a cor de cabelo que estavas a usar, não ficava-te nada bem! Vá, beijinho, era só isto!)... Mas bem, é por isso que ainda admiro o Diogo, passados tantos anos. É um homem, com tantas particularidades como eu, ou tu. Não importa de que equipa possamos jogar, ou que limite possa ter o nosso género… o esforço, a dedicação, e a qualidade, não tem paredes, nem território, simplesmente surge – depende simplesmente de nós. E foi aqui, que surgiu o Diogo Infante: um homem como qualquer um, mas com um dom diferente de todos os outros. Qual é esse dom? Bom, encontrem-no, tal como eu já o descobri!

Ele faz o seu dever. Assim façamos nós o nosso. Bela vida!
Boa viagem! Boa viagem!
Boa viagem, meu pobre amigo casual, que me fizeste o favor
De levar contigo a febre e a tristeza dos meus sonhos,
E restituir-me à vida para olhar para ti e te ver passar.
Boa viagem! Boa viagem! A vida é isto...

Álvaro de Campos, Fernando Pessoa."




Beijinhos e portem-se mal!! ;)

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Yann Gonzalez

Olá!

Entrevistei, pessoalmente, o francês Yann Gonzalez, realizador de "Knife+Heart" - uma longa-metragem de Terror com temática gay! A entrevista aconteceu aquando da 12.ª edição do MOTELX - Festival Internacional de Cinema de Terror de Lisboa, que se realizou no Cinema São Jorge.

Visto que a língua de conversação foi o inglês, resolvi não traduzir o que foi dito (quem não está à vontade com o inglês, basta ir ao canto superior direito do blog, ao "Translate", e seleccionar a língua mais conveniente). A entrevista, foi gravada por meio digital, e foi totalmente transcrita assegurando assim, a naturalidade de uma conversa que durou mais de 10 minutos onde, claro está, foi uma enorme honra para mim puder fazer todas as perguntas que tinha planeado... e ter respostas incríveis!
O realizador e argumentista francês Yann Gonzalez
Lisboa, 8 de Setembro de 2018, no Cinema São Jorge.

Adolescente Gay: How was your childhood and how does it connect with the projects that you’ve made?
Yann Gonzalez: I think that most of my films and what I’m trying to do, in general, is connected to my childhood.  Childhood, to me, is like the basis of everything. I would say childhood and teenage years, so it extended to the teenage years.
It’s funny that you’ve asked this question because yesterday I went to Cascais to see a kind of healer, a French woman, that a friend told me about and she told me that I was 80 % a child still today.

AG: How does journalism enter in your life?
YG: To me, it’s not a very important thing. It was a way just to stay connected to the cinema and to make a life out of it. To me, it was only a game, not something very serious.
So I had some fun and it was very happy years but to me, it was not something important.
I really wanted to make films.

AG: Did you go to college and study cinema?
YG: Yes I went to college, a public college, where I learned about film theory, nothing practical. We were not making films out there. We were just watching films, trying to analyze them and I had the most wonderful teacher in Paris, Nicole Brenez. She’s in charge of the Experimental Program at the French Cinematéque still today, and she opened my eyes to lots of different films and styles of images.

AG: How did you arrive at your last project “Knife + Heart”?
YG: To me, it’s a film that combines, in a very excessive way, lots of obsessions and that it’s trying to mix different genres to a point of no return in a way.
I think it’s the last film that I’ll try to do this way, in terms of mixing genres together, because I feel like I’m a bit fed up with people talking about my references, my favourite filmmakers.
It’s true. It’s very important in my life as much as a movie lover and a filmmaker but I just want to get rid of this and make something maybe simpler and with only one wave of emotions. To me, it was maybe one of my most experimental films, in terms of mixing genres.

AG: How was your experience this year in Cannes, given the case that your movie was nominated?
YG: It was super intense. It was something out of this world. It was a dream coming true because since I’m a kid, I want to make movies. Since I wanted to make movies, my craziest dream has been to go to official competitions in Cannes.
It was a bit weird to go there with my second feature film because now I don’t have a better dream than this one.
So I was floating. I was on air but at the same time, I was not. I think I tried to protect myself from this intensity, from all these intense and contradictory feelings that I was receiving.

