Em 2019, este blog comemora, 10 anos de existência! Virá TANTA coisa boa! Jantares, Ofertas, Entrevistas, Eventos, conteúdos Exclusivos e... surpresas! =P

quarta-feira, 6 de março de 2019

Palácio Palmela 1/10

Olá Olá!

Fui ao Palácio Palmela! Ao longo de 10 publicações, irei revelar-vos imagens exclusivas deste local de dificílimo acesso! Porquê 10 publicações? Simples, para comemorar os 10 anos de existência deste sítio! Dificílimo aceso? Sim, quantos de vocês já lá foram ou conhecem alguém que lá esteve?! =P
Tecto da "sala chinesa", totalmente pintada em trompe-l'oeil. Vejam mais no Instagram!
Claro que, para além das imagens aqui publicadas, irei dar a minha opinião sobre o Palácio Palmela. Para além disso, irei acrescentar alguns factos históricos, sobre este local tão emblemático no país!
Gabinete do Vice-Procurador-Geral da República. Vejam o incrível tecto no Instagram!
Como quero mostrar-vos TUDO, ao longo de Março, Abril, Maio e Junho, irão conhecer os cantos à casa, da actual Procuradoria-Geral da República, agora com a chefia de Lucília Gago (go girl!!)! =D
"Diários do Governo", cliquem para ampliar. Vejam mais imagens no Instagram!
Durante estes quatro meses, esta será a rubrica especialíssima, sempre (ou quase sempre! lol) às terças-feiras, às 21h00. Tal como aconteceu no ano passado (miradouros), e há dois anos (veleiros)!
Gabinete de um alto responsável. Vejam o maravilhoso quadro no Instagram!
O que irão ver ao longo destas semanas? Tudo! Para além do gabinete de Lucília Gago, e vários quadros do MNAA cedidos à PGR há décadas, irão conhecer a Capela, o atelier, o salão de baile...!
Armário de madeira maciça, do tempo da família Palmela. Vejam mais imagens no Instagram!
Já me seguem no Instagram, certo?! Lá, existirão mais 6 imagens que não estão aqui! Vão lá, apreciem, e partilhem: aqui nada é meu, é nosso! Qualquer informação adicional, contactem-me!
Gabinete comum, cliquem para ampliar. Vejam mais imagens no Instagram!
Ao longo destes meses, marca-se 20 anos da morte de Amália Rodrigues. Assim, e porque gosto de fado, irei revelar-vos 10 boas interpretações, de jovens fadistas portugueses. Porque o fado é Amor!




Beijinhos e portem-se mal!! ;)

segunda-feira, 4 de março de 2019

Fetish Line Modus Vivendi

Boas!!!

Hoje apresento-vos a última colecção deste Outono-Inverno. Ao longo destes meses, apresentei-vos a Marine; as linhas Jock e Wolf; as colecções X-Lux e Festive; em Janeiro, a Bull e a High Tech; e no mês passado, a Otter e a Tiger. Hoje, é a vez de mostrar a décima colecção que é de prender o fôlego!
Saibam mais sobre estes boxers e estas cuecas
Entre meia centena de fotografias de alta resolução, com muitíssimo bom gosto, apenas escolhi as seis melhores. Qual o critério? Revelar-vos todos os cenários desta mega produção, a variedade dos artigos da Modus Vivendi para esta época, as perspectivas do fotógrafo e ainda... os lindos modelos!
Saibam mais sobre estas cuecas
E começamos já por aí! Os modelos!! Eis os instagrams: do polícia, do tipo tatuado, e do outro!  Antes que me esqueça, já me seguem no Instagram, certo?! Lá, existirão mais 6 imagens que não estão aqui! Onde foi fotografada a sessão? Na antiga (e histórica!) Cadeia de Segóvia, em Espanha! =D
Saibam mais sobre estas cuecas
Todos nós temos um estilo de vida fetichista. Uns gostam de vestir bem. Outros, lerem bons livros. Mas todos nós temos algo em comum: somos candidatos ao prazer (há prazer em vestir, bem como em ler um bom livro)! Contudo, há muito mais do que isso: devemos explorar fantasias e a Luxúria!
Saibam mais sobre estas cuecas e estes boxers
Temos de sair da sombra, e celebrar a nossa sexualidade! Temos de aceitar quem nós somos, e abraçar o nosso Dark Side. Com esta linha, podem ir ao extremo, ao ficarem-se pela provocação... todavia, conseguem agora dar expressão aos jogos e prazer dentro (ou fora!) do quarto! Que esperas?
Saibam mais sobre estes boxers e estas cuecas
linha Fetish, é composta por cuecas e boxers (ambos em vários modelos), bem como algo especial! Está disponível nas cores mais comuns; amarelo, vermelho, azul e branco. Esta colecção, tem ainda o novo logotipo (MV). Estes artigos, são super confortáveis, e podem ser de uso diário ou desporto!
Saibam mais sobre as cuecas do moço da frente e do rapaz de trás!
Como prometido em Setembro, onde mostrei-vos como são os pacotes que chegam ao destino que escolhemos, quando fazemos a nossa encomenda, é a vez de revelar a sexta peça que...
Boxers pretos, tamanho M, linha Polkadot - verso
O que uma pessoa faz, com três tipos lindos, uma Prisão espanhola? Brincamos à "la cabra ciega"?...




Beijinhos e portem-se mal!! ;)

sexta-feira, 1 de março de 2019

Miguel Vale de Almeida

Olá!

Entrevistei Miguel Vale de Almeida. Quem é ele? O primeiro deputado português assumidamente gay. Porém, ele é muito mais do que isso! É pai, amigo, e professor. Interessa-se por antropologia, mas também dança e sabe hebraico. Mais do que um homem dos sete ofícios, ele é um lutador! Descubram o quase-arqueólogo que esteve no movimento anti-apartheid, nesta entrevista onde
falou-se de temas que nunca foram abordados publicamente! Aqui está o Miguel, tal como é. =)

Esta é a primeira de dez entrevistas a serem publicadas sempre a dia 1, entre Março e Dezembro de 2019! Porquê? Em Fevereiro, este blog comemorou 10 anos de existência e, uma das formas de marcar esta data, é continuar a fazer aquilo que sempre fiz: mostrar a vida, tal como ela é. Assim, a par de outras novidades a serem reveladas ao longo do ano, irão ser publicadas entrevistas onde há apenas uma premissa: serem histórias de vida incríveis. Mais informações? Consultem aqui.
Miguel Vale de Almeida
Por e-mail, entre os dias 25 e 27 de Fevereiro de 2019.

Adolescente Gay: Para quem não te conhece, como te descreves?
Miguel Vale de Almeida: Não me descrevo, nunca, é um exercício que não consigo fazer. Fico paralisado quando sites ou formulários pedem isso.

