Blogue que nasceu em 2009, quando eu ainda era adolescente. Hoje, já não o sou, mas continuo com muitas inquietações, desejos e paixões. Aqui, poderão acompanhar o meu dia-a-dia sem filtros, mas sempre, com muitas gargalhadas!
Em Setembro: lê as entrevistas EXCLUSIVAS aos realizadores Miguel Gonçalves Mendes, Gonçalo Almeida e ainda ao Director do MOTELX Pedro Souto! =D
Em Dezembro, ir-se-á realizar em Lisboa, o 1º Sunset Solidário da Blogosfera! Depois de o ter anunciado em Setembro, e de ter recebido várias sugestões de projectos e organizações que podiam ser o beneficiário de 2017, é o momento ideal para a 2ª fase: a eleição do beneficiário desta 1ª Edição!
A autoria deste banner é da leitora Magg. Obrigadooo! =)
O Sunset Solidário da Blogosfera tem como objectivo juntar todos aqueles que, através de um convívio saudável e consciente, queiram apoiar financeiramente um projecto ou uma organização, presente na sociedade civil e que mereça, pela sua actividade desenvolvida em prol da comunidade, o reconhecimento, manifesto, dos participantes.
Anualmente, escolher-se-á um projecto ou uma organização que, sendo contactada será indagada sobre o seu interesse (ou não) em receber os apoios pecuniários, resultantes do evento. Nestes Sunset's, a entidade coordenadora do projecto ou a organização far-se-á representar, pelo menos, por um membro da sua direcção (ou alguém nomeada por esta), com o intuito de apresentar, a todos os participantes, o seu trabalho, incumbindo-lhe, também, no fim do encontro, a responsabilidade de contabilizar todo o dinheiro recolhido, publicamente, e de ser o seu fiel depositário, após o termino do encontro.
Os 10 nomeados foram colocados por ordem aleatória e, cada um deles, dispõe de link para a página de facebook de cada projecto ou organização, onde poderão conhecer melhor as suas actividades.
Assim, até 24 de Novembro, qualquer pessoa poderá inscrever-se e indicar-me o projecto ou organização que, no seu entender, deverá ser o beneficiário desta 1ª Edição. A partir de 25 de Novembro, a organização ou projecto com mais votos, será indagada sobre o seu interesse (ou não) em receber apoios pecuniários resultantes do evento. Caso se verifique alguma incompatibilidade de vontades, reservo-me no direito de substituir o beneficiário, informando-o, naturalmente, assim como todos participantes e as entidades envolvidas, com total brevidade. Todos inscrevem-se e elegem o beneficiário de 2017, unicamente através de e-mail.
Será apenas através da vontade de todos vós que este evento poderá existir e, desse modo, é essencial que todos partilhem esta informação pelos meios sociais e privados que vos sejam convenientes, incentivando à participação de todos aqueles que se possam identificar com os eventos que organizo: será, como é hábito, um encontro com uma boa vibe, onde todos serão bem-vindos (desde que venham por bem)!
Este encontro, realizar-se-á em Lisboa, no local da própria organização ou projecto, sendo que, caso o beneficiário não tenha disponibilidade de espaço, para o evento, arranjar-se-á um local para a realização do evento. Visto que existem estes constrangimentos, ainda não há uma data para a realização do Sunset, garantindo-se, no entanto, que terá lugar no próximo mês de Dezembro.
Mas o encontro, à semelhança de todos os outros, será recheado de boas conversas, gargalhadas e boa disposição! É importante que todos se inscrevam, incluindo todos aqueles que se consideram tão bem-disposto quanto a malta da blogosfera! E sim, no Sunset não faltarão bons comes e bebes! Em Dezembro, irei mostrar-vos como foi o evento mas, poderão sempre enviar-me um e-mail sobre qualquer questão que vos apareça!
Em suma: envia-me um e-mail ( adolescentegay92@gmail.com ) com a tua intenção de ir ao Sunset e a indicar o teu blogue ou quais os blogues que comentas regularmente + a organização ou projecto que no teu entender deve ser o beneficiário em 2017 + se vens só tu ou se trazes companhia! =)
Sejam bem-vindos ao 1º Sunset Solidário da Blogosfera! =D
Fui, no último sábado de Outubro, à Vila Sassetti, em Sintra! Nunca tinha ido e... ADOREI! =D
A entrada da Vila Sassetti
A Quinta da Amizade, era propriedade da família "Sassetti". Italianos e proprietários de hotéis de luxo (como o "Braganza", onde ficavam hospedados reis, sultões, e figuras públicas da época como Ramalho Ortigão, Eça de Queirós, ou a actriz francesa Sarah Bernhardt) na região de Lisboa.
