Neste mês do Orgulho Gay, revelei NOVIDADES com 2 novas Parcerias com instituições LGBT's portuguesas! =D

domingo, 31 de agosto de 2014

Amo-te, apesar de te odiar.

Amo-te, apesar de te odiar.

Sei que não irás ler isto. Sei que tens outro. Sei que te ris de mim. Sei que és tu que me ligas em Anónimo e nada falas. Sei que me prejudicas-te. Sei que ainda estás a tentar prejudicares-me. Sei que mantens o teu anonimato no trabalho e na família. Sei que me traíste em todas as direcções. Sei que a tua ambição foi mais alta que a tua paixão. Sei que me anulaste. Sei que te julgas invencível. Sei de tudo isso.

Mas amo-te.

Penso para mim mesmo que já te ultrapassei. Penso que já conseguirei ter outra relação. Penso que já fiz todo o luto. Penso que já não me afectas. Penso que todo o amor que tinha por ti se transformou em ódio. Penso que és uma parte da minha vida que não tem volta... Mas amo-te.

Quem diria que me iria apaixonar e ter uma relação com um leitor deste blogue? Quem diria que me iria apaixonar pelo gajo mais feio que tinha conhecido? Quem diria que iria amar um tipo com barriga? Quem diria que iria amar um homem presunçoso e homofóbico? Quem diria que iria amar alguém que não olha a meios para atingir os fins? Quem diria que poderia confiar em alguém que sempre ocultou o seu passado? Quem diria que iria confiar em alguém que não conheci a sua família e quaisquer amigos, todos os meus que amava.

Isto chama-se Amor.

Odeio-te. Odeio-te por tudo. Odeio-te. Foste a pessoa em que eu mais confiava. Confiei-te tudo. Confiei-te a minha vida. Confiei-te a minha intimidade. Confiei-te o meu coração. Confiei-te a minha alegria. Confiei-te o meu quotidiano. Confiei cegamente no meu Amor.

Amava-te mais do que tudo.

Fiz tudo por ti. Abdiquei da minha vida por ti. Abdiquei dos meus amigos por ti. Abdiquei dos meus estudos por ti. Fazia da minha vida consoante o que tu querias. Tu eras o meu Rei. Tu eras o meu herói. Tu eras o meu Amor. Tu eras tudo para mim.

Isto chama-se Amor.

Não te consigo ultrapassar. Os homens que conheço, são comparados a ti. O teu sentido de humor. A tua ternura. A tua inteligência. O teu pragmatismo. O teu sorriso. Sim, o teu sorriso. O teu sorriso era o que provavelmente me fez apaixonar por ti. Os teus lábios. Os teus dentes. O teu sorriso. Aquele sorriso que só tu tinhas. Sim. Sim, foi isso que me fez apaixonar por ti. O teu sorriso... Mas amo-te.

Como posso amar alguém que me fez tão mal?  Como posso pensar em alguém que me traiu tão rudemente e cruelmente? Como posso sentir falta dos seus abraços? Como posso sentir falta de irmos à Starbucks aos sábados à tarde? Como posso sentir falta de cozinhar contigo? Como sinto falta da tua SMS a combinar a hora que me vinhas buscar? Como posso sentir falta da tua chamada só a dizeres que me amavas? Como é que ainda te ligo na esperança de ouvir a tua voz, mas o teu telemóvel indica estar desligado?

Mas amo-te.

O futuro quer acolher-me de braços abertos. Sou jovem. Sou saudável. Sou giro. Sou afectuoso. Tenho tudo para ser feliz. Sou inteligente. Sou lutador. Sou assim, como já me conheces. Sabes que te irei esquecer. Sabes que virá alguém conquistar-me. Sabes que sou teimoso. Sabes que digo a toda a gente que estou pronto para avançar com a minha vida. Sei que já dei passos na minha vida que tu não me irias deixar. Sei que me estou a tornar autónomo. Sinto-me preparado intimamente para outra pessoa. Sinto que sou capaz de confiar novamente em alguém mas...

Amo-te, apesar de te odiar.