AG: Como foi a tua infância? Sempre viveste em Lisboa penso eu...
MVA: Cresci nos Açores, na ilha de Santa Maria, até aos 4 ou 5 anos. Passei pelo Porto um ano e depois, então sim, Lisboa. Tive a sorte de ter tido pai e mãe muito liberais para a época. Pode-se dizer que foi uma infância de classe média-alta lisboeta e com um cosmopolitismo algo raro nos anos 60 e 70. Fiz a primária num colégio feminino em que a diretora quis, clandestinamente para a lei da época, introduzir um pequeno grupo de rapazes. A partir do 5º ano andei no ensino público.

AG: Nessa altura, ou até mesmo na adolescência, o que querias ser? Médico, Advogado, Cientista...
MVA: Andava ali pelas fantasias de arqueologia, por exemplo, tudo o que implicasse exploração, viagem. Mas também imaginava ser pintor ou arquiteto, sempre desenhei muito.

AG: Viveste em Nova Iorque. Quais os momentos que guardas com maior carinho?
MVA: Vivi mais exatamente nos EUA (Baltimore, depois no estado de NY mas a 3 horas de carro da cidade de NY, e mais tarde passei largas temporadas em Boston e em Chicago). Tenho com os EUA uma relação semelhante à que tenho com Portugal (e, mais tarde, com o Brasil, onde vivi um ano e que frequentei muito): uma identificação com "casa" que, ao mesmo tempo, leva a enormes críticas. A intimidade é isso. É como uma relação. Só se gosta totalmente ou se odeia totalmente o que não se conhece e não nos afetou.

AG: Brasil, a sério? Conta-me tudo! Ainda para mais está a chegar o Carnaval, és uma pessoa de festividades?
MVA: O meu segundo trabalho de campo foi no sul da Bahia, sobre o movimento negro, tendo depois resultado num livro (ver site) que também tratou de questões pós-coloniais portuguesas. O Brasil é muito mais (e muito menos) do que Carnaval e embora goste muito de dançar, não, não sou muito "festivaleiro" no que diz respeito a coisas de massas, com muita gente.

AG: Quando surgiu a Antropologia?
MVA: Nos EUA. Vivi lá um ano, num programa de intercâmbio. Fiz lá o 12º ano. Quando regressei tive dificuldade em adaptar-me. Tinha passado o período da revolução, em que tinha estado envolvido mesmo muito jovem, mas no regresso já não queria as mesmas referências. Entrei em História, em Coimbra, e odiei o curso, o ambiente, a cidade. Transferi para Letras em Lisboa e odiei o curso e o ambiente. Voltei no verão seguinte aos EUA, para estar com a minha família adotiva. Ao ir à biblioteca acabei lendo "Letters from the field" de Margaret Mead e deu-se a epifania. Quando regressei descobri que tinha havia pouco aberto um curso de antropologia na Nova...

AG: O que nesse livro, deu-te a "volta à cabeça"?
MVA: Deu-me a dimensão pessoal da prática da antropologia: a viagem, a descoberta, a diversidade.

AG: Quais são as tuas maiores referências. Ou melhor: quais os teus ídolos?
MVA: Nunca fui muito dado a isso. Mas sempre me impressionou muito Mandela, talvez porque quando fui fazer o Mestrado aos EUA estive envolvido no movimento anti-apartheid na universidade. Mas sou MUITO pouco dado à "idolatria".

AG: És Licenciado, Mestre e Doutor em Antropologia. Ainda não estás cansado? Não te apetece, assim de repente, ires para a Contabilidade Financeira ou Danças Latinas?
MVA: Às vezes sim, inclusive começar tudo de novo, Belas Artes por exemplo. Mas tenho a felicidade de cruzar a academia com outras coisas, da opinião ao ativismo, e isso compensa-me. Até porque não sou de investir muito na "carreira".

AG: És professor no ISCTE [Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa] e, aí, tens inúmeras funções de relevo. Consideras que chegaste ao topo da tua carreira?
MVA: No sentido laboral, acho que sim, até porque é praticamente impossível chegar a catedrático, pois não abrem lugares. Mas gosto mais de ver a carreira no sentido científico e pedagógico, isto é, há sempre, sempre, coisas novas para fazer, descobrir e crescer.

AG: És um investigador. Tal como saberás, existe uma enorme precariedade na investigação e, há muitas pessoas com doutoramentos e pós-doutoramentos desempregadas. O que o Estado poderá fazer? Não é um desperdício, haver gente tão qualificada, não estar a trabalhar em prol do nosso país e/ou da ciência? 
MVA: Claro que é um desperdício. E um financiamento de outras ciências e países por Portugal. A universidade tem muito por onde crescer, precisamos de mais alunos e pessoas formadas. Naturalmente nem todas para serem investigadores, mas os que o forem devem ter um sistema suficientemente alargado e forte para nele encontrarem trabalho. E esse sistema será mais forte se a aposta no ensino superior também o for.

AG: Escreveste já imensas coisas diferentes. Sobre o que será a próxima publicação? 
MVA: Está para sair um livro sobre a pesquisa que fiz nos últimos anos em Israel.

AG: Podes contar mais alguma coisa sobre esse livro...? Por exemplo, quando sai? 
MVA: Não sei quando sai, espero resposta da editora. Resulta duma pesquisa sobre judeus na diáspora que acedem à cidadania israelita e os processos de pressão do estado de Israel para configurar todos os judeus como potenciais israelitas. Aborda as negociações identitárias e as mudanças na subjetividade que acontecem entre quem sai do seu país e vai viver para Israel por motivações sionistas que ou permanecem, ou se reforçam, ou são postas em causa.

AG: Sabes falar inúmeras línguas (o que eu te invejo!). Como isso aconteceu? Hebraico não é propriamente uma língua ensinada na escola...
MVA: Português é óbvio, claro. Depois o inglês funcionou desde cedo como minha língua, por ter ido para os EUA aos 16 anos - ficou incorporada. Falo bem francês, pois ainda apanhei o ensino obrigatório dessa língua e lia muita BD em francês em jovem. Aprendi espanhol em escola mesmo e passei uns meses em Barcelona (pesquisa para "A Chave do Armário"), tendo aproveitado para aprender catalão, com as pessoas e num curso. O hebraico é muito básico - fiz um curso de iniciação, mas no trabalho de campo em Israel os meus informantes eram brasileiros e na rua as pessoas não tinham paciência para o meu hebraico e mudavam para inglês.

AG: Viveste em Barcelona?! Como te posicionas, em relação a tudo o que acontece por lá, actualmente?
MVA: Acho o processo nacional catalão diferente de outros, no sentido em que não é (na maioria, claro, há também isso em setores mais à direita) exclusivista e chauvinista, mas sim muito ligado a uma crítica da Espanha monárquica e centralista que não soube limpar-se completamente do franquismo.

