Em 2019, este blog comemora, 10 anos de existência! Virá TANTA coisa boa! Jantares, Ofertas, Entrevistas, Eventos, conteúdos Exclusivos e... surpresas! =P

sexta-feira, 15 de março de 2019

Black Friday Nov'18

Olá Olá!!

Antes que comecem, digo-vos que isto não é o que parece! Já sei, vão-me dizer "Ah e tal, no ano passado disseste que este ano não haveria Black Friday e afinal...". E não há, o que vêem não existe!
Vejam as compras da Black Friday de 2015!
Explicando. Este ano, não fui à Black Friday. Porquê? Não vi nada de jeito. Aquilo pelo qual nutria algum afecto, não baixava assim tanto o preço. Aquilo que me fazia realmente falta... não era nada!
Vejam as compras da Black Friday de 2016!
Todavia, precisava de um kispo. Eu não sou aquele tipo de pessoa que, no Inverno, usa 30 camadas de roupa. Comigo é uma camisola, casaco e cachecol. Assim já precisava de um kispo novo e quente!
Vejam mais imagens no Instagram!
Deste modo, uma semana antes da Black Friday, fui à Zara comprar este corta-vento, 100% Poliéster, tamanho M. Custava 59,95€, mas como estava com um desconto qualquer, ficou por 49,95€! =D

Porque a Eurovisão também serve para reflectir. França, no ano passado, fez-nos um alerta!!!




Beijinhos e portem-se mal!! ;)

terça-feira, 12 de março de 2019

Palácio Palmela 2/10

Boas!

Hoje continuo a mostrar-vos o Palácio Palmela. Tal como mencionei no texto anterior, onde apresentei esta rubrica unicamente com imagens extra-exclusivas, ao longo de 10 publicações, mostrar-vos-ei tudo deste edifício onde, actualmente, funciona a Procuradoria-Geral da República. Uhhhhh! xD
Procuradoria-Geral da República. Vejam mais no Instagram!
As estátuas da porta principal, representam A Força Moral e O Trabalho. São da autoria de A. Calmels, professor de escultura da duquesa D. Maria Luísa de Palmela, e datam do final do século XIX.
Lateral e traseiras do Palácio Palmela. Vejam mais no Instagram!
Tenho tanto por mostrar-vos, que nem sabia por onde começar! Tenho centenas de imagens, onde registei aspectos banais e peculiares todavia, disso tudo, há que fazer uma escolha que não é fácil!
No edifício ao lado, o da fotografia, vivem as novas gerações da Família Palmela!
Depois de seleccionar as imagens (nem todas ficaram boas), tive que as dividir e agrupei-as, de forma a fazerem sentido. Infelizmente, não posso usar todas, se não haveria uns 20 textos sobre este local!
O elevador exterior do Palácio. Vejam mais no Instagram!
Assim, para hoje, começo por mostrar-vos a fachada do Palácio. Todos nós conhecemos a porta principal do edifício mas, as suas laterais e traseira, já não é tão comuns conseguirmos ver. =/
Pormenor das traseiras do edificado. Vejam mais no Instagram!
Há que dizer, que esperada encontrar as paredes exteriores, piores do que aquilo que encontrei. É evidente que precisavam de uma limpeza à pressão (e dinheiro?) mas, estão muito bem conservadas!
Lateral da Procuradoria-Geral da República, onde encontra-se o jardim.
Porque o fado também são os clássicos, eis Barco Negro, interpretado por Mariza. Fado é Amor.




Beijinhos e portem-se mal!! ;)

sexta-feira, 8 de março de 2019

A Mulher, Hoje

Boa noite.

Hoje é Dia Internacional da Mulher. Infelizmente, este dia é necessário. Ontem, em Portugal, assinalou-se pela primeira vez, o Dia Nacional contra a Violência Doméstica. Lá está, infelizmente esse também é necessário. A mulher é mais do que vítima de uma Sociedade, é a protagonista!
Em destaque, Ana Nunes de Almeida... a melhor convidada!
Este ano, também faz 10 anos de existência, a Fundação Francisco Manuel dos Santos. Parece que este ano é comemorativo para muita gente... recordo que este espaço também já comemorou os seus  10 anos de existência, divulgando um programa ímpar, a ser revelado ao longo deste ano!
Sua Excelência, O Presidente da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa
Quando soube que a FFMS ia fazer uma conferência sobre "A Mulher Portuguesa, Hoje", tive que inscrever-me de imediato. Sinto que tenho muito que aprender. Por mais que leia, compre estudos, saiba de histórias reais, há sempre algo a aprender. Sobre este tema, há tanto por descobrir!
"A Mulher, Hoje"
Até agora, Portugal já enterrou uma dúzia de mulheres, devido à violência doméstica. Há mais mortes por este motivo? Claro, nem sempre é tão evidente para contar para estas estatísticas. Nos anos 80 e 90, houve imenso mas, o nosso país, insiste em não ter estatísticas oficias sobre esta problemática.
José Alberto Carvalho, moderador
A Barbie faz amanhã 60 anos. Christina Dalcher escreveu o "Vox". E o Neto de Moura, continua a ser o anti-Cristo cá do sítio. Precisamos é de valorizar a Mulher, e não esquecer todas as vítimas de actos cobardes. No Brasil, a Escola de samba Mangueira, venceu com uma homenagem a Marielle Franco.
Laura Sagnier, coordenadora do Estudo
Quando falamos de Direitos das Mulheres, falamos de Direitos Humanos. Quando falamos em sucesso no feminino, falamos em sucesso das sociedades. Quando falamos de paridade, falamos de avanços sociológicos. Quando falamos de Mulher, falamos de homens e das suas relações.
O que faz uma mulher muito feliz com o seu companheiro?
E uma das formas de igualdade, é as pessoas ganharem o mesmo: homens e mulheres. Essa evolução é essencial no combate à discriminação - tratar igual o que é igual. Um desses mecanismos, é pagar o mesmo a quem desempenha a mesma função. Parece simples, mas há um longo caminho!
José Alberto Carvalho, Laura Sagnier, Anália Torres, Ana Nunes de Almeida e Teresa Fragoso
Por isso fui a esta conferência. Queria saber bem! Fiquei mais esclarecido?... E se eu dizer-vos que fiquei com mais perguntas do que respostas?! A mulher, hoje, consegue ser mais do que a sua mãe alguma vez sonhou. Mas esta, mais que lute, não consegue ser aquilo que meritocraticamente seria.
Anália Torres, coordenadora do Estudo "Igualdade de Género ao Longo da Vida"
Bora começar? Bora! Não sou fã de todas as personalidades que passam por estas conferências todavia, sabe-me sempre bem, ouvir e até concordar, com quem aparentemente discordava. Esta é a parte boa da democracia: ouvir os outros, mesmo que não nos apeteça. Ganhamos tanto por isso!
Momento de fazer uma pausa nos trabalhos. Porque sobem a tela?
O melhor momento do Marcelo foi quando, o José Alberto Carvalho diz que o Presidente tem que se ir embora e, este, recusa-se e diz que fica. Aqui, até eu bati palmas! O seu discurso foi demasiado brando... precisa-se que o Presidente da República, mais do que selfies, perceba a realidade lusa!
Intervalo para Café. As portas abriram-se e apareceu... isto! #OMFG #chique
O que aprendi nesta tarde foi incrível! Uma das coisas mais curiosas, prendeu-se com o facto que as mulheres sem filhos demoravam menos de metade do tempo a responder ao questionário, que as outras, com filhos. Isto parece evidente, mas num estudo com quase 2500 inquiridas é obra!