O barulho da água, ouve-se logo no início
A Quinta da Amizade tem 1,2 hectares e, a casa acastelada foi pensada pelo Sassetti e o arquitecto.
Lindo... lindo... lindo!
O arquitecto desta Vila, é o mesmo da Quinta da Regaleira, e foi cenógrafo do Teatro de São Carlos.
Um banco, no meio de um jardim =)
Visto que o terreno é bastante íngreme, no Inverno, o caminho parece alcatifado, pelo musgo.
Mais água a cair...
A propriedade, após a morte do proprietário, passou por vários donos, ente os quais o Gulbenkian.
Adoro plantas aguáticas
Agora, o espaço é da Parques de Sintra, que comprou à autarquia por cerca de 1 milhão de euros.
E umas escadas rodeadas de plantas
A entrada é... gratuita! O que é fantástico, visto que exige bastante manutenção! xD
Mais uma queda de água, vista de cima
Dentro desta casa, que seria do caseiro da Vila, há actualmente um café e casas-de-banho.
Aqui, vivia o caseiro =)
Contudo, a recuperação da Vila Sassetti não foi por acaso: queriam fazer um caminho pedonal...
E a água continua a existir, em harmonia com a Natureza
... que ligasse o centro da vila ao Castelo dos Mouros e Palácio da Pena, evitando assim a estrada.
Mais um caminho...
Tenho de cá voltar, mas na Primavera... para ver todas as plantas, de todo o Mundo, em flor... *.*
Porque todos somos Reis e Rainhas =P
Esta planta é a Theaceae, Camellia japonica L., "Brunellesca", de Itália.
Brunellesca
Mais uma planta Theaceae, Camellia japonica L., "Tricolor Imbricata Plena", de Itália.
Tricolor Imbricata Plena
E mais uma planta Theaceae, Camellia japonica L., "Elegans", de Inglaterra.
Elegans
E ainda mais uma planta Theaceae, Camellia japonica L., "Aspasia", de Itália.
Aspasia
E a última planta é uma... Theaceae, Camellia japonica L., "Vanzelleria", do nosso país.
Vanzelleria
O que será que existe no fim deste caminho? Na próxima terça-feira, irão descobrir (e gostar!)... =P
E é de chibata na mão, que iniciamos este Outono/Inverno. A Modus Vivendi surpreende-nos com um estilo gótico-punk futurista onde, somos atraídos por novas sensações onde tudo é permitido e... tudo o que é vivido na Grécia, fica na Grécia! xD O modelo desta vez chamam-se Christos Kitsiou!
Foi em Thessaloniki, na Grécia, onde estas fotografias foram tiradas mas foi no palco subterrâneo de Berlim, onde a música neo-punk surge, é que esta moda escura futurista ganha força. Refinada pelo estilo escuro, tem uma paleta suave e cor monocromática acentuada pela prata e detalhes metálicos.
Esta linha permite-nos experimentar e incorporar, independentemente qual seja o nosso estilo contudo, só aos homens modernos é que-lhes chamará à atenção os detalhes. O styling é excepcional, e com toda a certeza, estas peças irão trazer o estilo preto, novamente para o centro das atenções!
A Linha Tone2Tone é composta por cuecas e cuecas sem fundo; boxers; manga à cava; camisolas; camisolas com capuz; calções; calças; meggings; t-shirt; e robe. Bom, como já viram, têm muito por onde escolher... principalmente neste tempo frio, uma camisolinha nova vem sempre a calhar! =P
Acontece-me tudo. Não é que ia tendo um Exame de Junho anulado? Não é que me obrigaram a despejar os bolsos como se fosse um criminoso? Mas porque raio é que as cábulas apenas têm de estar nos telemóveis? Juro que estas mentalidades causam-me um formigueiro daqueles!... =/
Tudo começou, como se inicia qualquer exame: recomendações para ler o enunciado até ao fim, começar pelo que temos mais certeza, não deitar um olhinho para as respostas do colega ao lado e, principalmente, não usar o telemóvel... aliás, não podemos ter o telemóvel durante o Exame.