AG: Numa escala de 0 a 10, qual o teu actual nível de felicidade, sendo 0 "nada feliz" e 10 "felicíssimo"?
MVA: Ui. Acho que não se é feliz, vai-se sendo, e eu vou sendo, nestes quase 60 anos e hoje mesmo, um 8 e meio, como no filme do Felini.

AG: Porque motivo não é o nível imediatamente anterior, neste caso, 8?
MVA: Porque gosto de pontos de transição, são mais dinâmicos.

AG: Gostas de Federico Fellini? Qual é a tua relação com o cinema? Os Óscares deste ano, foram merecidos? 
MVA: Gosto de Fellini, sim. Mas de muito mais. Tenho uma relação normal com o cinema, não sou um conhecedor ou entusiasta, mas gosto do cinema como gosto da literatura: se for genuíno e resultante de trabalho sério, e isso tanto se aplica ao cinema artístico como ao comercial. Óscares: pena por Glen Close, merecia. De resto, um bocado indiferente.

AG: Tens um gato (lindo!) a viver contigo. Qual é a tua relação com os animais e, isso, vem de há muito? 
MVA: Não. Tive cães (que prefiro, mas não posso nem devo ter num apartamento e com uma vida fora de casa e com viagens) em criança e jovem em casa dos meus pais. Tive um gato já em minha casa mas só por um ano e pouco e foi já há 20 anos. Este é, de certo modo, o primeiro a sério. Não morro de amores filosóficos pelos animais, acho-os tão interessantes ou tão terríveis como as pessoas, depende da relação e dinâmica que se cria.

AG: Como foste parar à Assembleia da República? Aquilo não foi meio Hogwarts/awkward?
MVA: Foi, claro. Fui convidado para concorrer como independente nas listas do PS. Claramente era por causa da questão do casamento etc. Mas a vida quotidiana no parlamento pareceu-me infinitamente menos interessante do que a universidade.

AG: Menos interessante? Ficaste, de alguma forma desiludido, com a vida parlamentar? Ou, brincando: apetecia-te, por vezes, mandar o apagador à cabeça de alguém e não podias (ainda sou desse tempo!)???   
MVA: É desinteressante no sentido em que acontece muito pouco, tens pouca liberdade e iniciativa, o sistema partidário e dos grupos parlamentares é demasiado rígido, fechado e hierárquico. Em suma, pouca criatividade é possível ali.

AG: Imagina que amanhã, recebes o convite para seres Ministro. Escolhias que área e porquê?
MVA: Não sei se aceitaria, lol. Mas claramente ou uma área de Igualdade de Oportunidades, relacionada com todas as discriminações, ou eventualmente a Ciência.

AG: Como é que vês, a actual situação de Portugal, a todos os níveis: Saúde, Educação, Justiça, Cultura, Infraestruturas... 
MVA: Não consigo responder a isso, a extensão seria inimaginável de grande. Mas, resumindo o mais importante: não há desculpa para um país de "1º mundo" e com os recursos que tem, ter níveis de desigualdade e exclusão tão absurdos.

AG: Consideras que os escândalos que vão aparecendo em relação aos políticos (desde a Assembleia da República, até à Câmara de Pedrogão Grande), trás consequências no momento do voto? Estamos diante uma possível catástrofe social?
MVA: Estamos num momento perigoso e delicado em que é preciso combater pela democracia e contra o populismo. E combater pela democracia é aprofundá-la.

AG: Aprofundar, mas como? A abstenção é altíssima...
MVA: A democracia não é o voto, é também a participação cívica. Começa na escola, com assembleias, eleições, tarefas para a comunidade, etc. E deve seguir por aí fora em todas as esferas da vida.

AG: Miguel, temos imensos turistas por todo o país. Aqui, em Lisboa, sentimo-lo bem. As rendas estão num valor insuportável. O Herman José, nos momentos que teve na Eurovisão, criticou este facto. Os turistas são bons para Portugal? Termos famosos a viver cá (Monica Bellucci, Christian Louboutin, Madonna...) influencia alguma coisa?
MVA: Claro que é bom, economicamente. Precisa é de ser controlado de modo a que a gentrificação não aumente a desigualdade social e de modo a que os espaços públicos sejam democráticos, de todos. Isso faz-se, por exemplo, alocando parte dos lucros do turismo diretamente para políticas sociais compensatórias dos seus efeitos mais negativos.

AG: Quais os aspectos positivos e negativos, dos movimentos agora existentes, tais como o "Me Too"? Podemos aqui falar de identitarismo?
MVA: Não. São movimentos muito importantes. O que me preocupa são as reações, essas sim. O efeito da hegemonia é tão grande que até se vê pessoas progressistas a dizerem "se calhar é melhor não exagerarmos, porque criamos anticorpors". Sempre que há avanços e demandas, há "backlash", até que as coisas encontrem um novo equilíbrio, idealmente num patamar de igualdade e reconhecimento superior.

AG: Hmm... Então reconheces a existência de uma exagero no movimento "Me Too"? É uma espécie de New Social Movements
MVA: Falar de exageros quanto o Me Too parece-me demasiado próximo das acusações de exagero, histeria, etc, normalmente feitas pelo machismo às mulheres e LGBT. Os casos aparentemente "exagerados" não o são mais do que em outras campanhas, movimentos, ideologias políticas etc. Acho perfeitamente aceitável pagar esse preço, por comparação com a história profunda, constante e terrível do abuso.

AG: Na Venezuela continuamos com Maduro, em França continuam os Coletes Amarelos, o Vaticano reúne-se para falar sobre os abusos sexuais, em Espanha não se entendem, Trump e Bolsonaro tornaram-se amigos, na Índia temos uma força que impulsiona mudanças e, no centro/leste da Europa temos novos partidos. O que te apraz dizer sobre o que hoje acontece no Mundo? 
MVA: Acho que é um movimento generalizado de populismo gerado pelas desigualdades da globalização e pela dificuldade das democracias responderem a isso, precisamente porque pouco se decide ao nível nacional. Não creio que se ultrapasse isto sem inventar formas de regulação e distribuição globais ou regionais, mas a democracia liberal que temos, vinda ainda do século 19, foi feita para estados-nação e economias nacionais....

AG: És então a favor do Rendimento Básico Universal? 
MVA: Não sei se sou, os argumentos a favor e contra são ambos sólidos. Teria de refletir sobre isso.

AG: És uma das pessoas que votou na Assembleia da Republica, a favor do casamento entre as pessoas do mesmo sexo. Tens noção do impacto que essa lei tem na vida de muitos de nós? Qual foi a sensação, quando percebeste que a lei ia ser aprovada? Tens orgulho no que fizeste?
MVA: Tenho orgulho, naturalmente, em ter tido o papel que tive. Fiquei também frustrado por causa das pressões de setores conservadores do PS que recusaram incluir a adoção à época (era a intenção inicial).