O que a mulher portuguesa, dos 28 aos 34 anos, mais deseja num emprego ideal? As mulheres responderam: conseguir conciliar a vida profissional e a vida pessoal, e um ordenado que permita isso. Este resultado seria igual nos homens? Sinceramente, duvido. Infelizmente, duvido.
Samantha Power, Ghilda Fakhry (moderadora) e Freida Pinto
Agora, a grande surpresa. Imaginem só o que as mulheres que vivem com um homem e que trabalham... o que elas mais desejam do parceiro? Ajuda nas tarefas. Em casa, esta mulher, faz 72% do trabalho doméstico. Quando existem filhos, a situação é idêntica. Em Espanha, é o mesmo.
A criança não acreditava que o Presidente tinha o mesmo cabelo que ele...
O que mais contribui para a felicidade de uma mulher, quando esta olha para o seu parceiro? Por ordem "Partilha das tarefas domésticas", "Que a escute", "Que lhe dedique tempo", "Que seja carinhoso e atencioso" e, em quinto lugar "Partilha das tarefas em relação aos filhos". O que dizer?!
Foto no dia em que o Conselho de Segurança das Nações Unidas escolheu António Guterres
E elas, as mulheres que residem em Portugal, são felizes? Segundo o estudo, metade delas, sim. E o que as torna felizes? 1º os filhos, 2º os netos, 3º as amigas, 4º os amigos, 5º o companheiro/a e, por último, a sua mãe. O que as deixa menos felizes? O seu aspecto físico...! É preciso comentar?! =(
Samantha Power na linha da frente
Antes de passarmos ao painel internacional (que não tem vídeo online), importa deixar-vos o link deste estudo. Também devemos hoje recordar a Carolina Beatriz Ângelo (a primeira mulher a votar em Portugal) e ainda reflectir: de que forma é que a automação mudará o peso laboral da mulher?
Samantha Power com o seu filho Declan
Ghida Fakhry foi a moderadora do painel internacional. Quem é ela? Uma famosa jornalista com mais de 20 anos carreira, de origem libanesa, conhecida por ser moderadora em grandes conferências e debates internacionais, foi responsável do canal Al Jazeera, na época do 11 de Setembro de 2001.
#FreeThe20 conseguiu a libertação de 16 das 20 mulheres retratadas
Samantha Power é professora na Universidade de Harvard, e antiga embaixadora dos EUA nas Nações Unidas (durante 8 anos, no mandato Obama), no Conselho de Segurança, tendo começado em 2009. Foi jornalista e activista de direitos humanos. Nasceu na Irlanda, é casada, e tem dois filhos.
Rian, filha de Samantha Power
Freida Pinto é uma actriz laureada, e activista da "Girl Rising" (que é uma campanha global pela educação e empoderamento das jovens, tendo começado por um documentário) desde 2013. Nasceu e cresceu em Bombaim (Índia) e popularizou-se no filme "Quem quer ser Bilionário?".
Aula Magna, da Universidade de Lisboa, ouve atentamente Freida Pinto
Para Samantha, há 3 passos para mudar a situação: reconhecer a importância dos símbolos (deve haver mais mulheres nos cargos de liderança [tem como heroína Madeleine Albright]); ser mais proficiente, incentivar ao excesso de informação -  o"too much information?" é incentivado...
Samantha Power
... (falar sobre a deselegância e as dificuldades que se sente [exemplo, amamentar]) e; cuidar das outras mulheres (criação de grupos de apoio [ela teve o "Grupo das Quartas", onde participou Gloria Steinem]). Para ela, esta receita é fulcral das sociedades ocidentais, para que haja igualdade.
Freida Pinto
Para Freida, conhecedora da Drª Brené Brown (sessões no youtube), diz que tudo é mais simples, quando estamos com uma equipa que pensa da mesma maneira que nós. O governo indiano, lançou a campanha nacional chamada Save Girl Child. "É muito difícil mudar o que não se consegue medir."
Ainda houve tempo para conversar e responder a algumas perguntas da audiência
Por cada dólar que um homem ganha, uma mulher ainda ganha 79 cêntimos (pior se for mulher negra - 63 cêntimos; ou hispânica - 52 cintemos). Falou-se do movimento #MeToo, e das manifestações/problemáticas das mulheres e como ter acções concretas... tudo é possível!
Após 4 horas de Encontro, dá aquela vontade de mudar o mundo...
As mulheres constituem 70% dos pobres do mundo ou dois terços da população sem instrução.
Muitas mulheres, não têm a possibilidade de cargos de liderança nos seus países. Assim, para terminar, recomendo o incrível livro "Shakti Leadership" de Nilima Bhat e Raj Sisodia! =D


E também na Organização das Nações Unidas, comemora-se o Dia Internacional da Mulher.




Beijinhos e portem-se mal!! ;)

quarta-feira, 6 de março de 2019

Palácio Palmela 1/10

Olá Olá!

Fui ao Palácio Palmela! Ao longo de 10 publicações, irei revelar-vos imagens exclusivas deste local de dificílimo acesso! Porquê 10 publicações? Simples, para comemorar os 10 anos de existência deste sítio! Dificílimo aceso? Sim, quantos de vocês já lá foram ou conhecem alguém que lá esteve?! =P
Tecto da "sala chinesa", totalmente pintada em trompe-l'oeil. Vejam mais no Instagram!
Claro que, para além das imagens aqui publicadas, irei dar a minha opinião sobre o Palácio Palmela. Para além disso, irei acrescentar alguns factos históricos, sobre este local tão emblemático no país!
Gabinete do Vice-Procurador-Geral da República. Vejam o incrível tecto no Instagram!
Como quero mostrar-vos TUDO, ao longo de Março, Abril, Maio e Junho, irão conhecer os cantos à casa, da actual Procuradoria-Geral da República, agora com a chefia de Lucília Gago (go girl!!)! =D
"Diários do Governo", cliquem para ampliar. Vejam mais imagens no Instagram!
Durante estes quatro meses, esta será a rubrica especialíssima, sempre (ou quase sempre! lol) às terças-feiras, às 21h00. Tal como aconteceu no ano passado (miradouros), e há dois anos (veleiros)!
Gabinete de um alto responsável. Vejam o maravilhoso quadro no Instagram!
O que irão ver ao longo destas semanas? Tudo! Para além do gabinete de Lucília Gago, e vários quadros do MNAA cedidos à PGR há décadas, irão conhecer a Capela, o atelier, o salão de baile...!
Armário de madeira maciça, do tempo da família Palmela. Vejam mais imagens no Instagram!
Já me seguem no Instagram, certo?! Lá, existirão mais 6 imagens que não estão aqui! Vão lá, apreciem, e partilhem: aqui nada é meu, é nosso! Qualquer informação adicional, contactem-me!
Gabinete comum, cliquem para ampliar. Vejam mais imagens no Instagram!
Ao longo destes meses, marca-se 20 anos da morte de Amália Rodrigues. Assim, e porque gosto de fado, irei revelar-vos 10 boas interpretações, de jovens fadistas portugueses. Porque o fado é Amor!




