Neste mês do Orgulho Gay, irei revelar NOVIDADES! Aguardem por PASSATEMPOS e muito mais! =D

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

3º Semestre

Boa noite.

Um dos maiores malefícios da nova Era, é a solidão. Faz-se aquelas caras de felicidade para as selfies, mostra-se uma vida perfeita e endinheirada, quando na realidade o Amor neles próprios é inexistente. O Amor que os outros têm por nós não é quantificável em likes, nem espero que todos tenham inteligência emocional apenas... sei lá... e se forem menos filhos da puta? É que já ajudava!!
Em Dezembro, já vos tinha dito que havia algo que tinha de vos contar - é hoje.
Visto que o 3º Semestre acabou, é altura de fazer o balanço deste início de 2º ano da faculdade.

Algo francamente positivo, foram as notas em trabalhos que tive (cheguei a ter um 18, com defesa oral) e as notas finais que tive nas várias disciplinas foram entre 12 e 15 valores. Bom... não foi muito mau!! =D Também conheci um tipo mas... ainda não era para ser...

Depois, há as más notícias. A rapariga que se sentava ao meu lado, e que nos dávamos super bem, desistiu do curso no fim de Novembro. Aquela com quem falava à vontade, com quem dizia as minhas caralhadas, foi-se embora. Era boa aluna mas, estava ali, apenas para fazer o jeito aos pais - ela é actriz e espero, sinceramente, que consiga vingar no mundo do espectáculo. Lá estarei, a aplaudir.

Depois deste profundo golpe para a minha sanidade mental, naquela faculdade, a existência de trabalhos de grupos não ajuda nada. Tive dois grupos de trabalho, para fazer uma data de trabalhos de grupo: um grupo era apenas para um trabalho e, nesse, correu bem (eu e uma colega fizemos tudo) e, no outro grupo onde havia vários trabalhos de grupo, a malta supostamente era bacana e boa onda...

No início o grupo funcionava muito bem. As reuniões de preparação corriam bem, a divisão de tarefas estava justa, e havia um bom ambiente de trabalho. Visto que começamos com muita antecedência, começamos devagar mas, de repente, comecei a ter que me dedicar muito ao tal trabalho que tive que o fazer apenas com uma outra colega e, as minhas "obrigações" atrasaram-se, mas estava tudo dentro dos prazos. Contudo, os prazos foram adietados e eu... não soube de nada.

De repente, eu e a rapariga com quem fiz o tal trabalho de grupo, estávamos a ser surpreendidos (ela também estava neste grupo, e fazíamos parelha [que até correu lol]): tínhamos 24 horas para fazer a nossa parte do trabalho. Juntamos-nos, e fizemos no único dia que tínhamos. De tudo, apenas tinha surgido uma dúvida mas, como ninguém do grupo atendia as nossas chamadas e já se fazia tarde, ela foi para casa e eu tinha que fazer. Avisei esta minha colega que ia desligar o meu telemóvel, por motivos que lhe transmiti e ela, concordou. Assim foi.

Quando liguei o telemóvel, de madrugada, tinha inúmeras chamadas não atendidas, SMS's com ultimatos, mensagens de voz... Enfim, tinha acontecido um terramoto e eu não sabia de nada. Pelo que parece, o grupo não gostou de eu ter desligado o telemóvel no dia em que deveria entregar a minha parte do trabalho. A minha colega avisou-os mas eles não quiseram saber. As SMS's eram desagradáveis, as mensagens de voz também... enfim, uma falta de educação atroz! Vi que a tal minha colega mandou-me um e-mail a dar-me indicações de algo que precisa que eu fizesse - não fui para a cama, sem antes acabar e enviar-lhe o que me tinha pedido.

No dia seguinte, eu e a minha colega tentávamos ligar para eles (restante grupo), mas não nos atendiam... A minha colega contou-me que, segundo o grupo, tudo o que tínhamos feito no dia anterior estava errado. Tudo. Ficamos ambos sem perceber o motivo, até porque contactamos outros colegas de turma e eles tinham feito da mesma maneira... Era o último dia para entregar o trabalho, e não sabíamos o que se passava. A cabecilha do grupo, atendeu-me uma das dezenas chamadas que fiz, a dizer-me coisas que fariam corar qualquer asneirento como eu, não deu tempo para dizer o que quer que fosse, e desligou-me o telefone na cara. Boa, aconteceu o que nunca pode acontecer: perder-se a noção do que é o profissionalismo, a educação, e o companheirismo. Sem jogo de cintura.
Contei à tal colega e, ficamos ambos a achar que iríamos ter os nossos nomes fora do trabalho.