Quem liga ao que se diz? Ninguém. Toda a gente começa a fazer o Exame pelo início, olha (várias vezes) para as respostas dos colegas onde, aliás, há troca de respostas entre os alunos e, o telemóvel é usado durante todo o tempo. Eu, e há semelhança de uma minoria, tem o telemóvel no bolso, em modo vibratório ou desligado. Temos o telemóvel, e a carteira... qualquer homem tem ambos no bolso.
Pois bem, se pensavam que a Inquisição tinha acabado, enganam-se!
Começam então, as professoras que estavam a vigiar o Exame, a olharem para os alunos com um ar intimidatório - Oh, mas isso são elas a quererem parecer más -, nop, isto eram elas a ser más! Estavam, de facto, a olhar para todo o lado, à caça de telemóveis e de outros gadgets tecnológicos!
O meu colega do lado, estava desesperado a olhar para o Exame - como eu o compreendia! - e, sacou o telemóvel do bolso para ir à net mas, pelo que percebi, não estava a conseguir encontrar o que procurava. Então, visto que estavamos com o calor de Junho, de calções, ele pôs o telemóvel entre os calções de ganga que trazia vestidos e a sua perna (e não dentro do bolso). As tipas, passaram por ele, comentaram uma para a outra, em tom de segredo, e um delas perguntou-lhe se tinha algum telemóvel com ele; ele, naturalmente, negou; então, perguntaram-me o que ele tinha ali no bolso, com o formato de um telemóvel...; ele, tirou então o telemóvel e disse que não o estava a usar (e, de facto, elas não o apanharam a usar o telemóvel); as putas, então, informaram-no que o Exame dele estava anulado, e se podia sair da sala. Neste momento, todos os nós, ficaramos com cara de "Monday"!
Estávamos todos lixados. Estávamos todos condenados. Estávamos todos com o Exame anulado. Estávamos todos chumbados, visto que o Exame valia 100% da nota final à disciplina. Fodeu!!!
Nesse instante, pensei que seria o próximo. Todos pensávamos que seriamos os próximos.
Mais um com o Exame anulado: negou, estrebuchou, rendeu-se às evidências, e saiu. E outro apanhado. E ainda outro. Mais um. E ainda mais uns quantos - reagiam sempre da mesma forma. Foi então que transformei-me, agora sim, no próximo alvo. Era o seguinte a fazer a mesma triste figura.
Já estava sozinho naquela fila: ou tinham sido apanhados, ou tinham acabado o Exame. Restava eu.
Tinha o telemóvel num bolso, e a carteira no outro. Elas estavam a tentar descobrir qual dos bolsos era o do telemóvel. Certo era que, até aquele momento, a maior parte dos que tinham sido apanhados foram rapazes com o telemóvel no bolso e, as raparigas, foram apanhadas em flagrante! Eu então, de calças, e aproveitando uma distracção delas, puxei as calças para cima, criando mais tecido nas zona dos bolsos, dificultando a visão raio-X das madames. Mas porra, lá voltavam elas, punham-se a olhar por cima do meu ombro... eu, já não conseguia fazer o Exame, tamanho o pânico.
Colegas que iam entregar o Exame, eram ordenados a despejar os bolsos, tendo assim, mais uns quantos Exames anulados. Enfim, não tinha remédio - ia ser apanhado, de uma forma ou de outra - ia chumbar... a não ser, claro, se não fosse apanhado... mas como?? Pôr na meia é demasiado difícil, implicava subir as calças, baixar a meia de cano-alto, sacar o telemóvel, voltar a subir a meia, e descer as calças... para além de rezar que não caísse nos entretantos. Pôr à cintura, implicaria um milagre para que ele não caísse... Espera lá, há uma maneira - tenho de o pôr num bolso, mas sem que possa ser alvo de buscas inspeccionarias! Por acaso até tinha um: as minhas cuecas.
