Em Setembro: lê as entrevistas EXCLUSIVAS aos realizadores Miguel Gonçalves Mendes, Gonçalo Almeida e ainda ao Director do MOTELX Pedro Souto! =D

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

2º dia MOTELX '18

Olaré!

Hoje falarei sobre os 4 filmes que vi dia 5 de Setembro, no 2º dia da 12.ª edição do MOTELX.
Depois de uma Sessão de Abertura incrível, nada melhor que começar a tarde com um filme de terror!
Porque esta cabra (The Nun) deu-me insónias...!!!
Antes de mais, vejam o vídeo em relação ao dia 5 de Setembro - 2º dia de MOTELX 2018!


Às 14h15, na sala Manoel de Oliveira, vi o filme We (Holanda, 2018).

Sinopse: Durante um Verão lânguido numa aldeia perto da fronteira entre a Holanda e Bélgica, oito adolescentes procuram excitação e sexo. Tudo começa com umas partidas relativamente inocentes, mas rapidamente apercebem-se que não é suficiente. Os seus jogos sexuais transformam-se gradualmente em pornografia, prostituição e chantagem, e os adolescentes entram numa espiral negra até ao momento em que algo grave acontece.
E este foi o bilhete que deu acesso ao filme We
Não irei falar muito sobre este filme, porque quero mesmo que o vejam. Não é um típico "Morangos com Açúcar", pois tem qualidade de fotografia, argumento e... interpretações. E quando um grupo de jovens se junta e são simplesmente... jovens? E quando algo acontece? A sério, vejam, vão gostar!




Às 17h05, na sala 3, vi o filme Fake Blood (Canadá, 2017).

Sinopse: Há anos que o realizador Rob Grant produz filmes de terror com o seu melhor amigo, o actor Mike Kovac. O par tornou-se conhecido no circuito dos festivais devido a filmes como "Yesterday" ou "Mon Ami". Um dia, Grant recebe um vídeo perturbador de um fã inspirado por uma cena de um filme seu. Este episódio fá-lo questionar-se acerca da responsabilidade dos cineastas em retratarem a violência no cinema. Juntamente com Kovac, decidem fazer um documentário explorando o tema. Para isso, são introduzidos involuntariamente no mundo real de criminosos e das suas vítimas.
E este foi o bilhete que deu acesso ao filme Fake Blood
Pronto, aqui entrei em curto-circuito. Fui ver este filme como um Documentário... e, no fim, pensei que talvez tivesse sido enganado. Bom, a premissa é muito interessante: são os realizadores dos filmes de terror, "responsabilizáveis", por actos de violência? Na minha perspectiva, qualquer forma de Arte, é catalisadora de acções e, consequentemente, os filmes de terror podem servir de inspiração a alguém que já tenha esse tipo de... motivação. O filme dá-nos a conhecer algo que é comum entre quem assina conteúdos públicos: o contactado por um fã, que presta-se a auxiliar o eu lírico presente na Arte em questão. Neste caso, um espectador dos filmes de terror, faz um vídeo a indicar qual o melhor material existente no mercado, para desmembrar uma pessoa. Ora, o filme vai acontecendo e eu começo a ficar na dúvida se toda aquela trama aconteceu efectivamente, ou se é apenas um filme que, serve de alerta, para estes casos e põe-se a velha questão dos "limites da Cinematografia"...




Às 19h00, na sala 3, vi o filme Four Hands (Alemanha, 2017).

Sinopse: Após Sophie e Jessica terem testemunhado o brutal assassinato dos país quando eram crianças, Jessica prometeu proteger para sempre a sua irmã mais nova. Com o passar dos anos, esta promessa tornou-se uma obsessão. Agora, Jessica sofre de paranóia e vê por toda a parte ameaças contra si e a sua irmã. Mas Sophie quer viver uma vida normal sem medo e sem a sua irmã. Quer tornar-se pianista e namorar. Quando os autores do homicídio são libertados após uma pena de 20 anos, Jessica fica chocada e quer confrontá-los. Mas um acidente vai mudar tudo. A promessa de Jessica irá tornar-se num pesadelo existencial.
E este foi o bilhete que deu acesso ao filme Four Hands
A curta, Hair Wolf (EUA, 2016), que iria anteceder ao filme, não foi exibida por falta de tempo.

Excelente filme! Óptima fotografia! É, evidentemente, uma grande produção mas consegue manter-se intimista. As personagens principais são bastante desenvolvidas, o que proporciona-nos emoções aquando do final da estória. Aborda um tema importante, a doença mental, mais concretamente a esquizofrenia. Recomendo-vos este filme, mais que não seja, pelas boas interpretações! =)




Às 21h15, na sala Manoel de Oliveira, vi o filme Cold Skin (Espanha, 2017).

Sinopse: Nos limites do círculo Antártico, pouco depois do término da 1.ª Guerra Mundial, um barco a vapor aproxima-se de uma ilha desolada longe das rotas marítimas. A bordo encontra-se um jovem, prestes a assumir o cargo de observador meteorológico e a viver em solidão no fim da terra. Mas em terra não encontra vestígios do homem que vinha substituir, apenas um náufrago que testemunhou um horror do qual se recusa falar. Durante os próximos 12 meses, o seu mundo consistirá de uma cabana, árvores, rochas, silêncio e mar em redor. Até que a noite começa a cair...
E este foi o bilhete que deu acesso ao filme Cold Skin
A curta, Coração Revelador (Portugal, 2018), antecedeu ao filme. Esta curta de 10 minutos, está muitíssimo bem feita! Não posso mentir-vos: era a minha grande aposta para vencer o Prémio de Melhor Curta de Terror Portuguesa e, consequentemente, 5000€... Adoro este texto, há vários anos e, tive a oportunidade de entrevistar a grande realizadora desta Curta - São José Correia. Irei abster-me de contar o que quer que seja, pois acho tudo óptimo mas, ao pedirem-se para destacar uma única coisa, ela é a caracterização dos actores... simplesmente, incrível! Vejam (e leiam) Edgar Allan Poe.

Este filme é a prova como uma estória clássica, associada a um grande orçamento mais a questão in do momento (Ambiente), resulta de 100 minutos bem passados... um filme típico para "pipocar". Há que começar por os factos que salvam o filme: as interpretações de Ray Stevenson e de David Oakes e ainda, a cena debaixo de água. O pior é mesmo aquilo que é mais difícil de fazer, quando se tem as mãos grandes e tenta-se ir buscar algo atrás do armário... simplesmente, não resulta. A caracterização dos seres aquáticos, é simplesmente medonha.... mas pronto, é um filme de terror e tal... Vendo isto tudo num outro prisma, podemos reflectir sobre as questões psíquicas que os faroleiros (e marinheiros), podem estar sujeitos... o final acabou por ser positivo, mantendo (corrigindo) a trama.




Beijinhos e portem-se mal!! ;)

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