AG: So you had a sense that you were more than 80 % child that time?
YG: Oh yeah. I was like 95 %.

AG: Why did you choose Vanessa Paradis?
YG: Because she’s an icon. Because I think she’s a great actress. I think she has this inner child that is very visible, very important. Our connection went through this inner child in each other.

AG: So you recognized one in the other?
YG: Yes.

AG: What was the biggest challenge in shooting the movie?
YG: It was super difficult. I think it was the most challenging thing that I’ve ever made. Everything is difficult but this one was excruciating. To me, it was like a big, big challenge since we didn’t have a big budget. We had like 2,6 million which is nothing because we had so many characters, so many actors, so many locations, special effects and animals shooting on film.
So, all of this was super expensive and every time I was going on set, every day, we tried to create a new challenge for every shot, for every sequence.  To us, it was really important.

AG: Why did you make a horror film that is porno-gay?
YG: Because I heard of this amazing character, a woman surrounded by a group of men and dominating them.
I thought it was really interesting. I think I’m a kind of sex-obsessed.
I like eroticism in film so when I heard of this woman working in the sex industry, I was really excited.
The silliness of the films she made. I like being silly in my films. I don’t take myself very serious. I just, as the woman told me yesterday, want to have fun and be a kid on my set and play with my images, with my actors, just to laugh.
I respect my characters a lot and I take them very seriously but at the same time being silly with your characters, to me, is taking them seriously.

AG: Do you think that the gay community is particularly susceptible to this kind of horror?
YG: Yes, because to me there is something about transgression in horror films and when you’re a kid, when you feel that you are gay, there’s a kind of transgression within you.
So when you see those kinds of films, which are very transgressive, which are breaking and fighting the norm, it’s a bit of a mirror image of your own struggle.
It’s empowerment at the same time. It’s like your inner self, your secret self, your secret homosexuality exploding with the blood and splatter.

AG: What is the relationship between M83 and the movie and particularly with you?
YG: Well he’s my brother.  It’s difficult to talk about my brother. When we work together he’s someone very demanding, very doubtful as I am but in a more secret way.
I think he was very scared of making this film because it was a lot of new things for him like making the soundtrack of a porn film for instance. He’s not sex-obsessed like I am so I think it was something may be difficult for him.
At one point he was not finding the right tone, the right colour of the soundtrack and we kind of fought because of this, but then when he found the first theme that was right, it was marvellous.


AG: Considering that my blog is addressed to the gay community, what message would you like to give to Portuguese readers?
YG: Be joyful. Embrace life. Embrace your partners. Embrace sex. Just be yourself and don’t be afraid of anything.


Caso queiram falar comigo, também estou sempre disponível.
E-mail - adolescentegay92@gmail.com

Trailer de "Knife+Heart" (título original: Un couteau dans le coeur), de Yann Gonzalez, 2018.




Beijinhos e portem-se mal!! ;)

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Saldos Verão '18 Za 2/2

Olá Olá!

E hoje termino de contar-vos, as minhas comprinhas deste Verão, aquando dos Saldos. Na semana passada, contei-vos da compra que fiz na Cortefiel - um fato de 200€. Mas, agora, vem a questão: e que tal uma camisa e uma gravata, para acompanhar? E não é que pensamos na mesma coisa!? xD
Clica na imagem para ampliar!
Claro, para um fato daqueles, ia precisar de comprar uma bela camisa e uma gravata! De facto, a Zara tem tudo! Já lá fui comprar tanta coisa! Em 2015, fui à Black Friday (tal como em 2016, e 2017). Fiz lá compras nos Saldos de Inverno de 2016 e 2017, e de Verão, em 2016, também 2017 e agora, 2018!
Clica na imagem para ampliar!
É momento de avançarmos (sem descontos)! A gravata grená (tamanho único), no exterior é 100% seda (amoreira), e custou 19,95€. A camisa branca básica (tamanho M), super slim fit, com 78% em algodão, custou-me o mesmo. Assim, o gasto nestes saldos foi de 239,90€ (tendo poupado 38,99€).

Porque a Eurovisão também serve para reflectir. Itália, este ano, representou todos nós. Obrigado!




Beijinhos e portem-se mal!! ;)