Beijinhos e portem-se mal!! ;)

segunda-feira, 4 de março de 2019

Fetish Line Modus Vivendi

Boas!!!

Hoje apresento-vos a última colecção deste Outono-Inverno. Ao longo destes meses, apresentei-vos a Marine; as linhas Jock e Wolf; as colecções X-Lux e Festive; em Janeiro, a Bull e a High Tech; e no mês passado, a Otter e a Tiger. Hoje, é a vez de mostrar a décima colecção que é de prender o fôlego!
Saibam mais sobre estes boxers e estas cuecas
Entre meia centena de fotografias de alta resolução, com muitíssimo bom gosto, apenas escolhi as seis melhores. Qual o critério? Revelar-vos todos os cenários desta mega produção, a variedade dos artigos da Modus Vivendi para esta época, as perspectivas do fotógrafo e ainda... os lindos modelos!
Saibam mais sobre estas cuecas
E começamos já por aí! Os modelos!! Eis os instagrams: do polícia, do tipo tatuado, e do outro!  Antes que me esqueça, já me seguem no Instagram, certo?! Lá, existirão mais 6 imagens que não estão aqui! Onde foi fotografada a sessão? Na antiga (e histórica!) Cadeia de Segóvia, em Espanha! =D
Saibam mais sobre estas cuecas
Todos nós temos um estilo de vida fetichista. Uns gostam de vestir bem. Outros, lerem bons livros. Mas todos nós temos algo em comum: somos candidatos ao prazer (há prazer em vestir, bem como em ler um bom livro)! Contudo, há muito mais do que isso: devemos explorar fantasias e a Luxúria!
Saibam mais sobre estas cuecas e estes boxers
Temos de sair da sombra, e celebrar a nossa sexualidade! Temos de aceitar quem nós somos, e abraçar o nosso Dark Side. Com esta linha, podem ir ao extremo, ao ficarem-se pela provocação... todavia, conseguem agora dar expressão aos jogos e prazer dentro (ou fora!) do quarto! Que esperas?
Saibam mais sobre estes boxers e estas cuecas
linha Fetish, é composta por cuecas e boxers (ambos em vários modelos), bem como algo especial! Está disponível nas cores mais comuns; amarelo, vermelho, azul e branco. Esta colecção, tem ainda o novo logotipo (MV). Estes artigos, são super confortáveis, e podem ser de uso diário ou desporto!
Saibam mais sobre as cuecas do moço da frente e do rapaz de trás!
Como prometido em Setembro, onde mostrei-vos como são os pacotes que chegam ao destino que escolhemos, quando fazemos a nossa encomenda, é a vez de revelar a sexta peça que...
Boxers pretos, tamanho M, linha Polkadot - verso
O que uma pessoa faz, com três tipos lindos, uma Prisão espanhola? Brincamos à "la cabra ciega"?...




Beijinhos e portem-se mal!! ;)

sexta-feira, 1 de março de 2019

Miguel Vale de Almeida

Olá!

Entrevistei Miguel Vale de Almeida. Quem é ele? O primeiro deputado português assumidamente gay. Porém, ele é muito mais do que isso! É pai, amigo, e professor. Interessa-se por antropologia, mas também dança e sabe hebraico. Mais do que um homem dos sete ofícios, ele é um lutador! Descubram o quase-arqueólogo que esteve no movimento anti-apartheid, nesta entrevista onde
falou-se de temas que nunca foram abordados publicamente! Aqui está o Miguel, tal como é. =)

Esta é a primeira de dez entrevistas a serem publicadas sempre a dia 1, entre Março e Dezembro de 2019! Porquê? Em Fevereiro, este blog comemorou 10 anos de existência e, uma das formas de marcar esta data, é continuar a fazer aquilo que sempre fiz: mostrar a vida, tal como ela é. Assim, a par de outras novidades a serem reveladas ao longo do ano, irão ser publicadas entrevistas onde há apenas uma premissa: serem histórias de vida incríveis. Mais informações? Consultem aqui.
Miguel Vale de Almeida
Por e-mail, entre os dias 25 e 27 de Fevereiro de 2019.

Adolescente Gay: Para quem não te conhece, como te descreves?
Miguel Vale de Almeida: Não me descrevo, nunca, é um exercício que não consigo fazer. Fico paralisado quando sites ou formulários pedem isso.

AG: Como foi a tua infância? Sempre viveste em Lisboa penso eu...
MVA: Cresci nos Açores, na ilha de Santa Maria, até aos 4 ou 5 anos. Passei pelo Porto um ano e depois, então sim, Lisboa. Tive a sorte de ter tido pai e mãe muito liberais para a época. Pode-se dizer que foi uma infância de classe média-alta lisboeta e com um cosmopolitismo algo raro nos anos 60 e 70. Fiz a primária num colégio feminino em que a diretora quis, clandestinamente para a lei da época, introduzir um pequeno grupo de rapazes. A partir do 5º ano andei no ensino público.

AG: Nessa altura, ou até mesmo na adolescência, o que querias ser? Médico, Advogado, Cientista...
MVA: Andava ali pelas fantasias de arqueologia, por exemplo, tudo o que implicasse exploração, viagem. Mas também imaginava ser pintor ou arquiteto, sempre desenhei muito.

AG: Viveste em Nova Iorque. Quais os momentos que guardas com maior carinho?
MVA: Vivi mais exatamente nos EUA (Baltimore, depois no estado de NY mas a 3 horas de carro da cidade de NY, e mais tarde passei largas temporadas em Boston e em Chicago). Tenho com os EUA uma relação semelhante à que tenho com Portugal (e, mais tarde, com o Brasil, onde vivi um ano e que frequentei muito): uma identificação com "casa" que, ao mesmo tempo, leva a enormes críticas. A intimidade é isso. É como uma relação. Só se gosta totalmente ou se odeia totalmente o que não se conhece e não nos afetou.

AG: Brasil, a sério? Conta-me tudo! Ainda para mais está a chegar o Carnaval, és uma pessoa de festividades?
MVA: O meu segundo trabalho de campo foi no sul da Bahia, sobre o movimento negro, tendo depois resultado num livro (ver site) que também tratou de questões pós-coloniais portuguesas. O Brasil é muito mais (e muito menos) do que Carnaval e embora goste muito de dançar, não, não sou muito "festivaleiro" no que diz respeito a coisas de massas, com muita gente.

AG: Quando surgiu a Antropologia?
MVA: Nos EUA. Vivi lá um ano, num programa de intercâmbio. Fiz lá o 12º ano. Quando regressei tive dificuldade em adaptar-me. Tinha passado o período da revolução, em que tinha estado envolvido mesmo muito jovem, mas no regresso já não queria as mesmas referências. Entrei em História, em Coimbra, e odiei o curso, o ambiente, a cidade. Transferi para Letras em Lisboa e odiei o curso e o ambiente. Voltei no verão seguinte aos EUA, para estar com a minha família adotiva. Ao ir à biblioteca acabei lendo "Letters from the field" de Margaret Mead e deu-se a epifania. Quando regressei descobri que tinha havia pouco aberto um curso de antropologia na Nova...