Passado uns dias, era dia de apresentação do trabalho. Todo o grupo compareceu, olhávamos com uma cara terrível uns para os outros (não nos tínhamos visto desde a confusão toda). Resolvemos sair da sala e conversar. A tal minha colega e outra gaja, começaram a gritar uma com a outra. A cabecilha do grupo pediu-me se podia conversar com ela em particular - acedi, naturalmente. Fomos conversar para as escadas. Justificou-se, sem nunca pedir desculpas. Eu mostrei que a entendia, sem nunca mostrar que o que me tinha dito teria caído em saco roto. Concordamos que iríamos fazer os restantes trabalhos que já tínhamos acordado e que, a tal colega com quem trabalhei, ia ser expulsa do grupo, porque não tinha razões para falar; eu disse que era contra, mas se o grupo achava isso, deveriam ter as suas razões, mas que gostaria de frisar que era contra a sua expulsão.

Voltamos para o grupo, onde os ânimos estavam diferentes (depois soube que o professor tinha vindo à porta manda-las calar [imaginem a gritaria!!]). Ficamos bem, e até voluntariei-me para apresentar parte do trabalho, mas depois chegou-se à conclusão que não seria necessário. Entramos na sala e ficamos a aguardar pela vez em que seriamos chamados. Por sorte (ou seria o destino?), fomos o último grupo. O professor fez a chamada e não constava lá o meu nome, onde fiz questão de dizer que estava lá presente. Leu novamente os nomes que estavam no trabalho e não estava lá o meu nome. Calei-me. Toda a turma a assistir e a perceber o que estava ali a acontecer: o meu grupo, não tinha posto o meu nome no trabalho. Aí percebi o motivo da minha colega "não ter razões de queixa" - o nome dela estava no trabalho, e o meu não. Apresentaram o trabalho, e a aula acabou.

Fui ter com o grupo e perguntei se iam ter com o professor, para falarem sobre o que aconteceu e para porem o meu nome no trabalho! Depois de estrebucharam, lá foram de mansinho ter com o homem e, claro, alguns alunos na turma estavam na sala a engonhar, porque sabiam que ia haver fight. O professor recusou acrescentar o meu nome. Disse que as pessoas têm de ser adultas e responsáveis pelos seus actos e, se o grupo, enviou o trabalho sem o nome de um elemento e, no corpo do e-mail, fizeram questão de afirmar que o nome de um colega não constava, ele agora não ia fazer o contrário. Não havia nada a fazer. Chumbei à cadeira. Ainda por cima era a única de contas e eu, odeio contas.

A turma não gostou do que se passou. Tive alguns grupos que, simpaticamente, mostraram interesse em começar a fazer trabalhos comigo e, todos perceberam (excepto o meu grupo), que não é por uma andorinha que já é Primavera. Não se tira o nome das outras pessoas, em trabalhos de grupo (e nem foram capazes de dizer-me na cara). Eu fiz um trabalho inteiro, com a tal colega, e não fizemos nada disso. O que pudemos fazer? Bom, não há próxima oportunidade mas não prejudicamos ninguém... e gratuitamente! E (bem feito!!), a nota que tiveram no trabalho foi... horrível!!!!

Os restantes trabalhos que fiz com o grupo, já actuei de forma diferente. Assim que era para fazer alguma coisa, eu fazia. Se havia alguém que estava atrasado, eu ajudava. Eu estava em todo o lado. Assim que enviavam um e-mail, eu respondia em poucas horas e já com aquela tarefa feita. Não tinham nada por apontar. Fiz questão. Fiz o meu, e o dos outros, e andava em cima de tudo.

Agora acabou. Eles são meus colegas, respeito-os. Cumprimento-os e pronto, mais nada. Não voltarei a fazer trabalhos de grupo e, eles, acho que terão dificuldade em encontrar colegas novos. O que se passou foi demasiado grave e revela muito daquilo que as pessoas são: egoístas, más, solitárias.

O que aconteceu no final do ano passado, fez-me lembrar o que já tinha-me acontecido e prova, lá está, aquilo que dizia. No 1º Semestre, do meu curso anterior, tinha colegas que tratavam-me mal. No 2º Semestre, vi colegas a revelarem-se por 5 segundos de fama. Há pessoas assim. Não posso fazer nada. Há pessoas que não prestam e, lamentavelmente, vão cruzar-se nas nossas vidas. Temos de ter jogo de cintura suficiente para elas mas, na devida conta, peso, e medida. O que é de mais, enjoa.

E, eu, quero permanecer humano.




Beijinhos e portem-se mal!! ;)