AG: Como é que tu, um deputado independente nas Listas do PS, conseguiste lidar com essas pressões? Não te sentiste "enganado" visto que, afinal, o que ia ser aprovado não era bem aquilo que se previa?
MVA: A política é assim mesmo, interesses diferentes em negociação. Às vezes ganham uns setores, outras ganham outros, mas "vai-se fazendo".

AG: Alguma vez foste discriminando, pelo facto de assumires a tua orientação sexual? Vou mais longe: actualmente, és discriminado?
MVA: Costumava responder que não, mas já não o faço. É verdade que tenho privilégios compensatórios: o da masculinidade, o de ser branco, o capital cultural e a classe social. Mas quando deixei de achar que a discriminação se media apenas nas relações face a face e comecei a perceber os mecanismos subtis, mudou de figura. Muitos casos de homofobia pelas costas, de coisas para que nãos e é convidado ou se é preterido, etc. Quando se ganham os instrumentos para perceber isso, começa-se a ver, às vezes retrospetivamente....

AG: Foste o 1º deputado assumidamente gay em Portugal. Enquanto desempenhaste essa função, enquanto parlamentar, sentiste que foste vítima de homofobia?
MVA: Claro, isso surgia muito em redes sociais, em crónicas de opinião, ou mesmo no parlamento nas bocas que se entreouviam deste ou daquele.

AG: Existe o chamado lobby gay?
MVA: Não. É que não existe mesmo. Não no sentido que o reacionarismo lhe dá, convocando imaginários de seita, típicos de teorias da conspiração. Poderia existir, sim - mas nem sequer existe - um lobby no sentido normal de grupo de pressão, transparente e organizado. Digamos que os movimentos e associações são isso, e ainda bem.

AG: Achas que deveria existir o lobby gay em Portugal, nesses moldes - grupo de pressão, transparente e organizado - um pouco à semelhança no que acontece na América?
MVA: Sim, acho que seria melhor. De certa maneira as associações fazem esse papel, quando pedem para ser ouvidas no parlamento ou órgãos de governo, ou quando são chamadas para órgãos de consulta.

AG: O que me dizes a respeito do Mundo Gay? Aliás, há algum Mundo Gay? Quando penso nisto, só me vem à cabeça unicórnios que deixam rasto a arco-íris, taças de chocapic, daddys musculados a olharem-me com desejo, e uma praia de água transparente, onde cantam em dueto Tina Turner e Cher. Estarei muito longe da realidade?...
MVA: Existirá para quem o concebe e o designa como tal. Para mim, não existe tal coisa, a não ser em certas esferas e fases da vida. Quando não circulas em locais de diversão ou em redes exclusivamente ou sobretudo lgbt, não existe. Claro que podes recorrer a sítios e atividades marcadas como gay e aí, sim, tens um "mundo" - e ainda bem que é possível.

AG: Agora vamos lá ser sinceros um com o outro: em Portugal, há homofobia. O que eu, tu, e quem nos lê, podemos fazer para que tal deixe de existir? Chegaremos aí algum dia?
MVA: A homofobia combate-se de duas formas: denunciando e recorrendo aos mecanismos legais previstos, o que é a reação imediata; e assegurando educação contra a homofobia a todos os níveis, da educação às instituições, o que é a reação a longo prazo.

AG: Como sentes o futuro? O que desejas para ti próprio?
MVA: Continuar sempre a descobrir coisas, a aprender; ver o máximo possível a minha filha a crescer. De resto, nada, de facto...

AG: Que características é que os outros vêem em ti, e não és capaz de as reconhecer?
MVA: Agora já as reconheço, fiz um esforço, lol. Isolo-me muito e não socializo o suficiente, às vezes não "oiço" o que dizem...

AG: Ahahahah! És teimoso! Que coisas boas é que essa obstinação te trouxe?
MVA: Sou muito independente da opinião alheia em geral (a não ser de quem estimo e me é muito próximo), sigo sempre em frente com o que parece ser alguma ingenuidade, estou-me nas tintas para o controlo social da moda, do parece bem, do parece mal, etc. É mesmo assim, e acontece de forma automática/natural, não como rebeldia propositada.

AG: Continua a fazer sentido, existir figuras públicas assumirem-se como homossexuais? Isso é importante?
MVA: Totalmente. O armário em Portugal é gigantesco, os avanços legais não reverteram em exposição e à vontade (a não ser entre alguma juventude, com destaque para as raparigas).

AG: Qual a relevância, nos dias de hoje, a existência de plataformas como a minha, nesta Era tão volátil?
MVA: Sempre relevante. Quanto mais vozes, melhor, que o silêncio e a ocultação são as grandes armas da homofobia.

AG: Vamos supor que existe, em Portugal ou em qualquer parte do mundo, uma pessoa que está com medo de ser quem é - homossexual. De que forma poderás ajudar essa pessoa? O que lhe dirias?
MVA: Procurar outras pessoas LGBT, comunidades, grupos. Nada como "famílias de escolha" e apoios concretos. Esse é o começo de tudo.

AG: Que mensagem gostarias de deixar a todos os leitores, que estão a ler esta entrevista? Recordo que o blog "Adolescente Gay", comemorou 10 anos de existência no passado dia 7 de Fevereiro.
MVA: Que o armário é uma sepultura.


Caso queiram falar comigo, também estou sempre disponível.
E-mail - adolescentegay92@gmail.com

Os Communards, marcaram a geração do Miguel e, por isso, escolheu-os para o final desta conversa!




Beijinhos e portem-se mal!! ;)

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Guaidó, no es el camino

Boa noite.

O mundo ando louco. Aqui, discute-se Moções de Censura sem nexo; a Esquerda (em qual votei), desilude-me; e a comunicação social portuguesa, insiste em fazer day time, em qualquer hora do dia.
Fonte: Reuters
Hoje falarei de tudo o que se anda aí a passar. Não confio na imprensa portuguesa portanto, tenho de manter-me informando, perante fontes que considero "fidedignas". Hoje, falarei de Guaidó, Brasil, EUA, China, Vaticano, Espanha, Portugal... Serei o único a ver que isto vai dar muito mau resultado?

Estamos a 1 mês do Brexit (29 de Março). Isto é importantíssimo, mas insistimos em não dar valor... virá aí um novo New Deal, onde Itália e os Coletes Amarelos deixam de ser importantes. A saída do Reino Unido, fará abalar a estrutura mais funda do Projecto Europeu. As réplicas, fazem-se sentir.