AG: O que nesse livro, deu-te a "volta à cabeça"?
MVA: Deu-me a dimensão pessoal da prática da antropologia: a viagem, a descoberta, a diversidade.

AG: Quais são as tuas maiores referências. Ou melhor: quais os teus ídolos?
MVA: Nunca fui muito dado a isso. Mas sempre me impressionou muito Mandela, talvez porque quando fui fazer o Mestrado aos EUA estive envolvido no movimento anti-apartheid na universidade. Mas sou MUITO pouco dado à "idolatria".

AG: És Licenciado, Mestre e Doutor em Antropologia. Ainda não estás cansado? Não te apetece, assim de repente, ires para a Contabilidade Financeira ou Danças Latinas?
MVA: Às vezes sim, inclusive começar tudo de novo, Belas Artes por exemplo. Mas tenho a felicidade de cruzar a academia com outras coisas, da opinião ao ativismo, e isso compensa-me. Até porque não sou de investir muito na "carreira".

AG: És professor no ISCTE [Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa] e, aí, tens inúmeras funções de relevo. Consideras que chegaste ao topo da tua carreira?
MVA: No sentido laboral, acho que sim, até porque é praticamente impossível chegar a catedrático, pois não abrem lugares. Mas gosto mais de ver a carreira no sentido científico e pedagógico, isto é, há sempre, sempre, coisas novas para fazer, descobrir e crescer.

AG: És um investigador. Tal como saberás, existe uma enorme precariedade na investigação e, há muitas pessoas com doutoramentos e pós-doutoramentos desempregadas. O que o Estado poderá fazer? Não é um desperdício, haver gente tão qualificada, não estar a trabalhar em prol do nosso país e/ou da ciência? 
MVA: Claro que é um desperdício. E um financiamento de outras ciências e países por Portugal. A universidade tem muito por onde crescer, precisamos de mais alunos e pessoas formadas. Naturalmente nem todas para serem investigadores, mas os que o forem devem ter um sistema suficientemente alargado e forte para nele encontrarem trabalho. E esse sistema será mais forte se a aposta no ensino superior também o for.

AG: Escreveste já imensas coisas diferentes. Sobre o que será a próxima publicação? 
MVA: Está para sair um livro sobre a pesquisa que fiz nos últimos anos em Israel.

AG: Podes contar mais alguma coisa sobre esse livro...? Por exemplo, quando sai? 
MVA: Não sei quando sai, espero resposta da editora. Resulta duma pesquisa sobre judeus na diáspora que acedem à cidadania israelita e os processos de pressão do estado de Israel para configurar todos os judeus como potenciais israelitas. Aborda as negociações identitárias e as mudanças na subjetividade que acontecem entre quem sai do seu país e vai viver para Israel por motivações sionistas que ou permanecem, ou se reforçam, ou são postas em causa.

AG: Sabes falar inúmeras línguas (o que eu te invejo!). Como isso aconteceu? Hebraico não é propriamente uma língua ensinada na escola...
MVA: Português é óbvio, claro. Depois o inglês funcionou desde cedo como minha língua, por ter ido para os EUA aos 16 anos - ficou incorporada. Falo bem francês, pois ainda apanhei o ensino obrigatório dessa língua e lia muita BD em francês em jovem. Aprendi espanhol em escola mesmo e passei uns meses em Barcelona (pesquisa para "A Chave do Armário"), tendo aproveitado para aprender catalão, com as pessoas e num curso. O hebraico é muito básico - fiz um curso de iniciação, mas no trabalho de campo em Israel os meus informantes eram brasileiros e na rua as pessoas não tinham paciência para o meu hebraico e mudavam para inglês.

AG: Viveste em Barcelona?! Como te posicionas, em relação a tudo o que acontece por lá, actualmente?
MVA: Acho o processo nacional catalão diferente de outros, no sentido em que não é (na maioria, claro, há também isso em setores mais à direita) exclusivista e chauvinista, mas sim muito ligado a uma crítica da Espanha monárquica e centralista que não soube limpar-se completamente do franquismo.

AG: Numa escala de 0 a 10, qual o teu actual nível de felicidade, sendo 0 "nada feliz" e 10 "felicíssimo"?
MVA: Ui. Acho que não se é feliz, vai-se sendo, e eu vou sendo, nestes quase 60 anos e hoje mesmo, um 8 e meio, como no filme do Felini.

AG: Porque motivo não é o nível imediatamente anterior, neste caso, 8?
MVA: Porque gosto de pontos de transição, são mais dinâmicos.

AG: Gostas de Federico Fellini? Qual é a tua relação com o cinema? Os Óscares deste ano, foram merecidos? 
MVA: Gosto de Fellini, sim. Mas de muito mais. Tenho uma relação normal com o cinema, não sou um conhecedor ou entusiasta, mas gosto do cinema como gosto da literatura: se for genuíno e resultante de trabalho sério, e isso tanto se aplica ao cinema artístico como ao comercial. Óscares: pena por Glen Close, merecia. De resto, um bocado indiferente.

AG: Tens um gato (lindo!) a viver contigo. Qual é a tua relação com os animais e, isso, vem de há muito? 
MVA: Não. Tive cães (que prefiro, mas não posso nem devo ter num apartamento e com uma vida fora de casa e com viagens) em criança e jovem em casa dos meus pais. Tive um gato já em minha casa mas só por um ano e pouco e foi já há 20 anos. Este é, de certo modo, o primeiro a sério. Não morro de amores filosóficos pelos animais, acho-os tão interessantes ou tão terríveis como as pessoas, depende da relação e dinâmica que se cria.

AG: Como foste parar à Assembleia da República? Aquilo não foi meio Hogwarts/awkward?
MVA: Foi, claro. Fui convidado para concorrer como independente nas listas do PS. Claramente era por causa da questão do casamento etc. Mas a vida quotidiana no parlamento pareceu-me infinitamente menos interessante do que a universidade.

AG: Menos interessante? Ficaste, de alguma forma desiludido, com a vida parlamentar? Ou, brincando: apetecia-te, por vezes, mandar o apagador à cabeça de alguém e não podias (ainda sou desse tempo!)???   
MVA: É desinteressante no sentido em que acontece muito pouco, tens pouca liberdade e iniciativa, o sistema partidário e dos grupos parlamentares é demasiado rígido, fechado e hierárquico. Em suma, pouca criatividade é possível ali.

AG: Imagina que amanhã, recebes o convite para seres Ministro. Escolhias que área e porquê?
MVA: Não sei se aceitaria, lol. Mas claramente ou uma área de Igualdade de Oportunidades, relacionada com todas as discriminações, ou eventualmente a Ciência.

AG: Como é que vês, a actual situação de Portugal, a todos os níveis: Saúde, Educação, Justiça, Cultura, Infraestruturas... 
MVA: Não consigo responder a isso, a extensão seria inimaginável de grande. Mas, resumindo o mais importante: não há desculpa para um país de "1º mundo" e com os recursos que tem, ter níveis de desigualdade e exclusão tão absurdos.

AG: Consideras que os escândalos que vão aparecendo em relação aos políticos (desde a Assembleia da República, até à Câmara de Pedrogão Grande), trás consequências no momento do voto? Estamos diante uma possível catástrofe social?
MVA: Estamos num momento perigoso e delicado em que é preciso combater pela democracia e contra o populismo. E combater pela democracia é aprofundá-la.

