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sexta-feira, 31 de março de 2017

O descanso do Guerreiro

Boa noite.

E foi numa tarde de Agosto, que conheci o tal. Não! Não conheci o homem da minha vida - conheci o homem que me faria encavacar num belo dia de Agosto, numa terriola que não-importa-o-nome, mas onde deixei ficar parte de mim - apaixonei-me, loucamente, por um homem sem nome.

Depois de almoço, eu e a minha mãe resolvemos voltar ao Hotel-Rural onde estávamos instalados: queríamos fugir do calor, refrescar-nos, e mudar de roupa. Na escadaria de granito de acesso à porta de madeira pintada de castanho - que dá acesso ao hotel - encontrava-se um belo príncipe.
Passamos por ele e eu sentia que me aproximava de um ponto sem retorno, de uma viagem sem destino, de um olhar profundo demais para descrever em sentimentos humanos - aquilo que ocorria ali tinha apenas um nome: Paixão. Uma escaldante e louca paixão carnal porém, efêmera (haverá melhor paixão do que a passageira, que nos faz suar e desejar que o mundo pare?!).

Mas chega de descrição queirosiana! Ao entrarmos no Hotel, o moço meteu (ohh, isso queria eu!!) conversa connosco (oh, bolas! Eu já a pensar coisas ordineironas!) a dizer que queria lá passar a noite e que ninguém lhe atendia as chamadas ou abria a porta. Nós, como gente de bem, convidamo-lo a entrar e, na sala fresca do Hotel (devido ao granito de que eram feitas as paredes e todo o edifício), íamos conversando sobre as Festas Anuais da Terriola e, onde ele dizia que era de uma Terriola próxima dali, e que vinha a convite de uns amigos da Terra e que diziam que a festa ia ser "brutaaal"!

Ele, um bruto. Um brutamontes que me fez dar rosto a todos os meus secretos desejos fetichistas a serem concretizadas numa qualquer praia de Ibiza ou de Saint Tropez! Uma cara gira, um corpo de trolha, e um saco de ginásio, foi o que sobrou de uma louca paixão, pois o seu discurso de Troll não era o que mais me cativaria, porém sou sensível às várias tentativas de parecer cosmopolita.

Chegou o dono lá-do-sítio, e foi-lhe atribuído um quanto, à frente do meu: o destino estava no nosso lado, pensei eu. Ele foi para o quarto e, em frente, entramos nós também.

Mais perto da hora de jantar, e antes de irmos para a festa da aldeia, apercebi-me que ele estava a tomar banho (o barulho da canalização não enganava - éramos os únicos hospedes!) e eu só pensava: e se precisa de alguém que lhe lavasse as costas? E se ele está a chamar por mim e não oiço?

Saímos do Hotel, com ele no quarto. Quando voltamos, já depois de jantar, nenhum barulho vinha do quarto do rapaz. Resolvi então, ficar a ler na entrada do Hotel, à espera do trolha... mas ele nunca mais vinha. Assim, fui para o quarto dormir.

No dia seguinte, quando estávamos a tomar banho à vez no quarto, apercebi-me que ele já estava de abalada e que, o dono do Hotel ia leva-lo "ao sítio das camionetas", para ele ir para casa.
Tomamos o pequeno-almoço sozinhos mas...

... a história teria ficado por aqui?


E porque o Amor surge quando menos esperamos. E, neste caso, eu era a Bela (mesmo!)! =)




Beijinhos e portem-se mal!! ;)

P.S. - Sim, ficou por aqui... mas sem antes sentir-lhe o cheiro... e mais não digo! =P