Próxima missão, pôr o telemóvel dentro das cuecas! Não podia ser revistado e, caso ficasse mal arrumado, sempre dava um ar viril e masculino à minha pessoa! xD Pois bem, há que abrir as calças. Começou então, a fase "Tuesday". Visto que não conseguia abrir as calças sentado num ângulo de 90º graus, tinha de descer o rabo para a berma da cadeira, permitindo assim a abertura do botão das calças e do fecho. Elas, rondavam-me e eu, com um ar natural de alguém que quer estar à vontade a fazer um Exame... Uma, ficou então sentada, a recolher Exames e, outra, a cirandar, sempre a olhar para mim. "O seu Exame está anulado!" - sempre que ouvia esta frase, dirigida a algum colega, distraia o cão-de-guarda, e permitia-me avançar. Pus o telemóvel dentro das cuecas e aí, respirei fundo - já estava safo. Sim, faltava fechar as calças mas... elas não me podiam pedir para baixar as cuecas... Com outro Exame anulado, consegui por-me decentemente. O cão-de-guarda aproximava-se de mim e, eu, sorria-lhe a pensar "já não me apanhas, minha vaca de merda"!
Quando ela ia falar comigo, interrompi-a, a perguntar se eu podia abrir mais a janela, visto que estava calor. Ela disse que sim e, ao dirigir-me à janela, aproveitei para ajeitar o aparelho tecnológico. Sentei-me, e nada disse-me. Assim aconteceu a fase "Wednesday"
Fui entregar o Exame. Elas, com um ar de estúpidas, pediram-me para despejar o bolso onde estaria o telemóvel. Eu, com as mãos, estiquei as calças, permitindo-lhes ver que estava vazio. Pediram para despejar o outro, onde eu disse "Mas é apenas a carteira..." elas "Pois, mas é para os seus colegas verem que é uma carteira.". Eu tirei-a, elas viram-na, e arrumei-a. Acontecia, então, a fase "Thursday". "Então, e o seu telemóvel?"; "Não o tenho"; "Então onde está? Na mala?"; "Não"; "Então está onde?"; "Não o trouxe hoje". Não me deram resposta... algum jovem, ou alguma pessoa, sai de casa sem telemóvel? Óbvio que estava a gozar com elas! Porque disse que não o tinha na mala? Bom, porque elas eram cabras o suficiente para pedirem-me que o mostrasse... Putas putas putas! Grrrrrrrr!
Sai da sala, vi colegas revoltados, e vi colegas a rirem-se. Eu, fui directo à casa-de-banho. De dentro do bolso que não despejei, tirei de lá a minha cábula, em papel (old school, my darlings!) - despejar o bolso para ter um Exame anulado por uma cábula? Não! E, do bolso onde tinha a cábula, voltei a lá pôr o telemóvel. Lavei as mãos, e fui ter com os meus colegas, sorridentes. Qual o tema de conversa? Onde tínhamos escondido os telemóveis!! As mulheres foi dentro dos ténis, debaixo do pé e nos soutiens, os rapazes nas meias... e eu, nas cuecas! Estávamos todos com uma cara de "Friday"!
No fim de contas, não fui apanhado, usei a cábula e... passei ao Exame... em recurso, e já sem o telemóvel no bolso, apesar de ainda ter havido uns Exames anulados!... Porque não usei o telemóvel, como os restantes mortais? Hellooo peoples, everybody else??Não tenho um smartphone!!!! =D
Não se cheguem perto de mim: cometi um erro, sou... culpado! *Chibata nas costas de euzinho*
Às 14h20, na sala 3, vi o filme Bliss (Filipinas, 2017).
Um poderoso filme de terror psicológico que evidencia as pressões da indústria do cinema e que nos confronta com os nossos maiores medos e traumas e com as dificuldades em atingir os grandes sonhos que temos ao longo da vida.
Sinopse: Jane Ciego começou a sua carreira de actriz muito cedo. Agora, aos 30 anos, decide produzir o seu próprio filme para ganhar credibilidade na indústria, mas sofre um grave acidente durante as filmagens. O longo caminho de recuperação de uma actriz incapacitada transforma-se num autêntico pesadelo assim que se apercebe de que está presa numa casa onde acontecem vários fenómenos estranhos, ao mesmo tempo que se encontra em constante ameaça por parte do seu marido e de uma enfermeira suspeita.
E este foi o bilhete que deu acesso ao filme Bliss
A curta, We Together (EUA, 2016), antecedeu ao filme. Esta curta de 7 minutos, falada em inglês, conta-nos a história de um zombie jovem que, através da música, recorda-se da coreografia que fazia com o seu colega, na pizzaria onde trabalhavam. Uma curta bastante original e cheia de ritmo! Gostei!