Começo pela Europa. Devemos estar atentos aos sinais - eles são por demais evidentes. Bulgária está um barril de pólvora: ao mesmo tempo que há denuncias de miséria absoluta, por parte de trabalhadores, há manifestações de Extrema-Direita a ocorrer... coincidências? Ali ao lado, na Sérvia, há manifestações contra o presidente, acusando-o de despotismo. Na Albânia, exige-se a demissão do Governo. Em França, há manifestações contra o antissemitismo... Já nos esquecemos da Guerra?! =(



Este vídeo é simbólico. As pessoas estão fartas. As pessoas estão revoltadas. As pessoas exigem a mudança. O desespero, faz acreditar em soluções não confiáveis. O Vaticano, estes dias, esforça-se por mostrar que está a mudar, mas será o suficiente? Os abusos sexuais no clero, chocam o Mundo!

Em relação à China, serei breve. Venho trazer-vos duas notícias preocupantes. Primeiramente, a China diz que também merece ter uma "vida boa", e que, em 2050, quase um terço da população chinesa terá mais de 65 anos. Este país, será ultrapassado pela Índia, em relação à natalidade.

Os analistas prevêem uma nova recessão europeia e, o país que mais sinais dá, é a Alemanha. O PS errou, ao pôr como cabeça de lista para às Europeias, o agora ex-ministro do Planeamento e das Infraestruturas (Pedro Marques). Durante estes anos, nada fez em relação ao estado decrépito das nossas infraestruturas e, poucas semanas antes do seu anuncio, põe-se a fazer promessas e a aparecer na televisão (com o meu voto, o PS não conta!). Já nos esquecemos do maior incêndio do país?



Presidente da República, como sempre, quer dar-se bem com toda a gente. Após o parecer da PGR sobre a Greve dos Enfermeiros, este diz que apenas pronunciar-se-á após decisão do Supremo Tribunal Administrativo. Mais uma lei para a igualdade, desta vez, salarial (o #MeToo no governo).

Em Espanha, em 4 anos, já houve 3 eleições legislativas. Daqui a 2 meses (28 de Abril), haverá um novo governo, que terá que lidar com a fragmentação do país, tudo devido à Catalunha. O partido Vox (de extrema-direita), e mais outros dois partidos de direita (mais à direita que os partidos de direita em Portugal), dificilmente entender-se-ão todavia, prevê-se que estes farão uma "geringonça de direita". Deste modo, e em pouco por toda a Europa, os partidos clássicos do século XX, estão a desaparecer, e ao mesmo tempo, há gente a dar dinheiro e a construir propaganda anti-Europa (de Direita). Espanha, ao contrário de Venezuela, tem 12 presos políticos que, enquanto negociava a sua libertação, Pedro Sánchez (entrevista completa), estava a querer aprovar o seu orçamento.

No Brasil, a idade da Reforma vai aumentar, o que fará aumentar as desigualdades e, consequentemente, a miséria. Roberto Carlos, vestiu uma camisa rosa, em sinal de protesto com a ministra Damares Alves. E, Portugal foi o destino escolhido por Cleuzenir Barbosa, para esta fugir de Bolsonaro! Não podemos esquecer que os militares estão nas ruas, bem como todas as desigualdades!



Amanhã, será o grande dia - será o teste aos militares. Caso eles quebrem, Maduro cai. É uma acção simbólica. Espero, convictamente, que eles não quebrem. Espero que os militares de Maduro, consigam manter o país, dentro das ordens dos generais que, por sua vez, estão ao encontro da vontade do Presidente Legitimamente Eleito. Se me dão a escolher, entre um e outro, sou obrigado a recorrer à legitimidade jurídica, política, e diplomática - Maduro. Prefiro que haja um déspota-incompetente à frente de um país soberano, do que um líder-fantoche, nas mãos de um país terceiro (EUA). Guaidó, para fazer cair o Presidente Legitimamente Eleito, sob promessas de ser ele a liderar o país. Não. Não podemos trocar seis por meia-dúzia. Venezuela tem problemas, tal como todos os país, particularmente, países da América Latina - porque motivo dá-se tanta atenção a este particularmente? Guaidó, nem sabe quantos meses precisaria para marcar eleições.... pois! -,-

Vamos, analiticamente, olhar para Maduro. Na Venezuela, não há presos políticos. Espanha, deveria estar calada, ao referir-se à Venezuela. Ouvi na televisão, uma deputada da oposição venezuelana, dizer que "o exército passa as mesmas necessidades que nós" - que gargalhada dei! Os militares venezuelanos, recebem sacos cheios de dinheiro! Dinheiro do Maduro, ou de Trump? De ambos! Os militares irão sempre, para quem lhes der mais dinheiro! Como são pagos eles? Dólares! Como Maduro paga dólares aos militares? Simples, é Putin! Putin, envia aviões que descarregam milhões de dólares e, é graças à Rússia, que Venezuela não caí. Minto: enquanto Rússia e China quiserem, a Venezuela não cairá.

Rússia, é o novo centro do Mundo! É a Rússia que está nas negociações com os Talibãs no Afeganistão; é a Rússia que está a "tomar conta" do Médio Oriente"; a Rússia está na Crimeia e ninguém faz nada! Putin vai avisando... ele está atento e, dificilmente, deixará cair um ponto geo-estratégico na América Latina tão facilmente. Não devemos subestimar Putin e a máquina Russa! 



Nesta entrevista (minuto 18:25), o Presidente Legitimamente Eleito, afirma que lá residem 300 mil italianos, 300 mil portugueses e 300 mil espanhóis. Coitado, Maduro foi tão ingénuo. Todas estas pessoas, criaram relações e laços de consanguinidade, o que perfaz que haja o triplo, ao longo de todas as décadas. Algum destes países consegue, do dia para a noite, acolher 1 milhão de pessoas? O ministro dos negócios estrangeiros, Augusto Santos Silva, em vez de estar a piorar a situação diplomática, deveria era acautelar-se, em arranjar abrigo para toda essa gente. Nenhum destes países da Europa, quer de volta do seus compatriotas. O Conselho Português para a Paz e Cooperação, afirmou que Portugal está no lado do agressor. A Cruz Vermelha Internacional, não toma posição.

Trump, está a asfixiar a Venezuela, congelando todos os seus bens exteriores. Se vivia-se mal neste país, ficou na miséria total. A população quer pão - é legitima a sua pretensão - e assim, estes ficarão sempre ao lado de quem lhes pode dar o que mais querem. A população não sabe, mas a "ajuda humanitária", não chega aos mais de 30 milhões de Venezuelanos. O que ocorrerá amanhã, trata-se de Propaganda Social e Propaganda de Estado, isto é, marketing por parte da oposição, liderada por Trump.

Amanhã, Guaidó, vai jogar os seus peões, sem nunca estar directamente envolvido. Este quer que os militares percam a cabeça, e disparem contra a população. Guaidó, quer ser a vítima, o herói, quer ser o Bolsonaro de Venezuela, quer ser o Trump da América do Sul. Venezuela, é um dos países do Mundo, com as maiores reservas de Ouro, Pedras Preciosas, e Petróleo. Guaidó, quer um país faminto, para que possa "arrumar a casa à sua maneira". Guaidó, é um jovem sem futuro.