AG: Aprofundar, mas como? A abstenção é altíssima...
MVA: A democracia não é o voto, é também a participação cívica. Começa na escola, com assembleias, eleições, tarefas para a comunidade, etc. E deve seguir por aí fora em todas as esferas da vida.

AG: Miguel, temos imensos turistas por todo o país. Aqui, em Lisboa, sentimo-lo bem. As rendas estão num valor insuportável. O Herman José, nos momentos que teve na Eurovisão, criticou este facto. Os turistas são bons para Portugal? Termos famosos a viver cá (Monica Bellucci, Christian Louboutin, Madonna...) influencia alguma coisa?
MVA: Claro que é bom, economicamente. Precisa é de ser controlado de modo a que a gentrificação não aumente a desigualdade social e de modo a que os espaços públicos sejam democráticos, de todos. Isso faz-se, por exemplo, alocando parte dos lucros do turismo diretamente para políticas sociais compensatórias dos seus efeitos mais negativos.

AG: Quais os aspectos positivos e negativos, dos movimentos agora existentes, tais como o "Me Too"? Podemos aqui falar de identitarismo?
MVA: Não. São movimentos muito importantes. O que me preocupa são as reações, essas sim. O efeito da hegemonia é tão grande que até se vê pessoas progressistas a dizerem "se calhar é melhor não exagerarmos, porque criamos anticorpors". Sempre que há avanços e demandas, há "backlash", até que as coisas encontrem um novo equilíbrio, idealmente num patamar de igualdade e reconhecimento superior.

AG: Hmm... Então reconheces a existência de uma exagero no movimento "Me Too"? É uma espécie de New Social Movements
MVA: Falar de exageros quanto o Me Too parece-me demasiado próximo das acusações de exagero, histeria, etc, normalmente feitas pelo machismo às mulheres e LGBT. Os casos aparentemente "exagerados" não o são mais do que em outras campanhas, movimentos, ideologias políticas etc. Acho perfeitamente aceitável pagar esse preço, por comparação com a história profunda, constante e terrível do abuso.

AG: Na Venezuela continuamos com Maduro, em França continuam os Coletes Amarelos, o Vaticano reúne-se para falar sobre os abusos sexuais, em Espanha não se entendem, Trump e Bolsonaro tornaram-se amigos, na Índia temos uma força que impulsiona mudanças e, no centro/leste da Europa temos novos partidos. O que te apraz dizer sobre o que hoje acontece no Mundo? 
MVA: Acho que é um movimento generalizado de populismo gerado pelas desigualdades da globalização e pela dificuldade das democracias responderem a isso, precisamente porque pouco se decide ao nível nacional. Não creio que se ultrapasse isto sem inventar formas de regulação e distribuição globais ou regionais, mas a democracia liberal que temos, vinda ainda do século 19, foi feita para estados-nação e economias nacionais....

AG: És então a favor do Rendimento Básico Universal? 
MVA: Não sei se sou, os argumentos a favor e contra são ambos sólidos. Teria de refletir sobre isso.

AG: És uma das pessoas que votou na Assembleia da Republica, a favor do casamento entre as pessoas do mesmo sexo. Tens noção do impacto que essa lei tem na vida de muitos de nós? Qual foi a sensação, quando percebeste que a lei ia ser aprovada? Tens orgulho no que fizeste?
MVA: Tenho orgulho, naturalmente, em ter tido o papel que tive. Fiquei também frustrado por causa das pressões de setores conservadores do PS que recusaram incluir a adoção à época (era a intenção inicial).

AG: Como é que tu, um deputado independente nas Listas do PS, conseguiste lidar com essas pressões? Não te sentiste "enganado" visto que, afinal, o que ia ser aprovado não era bem aquilo que se previa?
MVA: A política é assim mesmo, interesses diferentes em negociação. Às vezes ganham uns setores, outras ganham outros, mas "vai-se fazendo".

AG: Alguma vez foste discriminando, pelo facto de assumires a tua orientação sexual? Vou mais longe: actualmente, és discriminado?
MVA: Costumava responder que não, mas já não o faço. É verdade que tenho privilégios compensatórios: o da masculinidade, o de ser branco, o capital cultural e a classe social. Mas quando deixei de achar que a discriminação se media apenas nas relações face a face e comecei a perceber os mecanismos subtis, mudou de figura. Muitos casos de homofobia pelas costas, de coisas para que nãos e é convidado ou se é preterido, etc. Quando se ganham os instrumentos para perceber isso, começa-se a ver, às vezes retrospetivamente....

AG: Foste o 1º deputado assumidamente gay em Portugal. Enquanto desempenhaste essa função, enquanto parlamentar, sentiste que foste vítima de homofobia?
MVA: Claro, isso surgia muito em redes sociais, em crónicas de opinião, ou mesmo no parlamento nas bocas que se entreouviam deste ou daquele.

AG: Existe o chamado lobby gay?
MVA: Não. É que não existe mesmo. Não no sentido que o reacionarismo lhe dá, convocando imaginários de seita, típicos de teorias da conspiração. Poderia existir, sim - mas nem sequer existe - um lobby no sentido normal de grupo de pressão, transparente e organizado. Digamos que os movimentos e associações são isso, e ainda bem.

AG: Achas que deveria existir o lobby gay em Portugal, nesses moldes - grupo de pressão, transparente e organizado - um pouco à semelhança no que acontece na América?
MVA: Sim, acho que seria melhor. De certa maneira as associações fazem esse papel, quando pedem para ser ouvidas no parlamento ou órgãos de governo, ou quando são chamadas para órgãos de consulta.

AG: O que me dizes a respeito do Mundo Gay? Aliás, há algum Mundo Gay? Quando penso nisto, só me vem à cabeça unicórnios que deixam rasto a arco-íris, taças de chocapic, daddys musculados a olharem-me com desejo, e uma praia de água transparente, onde cantam em dueto Tina Turner e Cher. Estarei muito longe da realidade?...
MVA: Existirá para quem o concebe e o designa como tal. Para mim, não existe tal coisa, a não ser em certas esferas e fases da vida. Quando não circulas em locais de diversão ou em redes exclusivamente ou sobretudo lgbt, não existe. Claro que podes recorrer a sítios e atividades marcadas como gay e aí, sim, tens um "mundo" - e ainda bem que é possível.

AG: Agora vamos lá ser sinceros um com o outro: em Portugal, há homofobia. O que eu, tu, e quem nos lê, podemos fazer para que tal deixe de existir? Chegaremos aí algum dia?
MVA: A homofobia combate-se de duas formas: denunciando e recorrendo aos mecanismos legais previstos, o que é a reação imediata; e assegurando educação contra a homofobia a todos os níveis, da educação às instituições, o que é a reação a longo prazo.

AG: Como sentes o futuro? O que desejas para ti próprio?
MVA: Continuar sempre a descobrir coisas, a aprender; ver o máximo possível a minha filha a crescer. De resto, nada, de facto...

AG: Que características é que os outros vêem em ti, e não és capaz de as reconhecer?
MVA: Agora já as reconheço, fiz um esforço, lol. Isolo-me muito e não socializo o suficiente, às vezes não "oiço" o que dizem...

