Em Setembro: lê as entrevistas EXCLUSIVAS aos realizadores Miguel Gonçalves Mendes, Gonçalo Almeida e ainda ao Director do MOTELX Pedro Souto! =D

terça-feira, 9 de outubro de 2018

3º dia MOTELX '18

Olá Olá!

Hoje falarei sobre os 4 filmes que vi dia 6 de Setembro, no 3º dia da 12.ª edição do MOTELX.
Depois de uma Sessão de Abertura, e de um 2º dia de Festival intenso... um 3º dia com 4 filmes! lol
Hagazussa, foi eleito o melhor filme, entre oito longas em competição
Antes de mais, vejam o vídeo em relação ao dia 6 de Setembro - 3º dia de MOTELX 2018!


Às 14h10, na sala Manoel de Oliveira, vi o filme Cutterhead (Dinamarca, 2018). 

Sinopse: Rie é uma coordenadora de relações públicas que visita a tuneladora que opera na construção do metro de Copenhaga, com vista a promover a imagem da co-operação europeia. Quando se dá um acidente, vê-se forçada a refugia-se num compartimento pressurizado, com os trabalhadores Ivo, da Croácia, e Bharan, da Eritreia. Os três vão depender uns dos outros para sobreviver ao calor, pressão e lama, tendo de confrontar diferentes visões do mundo e reavaliarem as suas vidas. 
E este foi o bilhete que deu acesso ao filme Cutterhead
A curta, Two Puddles (Reino Unido, 2018), antecedeu ao filme. Esta curta de 6 minutos, é sobre duas poças... não há nada a dizer, a não ser que se trata de uma curta confusa e que... prontos é isso.

Xenofobia e Racismo: e quando temos que escolher entre quem vive, tendo diferentes países de origem? É uma boa reflexão sobre o puritanismo em que vive o mundo, no que diz respeito aos não-europeus. Este é um daqueles filmes tipo Under the Shadow ou K-Shop, onde há uma clara e explicita crítica aos tempos modernos (ou melhor, pós-modernos). Faz-me lembrar aquele anúncio proibido da União Europeia, onde punha-se o dedo na ferida... Em relação ao filme propriamente dito: a ideia não é própria nova, mas o final (tal como o meio) é verdadeiramente tocante... É um bom filme! Vejam! =)




Às 16h15, na sala Manoel de Oliveira, vi o filme Don’t Leave Home (EUA, 2018).

Sinopse: Após ter dado a conhecer a sua nova exposição de escultura em torno de lendas urbanas irlandesas, a artista Melanie Thomas é contactada pelo padre Alistair Burke, um solitário clérigo irlandês que, segundo reza a lenda, pintou o retrato de uma menina que mais tarde desapareceu no mesmo dia em que a sua imagem se apagou misteriosamente do quadro. Agora, convocada por Burke e a sua assistente para uma encomenda artística especial a ser desenvolvida na paisagem rural da Irlanda, Melanie aceita a oferta, sem nunca pensar que algumas lendas urbanas possam ser reais.
E este foi o bilhete que deu acesso ao filme Don't Leave Home
A curta, Coyote (Suiça, 2018), antecedeu ao filme. Esta curta de 10 minutos, apesar de terror, é muito gira... o facto de ser em desenhos-animados, confere-lhe uma áurea perfeita! Vejam, vão gostar!

Um filme que prometia muito, mas que não deu nada. Boas interpretações, boa fotografia, bom som... a estória vai avançando e estamos sempre à espera de algo que, acaba, por não acontecer. Acabo por recomendar o filme, não pelo argumento, mas pela componente técnica ali presente. Gostei muito da prestação da Helena Bereen (personagem Shelly). Permite-nos ainda a uma reflexão pessoal, vale tudo n'A Arte? Por uma instalação artística, e por dinheiro, é permitido fazer tudo? Quais os limites?




Às 18h25, na sala Manoel de Oliveira, vi o filme Hagazussa: A Heathen’s Curse (Alemanha/Áustria, 2017).

Sinopse: O Inverno frio estende-se pelos Alpes do século XV. Uma jovem pastora vive com a sua mãe numa cabana no meio dos bosques. Quando, certo dia, a mãe adoece misteriosamente e morre, Albrun fica sozinha e profundamente traumatizada. 20 anos passam e, já depois de se tornar ela própria mãe, Albrun começa a pressentir uma presença negra na floresta. Numa espécie de delírio psicótico, as fronteiras entre a realidade e o pesadelo começam a fundir-se, à medida que ela é novamente confrontada com a morte da sua mãe e o mal que existe dentro de si mesma.
E este foi o bilhete que deu acesso ao filme Hagazussa
A curta, Calipso (Portugal, 2018), antecedeu ao filme. Esta curta de 15 minutos, revela o casal Bruno (Pedro Laginha) e Sandra (Adriana Moniz), no meio de uma calamidade... dentro de portas! É uma boa estória, onde as interpretações destes dois actores, é a chave para o sucesso deste projeto!

Este filme é muito, mas mesmo muito bom! É louco, mas é bom! Não era a minha aposta para vencer o Prémio MOTELX de Melhor Longa mas, fico tranquilo por estarmos bem representados na Competição Europeia. Agora, falando sobre o dito cujo: é um argumento duro, inteligente, capaz, bem construído... é a prova que, quando se tem vontade, faz-se algo incrível. Fotografia excelente! Interpretações que desempenharem eficazmente a função. Houve várias cenas magnânimes, estaria a ser injusto, realçar apenas algumas. Estou certo que esta longa ficará nos anais do Cinema de Terror!




Às 21h20, na sala Manoel de Oliveira, vi o filme Ghostland (França/Canadá, 2018).

Sinopse: Depois da morte da sua tia, Colleen e as filhas herdam a sua casa. Durante a primeira noite passada no novo lar, intrusos entram pela casa adentro, obrigando Colleen a lutar pela vida das suas filhas. Depois dessa noite, tudo muda. A filha mais velha, Beth, torna-se uma consagrada autora de literatura de terror, já a sua irmã, Vera, vai perdendo a sanidade e vive em constante paranóia. Dezasseis anos depois, mãe e filhas reúnem-se na casa onde Colleen e Vera continuam a viver. É nesse momento que começam a acontecer incidentes estranhos.
E este foi o bilhete que deu acesso ao filme Ghostland
A curta, Moscatro (Portugal, 2018), antecedeu ao filme. Esta curta de 12 minutos, conta com Soraia Chaves no principal papel e, esse facto, é o que eleva esta curta a um produto para o grande-público.

Fui ver este filme com tantooooo medo! Medo de quê? De apanhar uma banhada! Quando um filme, com este nível de produção, apresenta-se com a mega estrela francesa, Mylène Farmer, é de suspeitar ser uma tremenda merda. Estava tão enganado! É um filme com uma mega produção, à semelhança de Cold Skin, mas com um resultado muitíssimo mais eficaz! Mylène Farmer, tem um desempenho eficaz na trama, e aparece apenas onde é mesmo necessária. Em relação às suas filhas (as actrizes Crystal Reed e Anastasia Phillips), são o grande motor da estória, com interpretações muito boas! Graças a estas últimas, conseguimos embarcar nos seus pensamentos e desejos. O final do filme é agridoce, mas consegui gostar. Como agiríamos, caso fossemos sequestrados? Reflitamos!




Beijinhos e portem-se mal!! ;)

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