Mas voltemos ao tenebroso ditador Venezuelano (sentiram o chão por baixo dos vossos pés a mexer? Foi porque lerem "tenebroso"): alguma vez um ditador, permite ter oposição; alguma vez um ditador, permite ter a Judite de Sousa fazer reportagens parvas, sem antes levar um tiro; algum ditador aceita tão bem a comunicação social dos outros países, dando-lhes liberdade total de trabalho? Maduro, não é um ditador. Ainda se lembram dos "miseráveis" do militares venezuelanos?! Conhecem o bairro El Hatillo? O Caracas Country Club ou o Lagunita Country Club? Pois não, nenhum de vocês pertence à elite Venezuelana, sendo esta composta por juízes e procuradores, políticos e... militares. Sim, uma mudança na Venezuela, que acabará com estes privilégios, vai contra a vontade dos militares. São estes os mesmos militares que, ainda recebem sacos de dinheiro, provenientes da maior rede de trafico de droga da América Latina que, teve que sair da Colômbia, mas fixou-se na Venezuela. Já pensaram nos traficantes? Eles também não terão onde ficar! Em suma, os militares recebem dinheiro do Maduro (preveniente da Rússia), da oposição (preveniente dos Estados Unidos da América), do trafico de droga (proveniente da rede ali fixada), e ainda têm os maiores privilégios e segurança. Os militares poderão mudar de lado? Claro que sim! Mas irão manter o nível de vida? Fica a questão.

Portugal, apenas sabe dar tiros nos pés. Faz reconhecer um governo, através da sua legitimidade democrática, seguindo assim Donald Trump. Por esta ordem de ideias, Portugal deixará de reconhecer os Chefes de Estado da China, da Rússia e da Arábia Saudita; defenderá também a saída da Guiné Equatorial da CPLP. Vamos lá ser realistas! Os Estados têm relações, com quem tem o poder real - Guaidó não tem poder esse poder, mas sim Maduro. A comunidade Internacional está a fazer cair o poder real de um país, para colocar lá um poder desconhecido (minto, é conhecido, é o Trump). Trump, não vai mandar tropas para a Venezuela, bem como nenhum outro país. Os GOE (Grupo de Operações Especiais), não puderam entrar na Embaixada Portuguesa. Motivo? Portugal deixou de ter relações com um Estado independente, onde vive 1 milhão de pessoas, que poderão pedir ajuda e, segundo os acordos internacionais, Portugal tem a obrigação de zelar pela sua segurança e bem-estar. Pergunto: não é arriscado apoiarmos uma "presidente simbólico", existindo milícias armadas que apoiam o actual presidente? Guaidó, também começa a dar armas a populares.

O mundo está dividido. Itália, inteligentemente, ficou neutra. Grécia, também pautou-se pelo seu pragmatismo democrático. Uruguai e México, são democracias com boas relações com Maduro, mas já nos esquecemos o impacto que teve a "mão" dos EUA, no Iraque? Trump (que entregou o mundo à Rússia e à China) e Bolsonaro, estão na linha da frente, para a resolução da situação. Venezuela, conta com o apoio do Irão, África do Sul, Rússia, China, Turquia... É boa ideia medir forças? Caso o Presidente Constitucionalmente Eleito feche as fronteiras, no lado colombiano (e, um pouco, no Brasil), faz-se sobreviver todavia, tapar-se-á a válvula de escape do povo venezuelano. A oposição está a fazer cheque-mate, atreves de um testa-de-ferro, chamado Povo. Amanhã, chega a ajuda tão esperada. Irei acompanhar a situação, através da imprensa escrita, televisão local, e de outros meios.

É importante estarmos informados. É vital paneirarmos as notícias. É fulcral sabermos a Verdade.

Estamos numa Era de Escuridão. E temos de saber onde podemos encontrar a Luz, a Verdade.




Beijinhos e portem-se mal!! ;)

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Aquele Lugar Que Não Existe

Olá!

Um dos prazeres que tenho, é comer. Comer qualquer coisa! Isto de ter sangue do Centro e Norte do país, faz-me ser boa boca! Desde sopas grossas, a dobrada, feijoada... comigo, marcha tudo! Ahah!

Porque, nesta Era de tudo ter de ser sexy, há algo para o qual ninguém tem pachorra: puritanismos gastronómicos! Se alguém gosta de míscaros, que os coma (já agora, sabem onde se venda em Lisboa? É raríssimo encontrar!), sem qualquer problema em assumir esse facto! Vivemos também uma Era incrível: a nossa. Por isto tudo, e um par de botas, temos o dever de sermos (muito!) felizes! =D

Antes que me esqueça (uma pessoa começa a falar, e depois esquece-se de dar os recados): Já me seguem no Instagram, certo?! Lá, constarão imagens que não virão para aqui, em relação a temas passados, actuais, e futuros. Por lá, podem estar a par de TODAS as novidades! E partilhem, sff!! =)
Para quem gosta de chocolate e caramelo, esta é a sobremesa ideal!
O tema de hoje é... a comida! Mas não só a comida. É sobre o Amor! Mas não só o Amor. É sobre a modernidade. Mas não só a modernidade. É sobre, claro, o bairro de (e é e é e é) Marvila (é que é)!

Nos anos 60, era um bairro pobre, de gentes provenientes da fome existente na zona rural e, devido à Estação de comboio do Braço de Prata, vinham milhares trabalhar nas fábricas ali existentes (entre as quais, de tabaco). Nas décadas de 80 e 90, as fabricas foram embora, dando assim trabalho às pessoas, devido há grande obra - a Expo '98 - assim, o centro do bairro, outrora cheio de vida, foi ficando abandonado, tornando-se um bairro apenas conhecido devido ao Domingos Barreiro, ou ao Teatro Meridional. Actualmente, é graças aos creators, que os velhos edifícios desta zona oriental de Lisboa, estão a ser recuperados, dando assim lugar a pólos de empregabilidade, de inovação, e cultura. Hoje, o que se passa ali, já o pode ser feito à luz do dia, e as pequenas doses, vendidas como se ouro se tratasse, dá lugar a cartões de visita, prometendo um regresso, fechando negócios Win-Win! Mas desenganasse, quem pensa que só meia-dúzia de alfacinhas, é que conhece o bairro!
A decoração é desconcertantemente maravilhosa! 
O "Bairro secreto de Lisboa", tal como chamado pelo Jornal "El País", está "encaixado" entre Alfama e o Parque das Nações. Segundo a mesma fonte, podemos só comparar o bairro, a outros 17 locais!

Marvila, é descrita como sendo a “next-big-thing” da capital, com um estilo "industrial chic", estando já associada aos bairros mais coqueluche/trendy de Lisboa. Quero com isto dizer, que não corremos o risco de acontecer-nos o mesmo que ocorreu ao TripAdvisor, com o The Shed at Dulwich!! Ahahah!