AG: Ahahahah! És teimoso! Que coisas boas é que essa obstinação te trouxe?
MVA: Sou muito independente da opinião alheia em geral (a não ser de quem estimo e me é muito próximo), sigo sempre em frente com o que parece ser alguma ingenuidade, estou-me nas tintas para o controlo social da moda, do parece bem, do parece mal, etc. É mesmo assim, e acontece de forma automática/natural, não como rebeldia propositada.

AG: Continua a fazer sentido, existir figuras públicas assumirem-se como homossexuais? Isso é importante?
MVA: Totalmente. O armário em Portugal é gigantesco, os avanços legais não reverteram em exposição e à vontade (a não ser entre alguma juventude, com destaque para as raparigas).

AG: Qual a relevância, nos dias de hoje, a existência de plataformas como a minha, nesta Era tão volátil?
MVA: Sempre relevante. Quanto mais vozes, melhor, que o silêncio e a ocultação são as grandes armas da homofobia.

AG: Vamos supor que existe, em Portugal ou em qualquer parte do mundo, uma pessoa que está com medo de ser quem é - homossexual. De que forma poderás ajudar essa pessoa? O que lhe dirias?
MVA: Procurar outras pessoas LGBT, comunidades, grupos. Nada como "famílias de escolha" e apoios concretos. Esse é o começo de tudo.

AG: Que mensagem gostarias de deixar a todos os leitores, que estão a ler esta entrevista? Recordo que o blog "Adolescente Gay", comemorou 10 anos de existência no passado dia 7 de Fevereiro.
MVA: Que o armário é uma sepultura.


Caso queiram falar comigo, também estou sempre disponível.
E-mail - adolescentegay92@gmail.com

Os Communards, marcaram a geração do Miguel e, por isso, escolheu-os para o final desta conversa!




Beijinhos e portem-se mal!! ;)

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Guaidó, no es el camino

Boa noite.

O mundo ando louco. Aqui, discute-se Moções de Censura sem nexo; a Esquerda (em qual votei), desilude-me; e a comunicação social portuguesa, insiste em fazer day time, em qualquer hora do dia.
Fonte: Reuters
Hoje falarei de tudo o que se anda aí a passar. Não confio na imprensa portuguesa portanto, tenho de manter-me informando, perante fontes que considero "fidedignas". Hoje, falarei de Guaidó, Brasil, EUA, China, Vaticano, Espanha, Portugal... Serei o único a ver que isto vai dar muito mau resultado?

Estamos a 1 mês do Brexit (29 de Março). Isto é importantíssimo, mas insistimos em não dar valor... virá aí um novo New Deal, onde Itália e os Coletes Amarelos deixam de ser importantes. A saída do Reino Unido, fará abalar a estrutura mais funda do Projecto Europeu. As réplicas, fazem-se sentir.

Começo pela Europa. Devemos estar atentos aos sinais - eles são por demais evidentes. Bulgária está um barril de pólvora: ao mesmo tempo que há denuncias de miséria absoluta, por parte de trabalhadores, há manifestações de Extrema-Direita a ocorrer... coincidências? Ali ao lado, na Sérvia, há manifestações contra o presidente, acusando-o de despotismo. Na Albânia, exige-se a demissão do Governo. Em França, há manifestações contra o antissemitismo... Já nos esquecemos da Guerra?! =(



Este vídeo é simbólico. As pessoas estão fartas. As pessoas estão revoltadas. As pessoas exigem a mudança. O desespero, faz acreditar em soluções não confiáveis. O Vaticano, estes dias, esforça-se por mostrar que está a mudar, mas será o suficiente? Os abusos sexuais no clero, chocam o Mundo!

Em relação à China, serei breve. Venho trazer-vos duas notícias preocupantes. Primeiramente, a China diz que também merece ter uma "vida boa", e que, em 2050, quase um terço da população chinesa terá mais de 65 anos. Este país, será ultrapassado pela Índia, em relação à natalidade.

Os analistas prevêem uma nova recessão europeia e, o país que mais sinais dá, é a Alemanha. O PS errou, ao pôr como cabeça de lista para às Europeias, o agora ex-ministro do Planeamento e das Infraestruturas (Pedro Marques). Durante estes anos, nada fez em relação ao estado decrépito das nossas infraestruturas e, poucas semanas antes do seu anuncio, põe-se a fazer promessas e a aparecer na televisão (com o meu voto, o PS não conta!). Já nos esquecemos do maior incêndio do país?



Presidente da República, como sempre, quer dar-se bem com toda a gente. Após o parecer da PGR sobre a Greve dos Enfermeiros, este diz que apenas pronunciar-se-á após decisão do Supremo Tribunal Administrativo. Mais uma lei para a igualdade, desta vez, salarial (o #MeToo no governo).

Em Espanha, em 4 anos, já houve 3 eleições legislativas. Daqui a 2 meses (28 de Abril), haverá um novo governo, que terá que lidar com a fragmentação do país, tudo devido à Catalunha. O partido Vox (de extrema-direita), e mais outros dois partidos de direita (mais à direita que os partidos de direita em Portugal), dificilmente entender-se-ão todavia, prevê-se que estes farão uma "geringonça de direita". Deste modo, e em pouco por toda a Europa, os partidos clássicos do século XX, estão a desaparecer, e ao mesmo tempo, há gente a dar dinheiro e a construir propaganda anti-Europa (de Direita). Espanha, ao contrário de Venezuela, tem 12 presos políticos que, enquanto negociava a sua libertação, Pedro Sánchez (entrevista completa), estava a querer aprovar o seu orçamento.

No Brasil, a idade da Reforma vai aumentar, o que fará aumentar as desigualdades e, consequentemente, a miséria. Roberto Carlos, vestiu uma camisa rosa, em sinal de protesto com a ministra Damares Alves. E, Portugal foi o destino escolhido por Cleuzenir Barbosa, para esta fugir de Bolsonaro! Não podemos esquecer que os militares estão nas ruas, bem como todas as desigualdades!



Amanhã, será o grande dia - será o teste aos militares. Caso eles quebrem, Maduro cai. É uma acção simbólica. Espero, convictamente, que eles não quebrem. Espero que os militares de Maduro, consigam manter o país, dentro das ordens dos generais que, por sua vez, estão ao encontro da vontade do Presidente Legitimamente Eleito. Se me dão a escolher, entre um e outro, sou obrigado a recorrer à legitimidade jurídica, política, e diplomática - Maduro. Prefiro que haja um déspota-incompetente à frente de um país soberano, do que um líder-fantoche, nas mãos de um país terceiro (EUA). Guaidó, para fazer cair o Presidente Legitimamente Eleito, sob promessas de ser ele a liderar o país. Não. Não podemos trocar seis por meia-dúzia. Venezuela tem problemas, tal como todos os país, particularmente, países da América Latina - porque motivo dá-se tanta atenção a este particularmente? Guaidó, nem sabe quantos meses precisaria para marcar eleições.... pois! -,-

Vamos, analiticamente, olhar para Maduro. Na Venezuela, não há presos políticos. Espanha, deveria estar calada, ao referir-se à Venezuela. Ouvi na televisão, uma deputada da oposição venezuelana, dizer que "o exército passa as mesmas necessidades que nós" - que gargalhada dei! Os militares venezuelanos, recebem sacos cheios de dinheiro! Dinheiro do Maduro, ou de Trump? De ambos! Os militares irão sempre, para quem lhes der mais dinheiro! Como são pagos eles? Dólares! Como Maduro paga dólares aos militares? Simples, é Putin! Putin, envia aviões que descarregam milhões de dólares e, é graças à Rússia, que Venezuela não caí. Minto: enquanto Rússia e China quiserem, a Venezuela não cairá.