Este foi, o pior filme que vi neste Festival. Não sei o que falhou aqui: se o argumento, os actores... ou se a culpa é minha, por não estar habituado ao género de cinema que se faz nas Filipinas... Bom, talvez o que se tivesse engolido melhor fosse a personagem da enfermeira que, apesar de completamente estereotipada, era a única que fazia ali sentido no meio da confusão. Não, de todo!
Às 16h40, na sala Manoel de Oliveira, vi o filme Boys in the Trees (Austrália, 2016).
O filme, a primeira longa-metragem de Nicholas Verso depois de várias curtas premiadas, passa-se em 1997 para colocar as personagens sozinhas na noite, sem distracções modernas como redes sociais ou mensagens de texto. Teve a sua estreia mundial na secção Orizzonti do Festival de Veneza.
Sinopse: Halloween, 1997. É a última noite do liceu para Corey, Jango e o restante grupo de skaters. A infância terminou e a vida de adulto chama-os. Mas o passado de Corey tem assuntos pendentes. Quando encontra Jonah, seu amigo na escola primária, mas agora vítima da crueldade de Jango, aceita acompanhá-lo até casa, enquanto revisitam tempos passados. O que começa por ser um passeio normal por ruas suburbanas vazias irá tornar-se mais negro e assustador.
E este foi o bilhete que deu acesso ao filme Boys in the Trees
Este filme... comoveu-me. A mim, e certamente a todos aqueles que o assistiram. O argumento, é fenomenal. Os jovens actores, são excelentes! A fotografia, fantástica! Os cenários, extraordinários!... Não irei descrever-vos o filme, mas apenas o final que nos faz pensar sobre a importância da amizade ao longo da vida. No fim, uma das personagens aparece morta, o que leva o protagonista a fazer o remate final de tudo aquilo que reflectiu naquela longa noite. É impossível ver o filme, sem reflectirmos sobre nós próprios e, quantas amizades já se perderam por coisas sem sentido e, quantas mais iremos perder pelo mesmo motivo. A amizade é amor (sem sexo), e tão precisa nas nossas vidas! Vejam o filme - tenho a certeza que irão, tal como eu, gostar da história (tenham lenços ao lado)! xD
Às 19h05, na sala Manoel de Oliveira, vi o filme 68 Kill (EUA, 2017).
Produção britânica com realização do espanhol Juan Carlos Medina, também por detrás da co-Trent Haaga, argumentista de “Deadgirl” e “Cheap Thrills”, ambos exibidos no MOTELX, realiza esta comédia politicamente incorrecta e vencedora do prémio do público das meias-noites no SXSW, com Matthew Gray Gubler, da série “Mentes Criminosas”, no papel principal.
Sinopse: Trabalhar com fossas sépticas não é a ideia de uma vida perfeita para Chip. Mas ele é um tipo simples, com uma grande namorada chamada Liza. É verdade que ela garante um rendimento extra com um “benfeitor”, mas todas as relações têm as suas complexidades. Quando Liza sugere que “aliviem” o benfeitor de uma grande quantia de dinheiro, Chip vê, pela primeira vez, um lado de Liza que não conhecia... ou que nunca quis admitir. Agora, tem uma arma na mão, uma rapariga no porta-bagagens e menos de 24 horas para resolver a situação.
E este foi o bilhete que deu acesso ao filme 68 Kill
A curta, Entelekheia (Portugal, 2017), antecedeu ao filme. Esta curta de 14 minutos, falada em português e galego, conta-nos a história de um escultor-assassino. Esta curta portuguesa é uma crítica, bem conseguida, em relação à futilidade da nossa sociedade... virá uma longa? Sim, please!
Não consigo dizer se gostei do filme ou, até que ponto gostei. É um filme com um bom orçamento, permitindo-o fazer várias cenas exteriores. O protagonista sendo bastante conhecido (Matthew Gray Gubler) e tendo como namorada uma mulher gira (AnnaLynne McCord), ajuda à venda do filme. É uma comédia de terror, onde faz-me lembrar o filme do "Capital Falcão", onde o anti-herói, com uns tropeços, vai saindo vencedor. É um argumento fresco, onde tudo corre mal e que, no fim, tudo fica como antes. A ver? Sim, mas a comer de um balde de pipocas, a fazer muitoooooo barulho... Méh!
