Em Setembro: lê as entrevistas EXCLUSIVAS aos realizadores Miguel Gonçalves Mendes, Gonçalo Almeida e ainda ao Director do MOTELX Pedro Souto! =D

sexta-feira, 13 de julho de 2018

O Exame desnecessário

Olá Olá!

Em todas as faculdades há tachos. Professores que são contratados, por pertencerem a partido A ou B, ou ainda serem amigos de Fulano, Sicrano e Beltrano. Isto é um facto. Mas apenas gostaria que a incompetência não fosse evidente e, acima de tudo, não prejudicasse o mais importante: os alunos.
Não irei já contar como correu este semestre todavia, posso assegurar, que não fiquei nos mesmos grupos de trabalho com raparigas do semestre passado - o que já é um grande alívio!!! Hoje, contar-vos-ei, algo digno de uma verdadeira sexta-feira 13, um azar dos diabos que, poderia ter escolhido qualquer pessoa mas não, foi a mim! Algo tão estúpido que, facilmente resolver-se-ia, todavia... =/

Começando então pelo início. Este semestre tive uma cadeira engraçada. Trabalhosa, mas engraçada. Resolvi então, aplicar-me particularmente a esta matéria, não por ser essencial para o que aprendo na licenciatura contudo, era óptima para cultura geral e, como exigia tanto de parte prática, cativou-me ainda mais! Alguns colegas desistiram de aparecer, indo apenas a Exame; eu, que detesto Exames, e como gostava da matéria que ali ia ser dada, resolvi fazer todos os trabalhos e mais alguns!

O semestre corria bem: ia às aulas todas, participava nas aulas, a professora reconhecia-me fora da sala de aulas... enfim, tudo corria bem. E eu gostava dela. Achava-a taralhouca, surreal, estranha até todavia, achava que isso trazia-lhe personalidade e piada visto que, era até uma mais-valia para o que estava ali a ser leccionado. Gostava dela. É uma cunha partidária, um currículo estranhíssimo, parecia não ser expert na cadeira em questão maaaaass... tinha piada, e cativava os alunos nas suas aulas!

Mas tudo começou a descambar. A senhora, resolveu deixar de ir às aulas 2 semanas, pois ia a Paris com as suas filhas (iam à Disneyland). Sinceramente, não me fazia mal nenhum desde que, a matéria fosse organizada, de forma a não ficarmos prejudicados. Tal não aconteceu. Cerca de um mês antes de ir para Paris, a puta, começou a dar a matéria a despachar - centenas de slides por aula, onde ela saltava dezenas deles à vez, mas dizia que tudo era importante, blá blá blá... Começamos a não achar piada a nada daquilo. Já não nos ríamos das piadas dela, já estávamos de trombas, e já estávamos a ver que tinha sido um erro apostar naquela cadeira porém, não desistiríamos. Na última aula antes da viagem, diz que devemos fazer uma análise crítica de um artigo científico - este trabalho era obrigatório porém, sem carácter avaliativo (apenas servia para treinarmos para o teste, ela corrigiria e assim saberíamos como fazer na hora H). Torcemos o nariz e, fizemos uma cagadinha de trabalho.

Voltou das suas férias, que foram durante as semanas de aulas e, já com nova ideia: visto que os trabalhos estavam - palavras dela - "'tão bons!", que todos eles passariam a ser avaliados. Ora, confusão total. Ninguém queria que os trabalhos fossem avaliados, pois não foi o que ela tinha dito (e nós, sabendo que não tínhamos avaliação naquilo, não nos aplicámos muito). Mas ela já tinha decido. Tal como já trazia consigo, as novas percentagens dos elementos de avaliação. Naturalmente, surgiu mais berraria na aula. Mas ela já tinha decido. Teria decido bem, as novas ponderações? Não. Antes dela ir de férias, deu toda a parte teórica da cadeira. Quando voltou, os vários grupos teriam de apresentar os trabalhos de grupo que tinham feito (aplicando a teoria à prática). Ora, um trabalho de grupo, complexo, passou a valer tanto como uma crítica individual. Agora vocês dizem "ahhh, foi para ajudar-vos..." não, não foi. Ela atribuiu notas medianas às críticas e, notas boas aos trabalhos.

Ela detestou o nosso trabalho. Desde o início. Mal apresentamos a nossa ideia, disse que não fazia o género dela e, tinha dúvidas, como conseguiríamos fazer o trabalho... todavia, todo o grupo aceitou a responsabilidade em avançar com o trabalho. Apresentámo-lo e foi uma desgraça. Interrompeu várias vezes a nossa apresentação, fazendo perguntas que punham em causa as nossas fontes, e a forma como abordamos o assunto. Fomos a única vítima dela, o único trabalho de grupo que ela disse, em voz alta, que não tinha gostado do tema. Apontou-nos uma série de coisas a corrigir. No fundo, ela queria que afirmássemos o contrário do que tínhamos dito na oralidade. Em grupo, decidimos, alterar todo o trabalho, de forma a agradar à professora sabendo porém, que estava tecnicamente / cientificamente errado. Ou era isso, ou chumbaríamos. Nós sabíamos a verdade, e era isso que importava. Fizemos como ela queria, e tivemos 16 valores. Dedicámos tanto tempo àquele trabalho, tantas horas, tanta investigação, tanto cuidado com a bibliografia e autores... para quê?! Para o lixo.