Rússia, é o novo centro do Mundo! É a Rússia que está nas negociações com os Talibãs no Afeganistão; é a Rússia que está a "tomar conta" do Médio Oriente"; a Rússia está na Crimeia e ninguém faz nada! Putin vai avisando... ele está atento e, dificilmente, deixará cair um ponto geo-estratégico na América Latina tão facilmente. Não devemos subestimar Putin e a máquina Russa! 



Nesta entrevista (minuto 18:25), o Presidente Legitimamente Eleito, afirma que lá residem 300 mil italianos, 300 mil portugueses e 300 mil espanhóis. Coitado, Maduro foi tão ingénuo. Todas estas pessoas, criaram relações e laços de consanguinidade, o que perfaz que haja o triplo, ao longo de todas as décadas. Algum destes países consegue, do dia para a noite, acolher 1 milhão de pessoas? O ministro dos negócios estrangeiros, Augusto Santos Silva, em vez de estar a piorar a situação diplomática, deveria era acautelar-se, em arranjar abrigo para toda essa gente. Nenhum destes países da Europa, quer de volta do seus compatriotas. O Conselho Português para a Paz e Cooperação, afirmou que Portugal está no lado do agressor. A Cruz Vermelha Internacional, não toma posição.

Trump, está a asfixiar a Venezuela, congelando todos os seus bens exteriores. Se vivia-se mal neste país, ficou na miséria total. A população quer pão - é legitima a sua pretensão - e assim, estes ficarão sempre ao lado de quem lhes pode dar o que mais querem. A população não sabe, mas a "ajuda humanitária", não chega aos mais de 30 milhões de Venezuelanos. O que ocorrerá amanhã, trata-se de Propaganda Social e Propaganda de Estado, isto é, marketing por parte da oposição, liderada por Trump.

Amanhã, Guaidó, vai jogar os seus peões, sem nunca estar directamente envolvido. Este quer que os militares percam a cabeça, e disparem contra a população. Guaidó, quer ser a vítima, o herói, quer ser o Bolsonaro de Venezuela, quer ser o Trump da América do Sul. Venezuela, é um dos países do Mundo, com as maiores reservas de Ouro, Pedras Preciosas, e Petróleo. Guaidó, quer um país faminto, para que possa "arrumar a casa à sua maneira". Guaidó, é um jovem sem futuro.



Mas voltemos ao tenebroso ditador Venezuelano (sentiram o chão por baixo dos vossos pés a mexer? Foi porque lerem "tenebroso"): alguma vez um ditador, permite ter oposição; alguma vez um ditador, permite ter a Judite de Sousa fazer reportagens parvas, sem antes levar um tiro; algum ditador aceita tão bem a comunicação social dos outros países, dando-lhes liberdade total de trabalho? Maduro, não é um ditador. Ainda se lembram dos "miseráveis" do militares venezuelanos?! Conhecem o bairro El Hatillo? O Caracas Country Club ou o Lagunita Country Club? Pois não, nenhum de vocês pertence à elite Venezuelana, sendo esta composta por juízes e procuradores, políticos e... militares. Sim, uma mudança na Venezuela, que acabará com estes privilégios, vai contra a vontade dos militares. São estes os mesmos militares que, ainda recebem sacos de dinheiro, provenientes da maior rede de trafico de droga da América Latina que, teve que sair da Colômbia, mas fixou-se na Venezuela. Já pensaram nos traficantes? Eles também não terão onde ficar! Em suma, os militares recebem dinheiro do Maduro (preveniente da Rússia), da oposição (preveniente dos Estados Unidos da América), do trafico de droga (proveniente da rede ali fixada), e ainda têm os maiores privilégios e segurança. Os militares poderão mudar de lado? Claro que sim! Mas irão manter o nível de vida? Fica a questão.

Portugal, apenas sabe dar tiros nos pés. Faz reconhecer um governo, através da sua legitimidade democrática, seguindo assim Donald Trump. Por esta ordem de ideias, Portugal deixará de reconhecer os Chefes de Estado da China, da Rússia e da Arábia Saudita; defenderá também a saída da Guiné Equatorial da CPLP. Vamos lá ser realistas! Os Estados têm relações, com quem tem o poder real - Guaidó não tem poder esse poder, mas sim Maduro. A comunidade Internacional está a fazer cair o poder real de um país, para colocar lá um poder desconhecido (minto, é conhecido, é o Trump). Trump, não vai mandar tropas para a Venezuela, bem como nenhum outro país. Os GOE (Grupo de Operações Especiais), não puderam entrar na Embaixada Portuguesa. Motivo? Portugal deixou de ter relações com um Estado independente, onde vive 1 milhão de pessoas, que poderão pedir ajuda e, segundo os acordos internacionais, Portugal tem a obrigação de zelar pela sua segurança e bem-estar. Pergunto: não é arriscado apoiarmos uma "presidente simbólico", existindo milícias armadas que apoiam o actual presidente? Guaidó, também começa a dar armas a populares.

O mundo está dividido. Itália, inteligentemente, ficou neutra. Grécia, também pautou-se pelo seu pragmatismo democrático. Uruguai e México, são democracias com boas relações com Maduro, mas já nos esquecemos o impacto que teve a "mão" dos EUA, no Iraque? Trump (que entregou o mundo à Rússia e à China) e Bolsonaro, estão na linha da frente, para a resolução da situação. Venezuela, conta com o apoio do Irão, África do Sul, Rússia, China, Turquia... É boa ideia medir forças? Caso o Presidente Constitucionalmente Eleito feche as fronteiras, no lado colombiano (e, um pouco, no Brasil), faz-se sobreviver todavia, tapar-se-á a válvula de escape do povo venezuelano. A oposição está a fazer cheque-mate, atreves de um testa-de-ferro, chamado Povo. Amanhã, chega a ajuda tão esperada. Irei acompanhar a situação, através da imprensa escrita, televisão local, e de outros meios.

É importante estarmos informados. É vital paneirarmos as notícias. É fulcral sabermos a Verdade.

Estamos numa Era de Escuridão. E temos de saber onde podemos encontrar a Luz, a Verdade.




Beijinhos e portem-se mal!! ;)

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Aquele Lugar Que Não Existe

Olá!

Um dos prazeres que tenho, é comer. Comer qualquer coisa! Isto de ter sangue do Centro e Norte do país, faz-me ser boa boca! Desde sopas grossas, a dobrada, feijoada... comigo, marcha tudo! Ahah!