Às 16h40, na sala Manoel de Oliveira, vi o filme Berlin Syndrome (Austrália, 2017).
A realizadora australiana Cate Shortland adapta o livro homónimo de Melanie Joosten, editado em 2011, que mergulha nas complexidades da relação entre raptor e refém. A conterrânea de Shortland, a actriz Teresa Palmer, tem aqui um papel à altura das suas capacidades, algo que ainda não teve desde que se mudou para Hollywood.
Sinopse: De férias em Berlim, a fotógrafa australiana Clare conhece Andi, um carismático berlinense. Uma atracção imediata ocorre entre os dois. Segue-se uma noite de paixão. Mas o que parece ser inicialmente o começo de um romance assume contornos inesperados e sinistros quando Clare acorda na manhã seguinte para descobrir que Andi saiu para trabalhar e a trancou no apartamento. É claro que se pode tratar de um erro normal, mas Andi não tem intenções de a deixar sair. Nunca mais.
E este foi o bilhete que deu acesso ao filme Berlin Syndrome
"Ohh filho, não me importava nada de estar no lugar dela!" - eis o meu pensamento durante o filme... Quem me dera ser trancado numa casa com o Andi ou um tipo do mesmo género! Enfim, dá Deus nozes a quem não tem dentes! Bom, sobre o filme: óptimo filme! Realização, argumento, actores - tudo impecável! E é particularmente interessante, o amor-ódio que a Clare desenvolve pelo professor de inglês. Tem as doses certas de tudo e, o fim, é... merecedor! Não, o mau não morre! Se morresse, como eu ficaria? Vá, tenho de ir ali marcar a minha viagem para Berlim... Fuiii (será ele bi?)! =P
Às 19h10, na sala Manoel de Oliveira, vi o filme Lake Bodom (Finlândia/Estónia, 2016).
Lake Bodom é um slasher movie à moda da Finlândia, o que por si já é raro, mas é sobretudo um slasher meta, bem ciente das nossas expectativas, onde imperam a desconstrução e os twists imprevisíveis para dar nova vida ao subgénero.
Sinopse: Em 1960, o pior pesadelo de qualquer campista tornou-se realidade quando quatro adolescentes foram esfaqueados enquanto dormiam nas suas tendas. Com o tempo, o crime tornou-se lenda urbana, uma simples história mórbida contada à volta da fogueira. Agora, um grupo de adolescentes instala-se no mesmo acampamento na esperança de resolver o mistério, reconstruindo o crime detalhadamente. Quando a noite cai, descobrimos que nem todos estão ali para desvendar o mistério e que alguém tem planos bem mais negros.
E este foi o bilhete que deu acesso ao filme Lake Bodom
Não poderia deixar de ver, um dos principais candidatos a vencer a melhor longa-metragem de terror, do MOTELx. Com a sala Manoel de Oliveira cheia, e com a presença do realizador Taneli Mustonen que ia entrevistar no dia seguinte, iniciou-se este filme de terror lésbico. A escolha do elenco foi incrível! Os 4 jovens interpretarem, com uma grande força, as suas personagens que... não eram brincadeira nenhuma! Destaco principalmente a personagem Elias, interpretada pelo rapper Mikael Gabriel - uma personagem com camadas... muito interessante (e uma excelente interpretação!). Se gostei do filme? Claro! Um filme que para além de reflectir problemas da sociedade actual (o bullying), o espectador apercebe-se da relação lésbica de forma bastante natural e que é o centro do crimes que originam este filme, não esquecendo naturalmente, que este é um caso ainda em aberto na Finlândia. Tal como falei com o Taneli na entrevista, a cena filmada debaixo de água foi uma das cenas mais bem gravadas do filme onde, também perguntei-lhe a respeito do velho que aparece no final...
Às 21h40, na sala 3, vi o filme The Night of the Virgin (Espanha, 2016).
“The Night of the Virgin” usa e subverte convenções de género como se uma personagem de “American Pie” se visse subitamente encurralada no universo de Sam Raimi ou Rob Zombie. É a primeira longa-metragem do basco Roberto San Sebastián, depois de várias curtas premiadas.