Tal como sabemos, o conceito de restauração em Lisboa, resume-se a hamburgarias disto, tabernas daquilo, gourmet's de coisa-nenhuma, bairros com nomes de Chefs, e wine bars... sempre com ceviches à mistura. Assim, apresento-vos uma pedrada no charco, o restaurante mais cool de Lisboa!
Eis a minha pizza... divinal!
Marvila não é totalmente desconhecida para mim. Na Fábrica do Braço de Prata, também há um restaurante incrível mas, nem se pode comprar Aquele Lugar Que Não Existe... Este sítio, não tem site; página de facebook; instagram; número ou letreiro a identificar o local. Só se sabe que existe, através do "boca a boca" e, sabem quem me falou disto? Os meus queridíssimos (e fofos!) alunos!

O meu texto de hoje, pode parecer algo bipolar todavia, baseia-se a duas idas a este local, em 2018: uma em Julho, e outra em Dezembro. Deste modo, começo pelo fim... os aspectos negativos. Visto que o restaurante é um gigante armazém, e no fim do dia no Verão, tipicamente, está mais fresco na rua do que nos locais fechados, eles usam a estratégia de ligar ventoinhas e fazer corrente de ar (tendo as portas abertas)... não é boa ideia! No Inverno, têm dois fornos de lenha a aquecer o local contudo, visto que estão incessantemente a pôr lenha, estão sempre a fazer levantar cinzas, e há pessoas a comer a poucos metros... já para não falar do cheiro a fumo (que também fica na roupa!)!

O principal ponto positivo deste local, é a decoração. É um caos organizado e, cuidadosamente, pensado. O facto de não ter qualquer divulgação nos media tradicionais, dá ao local uma certa mística.
Até a casa-de-banho, tem um urinol pousado num banco! Imaginem o resto! =D
Todavia, encontramos tudo na net, inclusive o número de telefone do local. Uma coisa posso desde já garantir-vos: reservem sempre, que eles andam constantemente, cheios de gente! Ora, liguei para lá, um bocado a medo (o número que tinha podia estar errado), e pergunto se estou a ligar para "Aquele Lugar Que Não Existe", ao que me respondem que não, "Se não existe, não pode ligar... não se liga para um local que não existe". Demorei uns nano-segundos a processar a piada, e reservei mesa!...

O que posso dizer do local? Tem um ambiente super engraçado, o atendimento é extremamente atencioso e, a comida é muitíssimo boa! Só é pena que, das vezes que fui lá, tive que pedir sempre uma mudança de local, visto que nem todas as "mesas", são confortáveis ao ponto de ter uma refeição normal. Os preços, estão dentro da norma: o jantar (à carta) ronda os 20€, e o almoço (buffet) os 15€.

Agora dizem-me, e bem, que este conceito não é inteiramente novo em Lisboa. Pois não. Agora o Alexandre Assunção, dono d'Aquele Lugar Em Alcântara, não pode ter Aquele Lugar Que Não Existe, em Marvila? O mesmo dono, agora apenas com este magnifico restaurante, que "não existe"! =)
Cheesecake de frutos vemelhos, com um saborzinho a vinho do Porto...
O que podem comer por lá? Simples! Comida indiana, italiana, portuguesa... as pizzas são excelentes, feitas em fornos de lenha! Eu que nem sou fã de lentilhas, comi uma sopa de lentilhas com gengibre - recomendo! Ainda têm saladas fritas, e imensos sumos naturais feitos por eles (são óptimos!)!! O menu, é digno de uma aprofundada leitura... é hilariante! Está repleto de imagens tipo kamasutra, onde dão ênfase ao prato em questão. E o nome das pizzas? Temos a Tailandesa de Sintra, A Mexicana de Samora Correia, a Transmontana do Azerbeijão, a Vietnamita de Chelas, a Italiana da Lourinhã... =D

Para quem é vegetariano, vegan, ou queira opções sem glúten, também podem comer aqui. Digo-vos uma coisa, a Lasanha de Legumes, é do melhor que encontram por aí! Também experimentei outros pratos mas, como sou muito sensível ao picante, acabei por provar pouco de cada (mas fi-lo!).
Que tal comer num andaime? Pelo menos têm mesa... Ahahah!
Insisto! Marvila, é o reduto hipster da cidade, sendo um dos bairros mais criativos e surpreendentes de Lisboa! Sei que muitos, só irão comemorar o Dia dos Namorados este fim-de-semana todavia, já não sabem onde levar a vossa cara-metade... agora já sabem! Não sabem onde levar a jantar aquela pessoa, que querem impressionar? Agora já sabem. Não sabem onde poderão fazer um jantar de amigos, mas fora do centro histórico da cidade?... Agora, já sabem! Aproveitem, e comam felicidade!

A música portuguesa, a boa música, os poemas - não têm cor. Porque isto cantou-se na Eurovisão! =)




Beijinhos e portem-se mal!! ;)

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

10.º Aniversário

Olá! Sou um Adolescente gay, que anda por aí, no meio da net, a ver blogs, e resolvi criar o meu.
Este é o primeiro blog de um adolescente gay português (não encontei nenhum português, portanto, deve ser o primeiro, lol)!
Vou ser o mais frontal possivel. Vou falar sobre o meu dia-a-dia, o que me acontece, o que eu penso, o que eu gosto e detesto!
Vou ser eu, um adolescente gay!
Beijinhos!! ;)

E foi assim, há precisamente 10 anos, que este espaço começou. A esta hora a minha vida mudou, de tal maneira, que nunca poderia imaginar. Nunca irei esquecer o início deste meu cantinho... nunca!
Este era o Layout do blog há 10 anos atrás, mas houve mais mudanças
Seguiram-se anos maravilhosos. Mais precisamente - 10. Todos estes anos, foram incríveis. Estes dez anos, foram memoráveis. Todos estes anos, foram os que mais escrevi. Não gosto de fazer contas mas, quando as faço, não posso ser negar - sou, indiscutivelmente, o blog/site/plataforma LGBT em Portugal, mais lida e influente. Não o sou por acaso, deve-se unicamente, a duas pessoas.

Mais que fazer anos, hoje é uma data especial. Há uma década atrás, nunca pensei neste dia. Jamais pensei que o meu querido blog, fosse comemorar estes 10 anos. Aliás, por começar o "Adolescente Gay", surgiram outros blogs muito idênticos ao meu - foi, naturalmente, um elogio. Existia uma falta de originalidade muito perceptível e, assim, veio uma "lufada de ar fresco"... que perdura até hoje!

Há pouco falei de duas pessoas. Pessoas essas, essenciais para a existência deste espaço. Sem qualquer ordem específica, começo.