Porque, nesta Era de tudo ter de ser sexy, há algo para o qual ninguém tem pachorra: puritanismos gastronómicos! Se alguém gosta de míscaros, que os coma (já agora, sabem onde se venda em Lisboa? É raríssimo encontrar!), sem qualquer problema em assumir esse facto! Vivemos também uma Era incrível: a nossa. Por isto tudo, e um par de botas, temos o dever de sermos (muito!) felizes! =D

Antes que me esqueça (uma pessoa começa a falar, e depois esquece-se de dar os recados): Já me seguem no Instagram, certo?! Lá, constarão imagens que não virão para aqui, em relação a temas passados, actuais, e futuros. Por lá, podem estar a par de TODAS as novidades! E partilhem, sff!! =)
Para quem gosta de chocolate e caramelo, esta é a sobremesa ideal!
O tema de hoje é... a comida! Mas não só a comida. É sobre o Amor! Mas não só o Amor. É sobre a modernidade. Mas não só a modernidade. É sobre, claro, o bairro de (e é e é e é) Marvila (é que é)!

Nos anos 60, era um bairro pobre, de gentes provenientes da fome existente na zona rural e, devido à Estação de comboio do Braço de Prata, vinham milhares trabalhar nas fábricas ali existentes (entre as quais, de tabaco). Nas décadas de 80 e 90, as fabricas foram embora, dando assim trabalho às pessoas, devido há grande obra - a Expo '98 - assim, o centro do bairro, outrora cheio de vida, foi ficando abandonado, tornando-se um bairro apenas conhecido devido ao Domingos Barreiro, ou ao Teatro Meridional. Actualmente, é graças aos creators, que os velhos edifícios desta zona oriental de Lisboa, estão a ser recuperados, dando assim lugar a pólos de empregabilidade, de inovação, e cultura. Hoje, o que se passa ali, já o pode ser feito à luz do dia, e as pequenas doses, vendidas como se ouro se tratasse, dá lugar a cartões de visita, prometendo um regresso, fechando negócios Win-Win! Mas desenganasse, quem pensa que só meia-dúzia de alfacinhas, é que conhece o bairro!
A decoração é desconcertantemente maravilhosa! 
O "Bairro secreto de Lisboa", tal como chamado pelo Jornal "El País", está "encaixado" entre Alfama e o Parque das Nações. Segundo a mesma fonte, podemos só comparar o bairro, a outros 17 locais!

Marvila, é descrita como sendo a “next-big-thing” da capital, com um estilo "industrial chic", estando já associada aos bairros mais coqueluche/trendy de Lisboa. Quero com isto dizer, que não corremos o risco de acontecer-nos o mesmo que ocorreu ao TripAdvisor, com o The Shed at Dulwich!! Ahahah!

Tal como sabemos, o conceito de restauração em Lisboa, resume-se a hamburgarias disto, tabernas daquilo, gourmet's de coisa-nenhuma, bairros com nomes de Chefs, e wine bars... sempre com ceviches à mistura. Assim, apresento-vos uma pedrada no charco, o restaurante mais cool de Lisboa!
Eis a minha pizza... divinal!
Marvila não é totalmente desconhecida para mim. Na Fábrica do Braço de Prata, também há um restaurante incrível mas, nem se pode comprar Aquele Lugar Que Não Existe... Este sítio, não tem site; página de facebook; instagram; número ou letreiro a identificar o local. Só se sabe que existe, através do "boca a boca" e, sabem quem me falou disto? Os meus queridíssimos (e fofos!) alunos!

O meu texto de hoje, pode parecer algo bipolar todavia, baseia-se a duas idas a este local, em 2018: uma em Julho, e outra em Dezembro. Deste modo, começo pelo fim... os aspectos negativos. Visto que o restaurante é um gigante armazém, e no fim do dia no Verão, tipicamente, está mais fresco na rua do que nos locais fechados, eles usam a estratégia de ligar ventoinhas e fazer corrente de ar (tendo as portas abertas)... não é boa ideia! No Inverno, têm dois fornos de lenha a aquecer o local contudo, visto que estão incessantemente a pôr lenha, estão sempre a fazer levantar cinzas, e há pessoas a comer a poucos metros... já para não falar do cheiro a fumo (que também fica na roupa!)!

O principal ponto positivo deste local, é a decoração. É um caos organizado e, cuidadosamente, pensado. O facto de não ter qualquer divulgação nos media tradicionais, dá ao local uma certa mística.
Até a casa-de-banho, tem um urinol pousado num banco! Imaginem o resto! =D
Todavia, encontramos tudo na net, inclusive o número de telefone do local. Uma coisa posso desde já garantir-vos: reservem sempre, que eles andam constantemente, cheios de gente! Ora, liguei para lá, um bocado a medo (o número que tinha podia estar errado), e pergunto se estou a ligar para "Aquele Lugar Que Não Existe", ao que me respondem que não, "Se não existe, não pode ligar... não se liga para um local que não existe". Demorei uns nano-segundos a processar a piada, e reservei mesa!...

O que posso dizer do local? Tem um ambiente super engraçado, o atendimento é extremamente atencioso e, a comida é muitíssimo boa! Só é pena que, das vezes que fui lá, tive que pedir sempre uma mudança de local, visto que nem todas as "mesas", são confortáveis ao ponto de ter uma refeição normal. Os preços, estão dentro da norma: o jantar (à carta) ronda os 20€, e o almoço (buffet) os 15€.

Agora dizem-me, e bem, que este conceito não é inteiramente novo em Lisboa. Pois não. Agora o Alexandre Assunção, dono d'Aquele Lugar Em Alcântara, não pode ter Aquele Lugar Que Não Existe, em Marvila? O mesmo dono, agora apenas com este magnifico restaurante, que "não existe"! =)
Cheesecake de frutos vemelhos, com um saborzinho a vinho do Porto...
O que podem comer por lá? Simples! Comida indiana, italiana, portuguesa... as pizzas são excelentes, feitas em fornos de lenha! Eu que nem sou fã de lentilhas, comi uma sopa de lentilhas com gengibre - recomendo! Ainda têm saladas fritas, e imensos sumos naturais feitos por eles (são óptimos!)!! O menu, é digno de uma aprofundada leitura... é hilariante! Está repleto de imagens tipo kamasutra, onde dão ênfase ao prato em questão. E o nome das pizzas? Temos a Tailandesa de Sintra, A Mexicana de Samora Correia, a Transmontana do Azerbeijão, a Vietnamita de Chelas, a Italiana da Lourinhã... =D

Para quem é vegetariano, vegan, ou queira opções sem glúten, também podem comer aqui. Digo-vos uma coisa, a Lasanha de Legumes, é do melhor que encontram por aí! Também experimentei outros pratos mas, como sou muito sensível ao picante, acabei por provar pouco de cada (mas fi-lo!).
Que tal comer num andaime? Pelo menos têm mesa... Ahahah!
Insisto! Marvila, é o reduto hipster da cidade, sendo um dos bairros mais criativos e surpreendentes de Lisboa! Sei que muitos, só irão comemorar o Dia dos Namorados este fim-de-semana todavia, já não sabem onde levar a vossa cara-metade... agora já sabem! Não sabem onde levar a jantar aquela pessoa, que querem impressionar? Agora já sabem. Não sabem onde poderão fazer um jantar de amigos, mas fora do centro histórico da cidade?... Agora, já sabem! Aproveitem, e comam felicidade!

A música portuguesa, a boa música, os poemas - não têm cor. Porque isto cantou-se na Eurovisão! =)




Beijinhos e portem-se mal!! ;)