Sinopse: Numa festa de passagem de ano, Nico, um jovem ingénuo de 20 anos, quer perder a virgindade a qualquer custo. A meio da festa cruza o olhar com Medea, uma mulher madura, astuta e atraente que o convida para casa dela. Mas Nico apercebe-se rapidamente de que Medea não é uma mulher comum, e o que prometia ser uma estreia sexual épica, plena de luxúria sem limites, transforma-se num pesadelo cheio de sangue, de suor e de toda a espécie de fluidos. Nico nunca esquecerá a sua primeira vez.
E este foi o bilhete que deu acesso ao filme The Night of the Virgin
Este é "o filme"! O mais porco! O mais nojento! O que nos dá mais repulsa! O argumento mais corajoso deste Festival! Neste filme espanhol, entra tudo: gays a fazerem sexo, heteros a fazerem sexo, masturbações, menstruações, vómito, baratas baratas e baratas, um parto diabólico com um nado assassino, um namorado, uma mulher crente e... um virgem desesperado que é vítima de bullying pelos amigos! Um filme de 2h, onde começa e termina com o mesmo casal de apresentadores, que numa passagem de ano, criam todo o tipo de conversa para "encher chouriço", onde as falas são hilariantes (tal como algumas cenas da trama) onde, claro está, também facilmente associamos ao que se passa nos media actualmente! Lembram-se, aquando da minha publicação sobre a Sessão de Encerramento onde, no fim, refiro-me a um moço que falaria depois? Pois bem, aquele homem, é o realizador deste filme! O espanhol, é lindoooooooooo ao vivo e a cores! *.* Em suma, no fim, o Nico ainda é acusado de tudo e vai para um manicómio... um filme que nem todos irão gostar mas, os que gostarem (como eu!), dificilmente se esquecerão certas cenas...! Boa Roberto!
A minha família, foi uma das muitas gentes que perderam milhares de euros nos incêndios dos últimos dias. Pinhais, campos de cultivo, casas... tudo ardeu. Em menos de nada, levou-se tudo.
Em Oliveira do Hospital, era assim que os cidadãos ajudavam...
Hoje, já não se pede (pela Madeira ou) por Pedrogão, mas por Oliveira do Hospital onde, até a este momento, há 12 mortos confirmados (em mais de 100, dos últimos meses). Como é possível, duas corporações de bombeiros, conseguirem apagar os fogos num concelho inteiro? É impossível. A morte chegou às Beiras e, com isso, toda a formosura natural daquelas terras de gentes trabalhadoras, honestas, e que respiram os ares da Serra da Estrela. Os muitos animais mortos, que fará fechar uma queijaria em Arganil, é apenas um exemplo das muitas PME's que fecharão, tocadas pelo fogo.
E Portugal não é só as Beiras. Em Leiria, um pinhal com 800 anos, ardeu. Em Junho, Pedrogão Grande e zonas próximas, também arderam - morrendo dezenas de pessoas (números oficiais). É essencial que o Governo actue, não de forma popular, mas com a responsabilidade e seriedade que é exigido nestes momentos... aliás, se lhes faltarem valores morais, que recorram às vivências e à maturação intelectual das gentes das Beiras. O Presidente da República, para além de andar a cirandar, que pressione (mais!) o Governo na feitura de legislação em relação ao interior do país.
A terra da minha mãe, foi uma das muitas que arderam. Várias moradias de emigrantes arderam, tal como muitos pinhais, campos de cultivo, e outras zonas e caminhos daquelas gentes. Lá não há água, nem luz, nem gás... há dias. Tenho familiares que perderam milhares de euros nos incêndios destes dias. A minha avô materna, lá está, numa terra que está rodeada de cinza. O sino da terra, tocou a rebate, quando o fogo chegou à zona. As descrições que tenho desse momento, são de um inferno chegado às mãos de gentes com calos de uma vida dedicada àquela terra... agora, para quê?
Os poucos jovens da terra, e que não são bombeiros, aventuraram-se sozinhos na protecção das suas casas. Os de meia-idade, com o que podiam, apagavam os fogos. Só os mais velhos é que tinham vagar para chorar - os outros, não pensavam nisso, apenas queriam "tratar do maldito". A morte, quando nos chega aos olhos, tem uma forma muito mais poucochinha do que imaginávamos. Eles, fizeram o que puderam, com o que puderam - mas eram poucos. Agora, choverá ajuda contudo... perderam tudo, mas há algo que não precisam: de caridadezinha! Distribuam (também) Amor! ='(