Este espaço só existe, porque tem uma coluna dorsal. Este cantinho só existe, porque é verdade, é realidade. O que aqui escrevo, é aquilo que verdadeiramente aconteceu comigo, ou é o que pretendo atingir - sim, eu digo orgulhosamente, que tenho sonhos! Eu tenho sonhos! E, este blog é um desses sonhos. Outros dos meus sonhos já os atingi, estou a atingi-los e, ainda outros, vou lá chegar. Em todos os meus projectos, há algumas regras, entre as quais a integridade, verdade e amor; sem qualquer um destes três pilares, nada na minha vida faz sentido. Tenho este projecto como um filho e, esforço-me, para que seja o melhor, o melhor de todos (mas sempre dentro dos três pilares básicos). Já vos disse o que originou este blog - a morte da minha tia materna, vítima de cancro da mama e, foi para sair dessa tristeza, que este espaço surgiu. Não me arrependo, de nada do que escrevi aqui.

Agora, falarei de um outro protagonista - tu. Este blog não continuaria sem ti. Se não estivesses a ler-me há 10 anos, já teria desistido, e tinha-me dedicado à Pesca Desportiva (se assim fosse, iria dar tudo para ser o melhor). Continuo a estar totalmente disponível para todos vocês, precisam de mim? Mandem-me e-mail ( adolescentegay92@gmail.com ), e responderei assim que puder. É graças a ti, leitor, que tudo isto ainda faz sentido. A nossa relação perdura, por vontade de ambos. Porquê? Pautamo-nos pelos mesmos valores: integridade, verdade e amor. E é unicamente por estes motivos, que temos uma relação tão ímpar, neste mundo cibernético - apesar de estarmos à distância de um ecrã, somos pessoas cheias de sentimentos, emoções e... humildes, para aprender um com o outro.

É por tudo isto (e mais coisas, que contarei nos próximos anos), que aqui nós os dois continuamos. Somos todos iguais, e desejamos acima de tudo o mesmo: sermos felizes! Muito obrigado por tudo!


Respiro fundo.


Agora, tal como sempre, há que olhar para o futuro. Mas, o futuro, é o hoje. Ao longo deste ano, iremos (nós os dois!) comemorar esta data histórica. Mas como? Como poderei inovar ainda mais?

Ao longo dos próximos 10 meses, iremos comemorar juntos, os 10 anos do blog "Adolescente Gay".

Divulgarei novas parcerias, que tal como sempre, irão revolucionar o mercado LGBT, apresentando-vos novos projectos que, merecem a nossa verdadeira atenção e... apoio incondicional!

Existirá vários passatempos e ofertas, onde ganharás centenas de euros em produtos/experiências!

As principais rubricas deste blog, na Primavera e Outono, serão dedicadas à Família Palmela. Para quem não sabe, esta família foi a mais importante em Portugal, no século XIX, e irei mostrar-vos dois dos edifícios mais exuberantes desta família que foi multimilionária: o Palácio Palmela (actual Procuradoria-Geral da República) e, o seu Jazigo (sendo o maior Jazigo Privado de toda a Europa)!

No 1.º dia de cada mês, irei publicar uma entrevista exclusiva, com uma personalidade que influencia o nosso Mundo. Serão entrevistadas pessoas, com histórias notáveis, onde só teremos a aprender!

Irão surgir igualmente surpresas bem picantes - algo que nunca houve por aqui e que, dará que falar!


Em suma: 2019, será o ano mais importante nas plataformas digitais, para os LGBT's, em Portugal!


Só tenho uma palavra a dizer-vos neste momento: Amor. Muito obrigado a todos! Haja alegria!! =)




Beijinhos e portem-se mal!! ;)

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Otter + Tiger Line Modus Vivendi

Oi!!!

Já estamos no São Valentim!! Como o tempo passa... ainda outro dia estava a motivar-vos para o voluntariado, hoje estamos a começar Fevereiro. E, neste mês, há um gasto acrescido... pelo menos, para quem namora (not my case!). O que podem oferecer à vossa cara-metade? Eis sugestões! =P
Saibam mais sobre este roupão e estas cuecas
É sempre difícil oferecer algo, a quem já tem tudo. É sempre difícil ser original, quando tudo está inventado. Mas é sempre simples sermos nós próprios, ainda para mais, com a pessoa que melhor nos conhece. Hoje, apresento-vos duas linhas, que irão cativar qualquer homem apaixonado!...
Saibam mais sobre este body
Já viram bem este homem? Não, infelizmente não é o meu namorado e, acreditem, não é por vontade minha!!! Ele chama-se Denis Mastorakis (eis o seu Insta) e... dá-me calores neste dia de temporal! Esta linha, tem uma inspiração clara na tendência mundial deste Outono-Inverno: Animal Print! =)
Saibam mais sobre este roupão e estas meggings
linha Tiger, é composta por cuecas (em vários modelos), bodys, camisolas com capuz, roupões, calças e, meggings. Esta colecção, está disponível em animal print, areia, preto e branco, e o principal tecido utilizado, é o algodão. Estas peças são, acima de tudo, muitíssimo confortáveis (e sexy's)!!!



A primeira colecção, foi fotografada em Tessalónica, na Grécia e, a segunda, no Reino Unido. Posso desde já garantir-vos que, as colecções que apresentarei ao longo deste ano, serão realmente fortes. Este é já o 4º mês que apresento duas linhas por publicação e... aproximam-se colecções incríveis!
Saibam mais sobre esta camisola à cava com capuz, estas cuecas e esta toalha
Claro, o modelo. Ele é o Callum Aylott, e poderão segui-lo através do seu Instagram. Esta colecção, inspira-se nos anos 80, onde podemos agora revelar os nossos passos de dança disco, com estilo e conforto, ao som do incrível Pete Burns! Esta linha, está cheia de pequenos detalhes, que descobrirão!
Saibam mais sobre esta T-shirt e estas cuecas
linha Otter, é composta por cuecas (em vários modelos), boxers, calções e camisolas à cava com capuz. Está disponível em azul com cinza ou vermelho. Esta colecção, tem ainda o novo logotipo (MV). Um dos pormenores mais engraçados, é que algumas peças dispõem de um buraco triangular!
Saibam mais sobre esta T-shirt e estes boxers
Como prometido em Setembro, onde mostrei-vos como são os pacotes que chegam ao destino que escolhemos, quando fazemos a nossa encomenda, é a vez de revelar a quinta peça que...
Cuecas douradas, tamanho M, linha Dusk 2 Dawn - frente
... a Modus Vivendi ofereceu-me! É da colecção Dusk 2 Dawn! E também há em prateado! =P
Cuecas douradas, tamanho M, linha Dusk 2 Dawn - verso
Bom, resta-me sonhar com o meu Príncipe Encantado (o Tom Ford?!)... Eles andem aí!!! xD




Beijinhos e portem-se mal!! ;)