Umas aulas antes do fim, começa a enumerar alguns alunos que não entregaram a tal crítica. Eu era um deles. O que era falso. Disse-lhe que tinha enviado e, informei, que ia voltar a enviar. Estava tudo certo. Tivemos o teste, e tudo acabou em bem (faltava apenas saber a nota). Ela então publica o Excel com as notas, e eu não consto na lista. Percebi, junto dos meus colegas, que o Excel tinha uma série de gralhas, inclusive, irregularidades do regulamento interno. Portanto, caguei e esperei pela correcção. Com o novo Excel, mantinha-se a inexistência do meu nome. Enviei e-mail de imediato à professora, alertando do esquecimento. Responde, dizendo que chumbei, visto que faltava a entrega de um dos elementos de avaliação, que era a tal crítica. Respondi, afirmando com a nota que tive no trabalho de grupo, assiduidade, participação, entrega da crítica (que voltava a anexar) e a realização do teste. Acabava o e-mail, perguntando a nota do teste... nunca obtive resposta a este e-mail. O tempo passava, e eu já sem saber o que fazer à minha vida. Ela estava a foder-me à grande!!!

Contei o que se passava ao Delegado de Turma e, este, aconselhou-me marcar reunião com o responsável do curso visto que, este meu colega, já tinha ido a uma reunião com o dito cujo, fazendo queixa da professora em questão e eu, assim, seria mais uma voz a protestar. Assim fiz, assim reuni-me. Falo com o homem e, este, surpreendentemente revela-se... um CONAS! Compactua com o sistema, cria burocracias e, ao mesmo tempo que protege o corpo docente, desconfia dos alunos. Fiquei super desiludido. Percebi então, que nem uma reclamação por escrito valeria apenas pois esta, ia parar ao lixo e nunca chegaria a ver a luz do dia. E as futuras consequências?! Fui a Exame...

Entrei na sala, cumprimentei alguns colegas, e pus-me em "modo de Exame". A professora, muito atrapalhada (como sempre), espalha tudo em cima da secretária dela, olha para os alunos e... olha para mim, perguntando-me: "Então? Você aqui??". Eu, "Supostamente, chumbei à sua cadeira...", isto com cara de poucos amigos. Ela fica a olhar com um ar pensativo, a coçar o queixo, e de repente, solta um "Ahhhhh!". Vem ter comigo, como quem viesse cuscar. Chega-se ao pé de mim, com uma cara muito fofinha, e diz "Sabe, o seu teste estava muito fraquinho... e, a sua resposta de desenvolvimento, estava igual à da XPTO", e eu respondo, "Claro! Eu e a XPTO, fizemos o mesmo trabalho de grupo. A professora dá-nos a pergunta de desenvolvimento, que vale 2 valores, antes do teste, para prepararmos uma boa resposta. O resto do teste, é tudo escolhas múltiplas com consulta. É normal que a minha resposta seja igual à da minha colega, escrevemos a parte da matéria que mais sabemos, e que incidiu no nosso trabalho de grupo!". E ela "Pois! Mas já viu a minha posição?! É que as respostas estavam iguaizinhas!!!! Mas olhe, não se preocupe, eu agora vou ajuda-lo. Está bem?" acaba a pergunta, a sorrir. Puta de merda, porque pensava ela que eu teria copiado pela XPTO, e não a XPTO copiado por mim?! Se queria anular o meu teste, teria que anular também o outro. Mas ela chegou a anular o teste? Nem faço ideia!!!! Puta puta puta puta puta puta puta puta puta puta puta!!!!

O Exame foi entregue e, surpresa das surpresas, este ano o modelo era completamente diferente. Nós, olhávamos uns para os outros, a pensar o mesmo: PUTA DE MERDA! Com uma diferença, os meus colegas escolheram ir a Exame, eu não. Mais, fui acusado de ter copiado num teste, quando era totalmente falso. Levei uma pergunta preparada para o tal teste, como levou toda a turma, visto que ela própria avisou e disse-nos para o fazer. E eu saio prejudicado? Apenas eu?? Penso que nem seja preciso dizer mas, como é óbvio, a vaca nem chegou-se perto da minha mesa para ajudar. Fiz o Exame conforme sabia e entreguei-o. Aqui, novamente a lengalenga "Aiii sabe, é uma pena! É uma pena você estar aqui...", eu respondia "Pois!". "Mas não podia ser, não podia! A resposta estava igual!!!" ela diz isto, eu sorrio ligeiramente e pergunto "Está tudo?"; ela responde "Sim sim! Está! Pode ir e, não se preocupe, agora vai passar com uma boa nota, vai ver!!". Lanço-lhe um aceso e saio.

Tretas. A vacarrona passou-me com 10. 10??? Um esforço de todo o tamanho, durante um Semestre, para 10? Alvo de uma injustiça, compactuada com a própria faculdade, e acabo com 10? Mas, lá está, vale a pena reclamar? Vale a pena bater o pé e ir "até às últimas consequências"? Não. Não vale arriscar tudo. Ainda tenho um ano do curso para fazer, e não quero ficar marcado. Foi uma terrível injustiça. A maior parte dos meus colegas sabe o que se passou e, também estão incrédulos contudo... Eles têm o queijo e a faca na mão. Não vale a pena. É triste não poder confiar no sistema. É triste.

No fundo, ela era a Umbridge e, eu, o Harry Potter. Cínica. Falsa. Hipócrita. Partidária.




Beijinhos e portem-se mal!! ;)

Sem comentários:

Publicar um comentário