Em Setembro: MOTELX lê as entrevistas EXCLUSIVAS aos realizadores São José Correia (Portugal), John McPhail (Escócia) e Yann Gonzalez (França)! =D

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Sessão de Encerramento MOTELX 2017

Olá!

Depois de 18 longas-metragens, 2 entrevistas a realizadores de filmes de terror com temática LGBT, e ainda ter comido uma data de gelados, no domingo passado terminou a 11.ª edição do MOTELX! =D
Amanhã, estreia nas salas de cinema portuguesas It - Capítulo 1
Foram 6 dias de muito esforço, um planeamento altamente cronometrado, e o apoio constante por parte da assessoria de imprensa do MOTELX - tudo isto fez com que o meu trabalho fosse facilitado.
Na semana anterior, contei como foi a Sessão de Abertura e hoje, falarei sobre o Encerramento.

Antes de mais, vejam o vídeo em relação ao dia 10 de Setembro - 6º dia de MOTELX 2017!



Mas o dia não começou pelo fim. No domingo vi 4 filmes, e agora falarei sobre cada um deles.

Às 13h45, na sala Manoel de Oliveira, vi o filme My Friend Dahmer (EUA, 2017).

Jeffrey Dahmer assassinou 17 homens e rapazes nos EUA, entre 1978 e 1991. Esta é a história do que aconteceu antes desses eventos. “My Friend Dahmer” é a história real, perturbadora, triste e, por vezes, engraçada de Jeffrey Dahmer durante o liceu, baseada na aclamada banda desenhada homónima de Derf Backderf.

Sinopse: Jeff Dahmer é um adolescente tímido, sendo que, na escola, é praticamente invisível. Começa a simular ataques epilépticos e, as suas brincadeiras, acabam por conquistar um grupo de estudantes que formam o clube de fãs do Dahmer. Mas Jeff, começa a ficar cada vez mais descontrolado. Começa a beber, a perseguir um jogger e a dissecar animais, incluindo o cão do vizinho e... receia-se que um dos seus amigos seja a próxima vítima.



Esperava mais do filme... quando ia começar a ficar interessante, acabou! Penso que retrate bem a origem do já falecido Dahmer mas, quando dá boleia ao seu primeiro jovem que acabaria por matar, não se vê mais nada... É de terror? Penso que não, é um drama vá. Algo que achei de particular interesse, é o facto de como abordaram o tema gay no filme: sim, Dahmer era homossexual. O acto de querer ir ao médico para ser sujeito, a seu pedido, ao mesmo exame (de tosse) que o amigo, pois pretendia ser tocado pelo seu jogger... e a cena seguinte... foi muito bem orquestrado. Parabéns. =)

Às 16h50, na sala 3, vi o filme Animals (Suiça/Áustria/Polónia, 2017).
E este foi o bilhete que deu acesso ao filme Animals
O argumento de “Animals” foi escrito há uma década pelo realizador austríaco Jorg Kalt e baseado no trabalho do artista gráfico MC Escher. Kalt, suicidou-se em 2007 e o realizador suíço Greg Zlinski, antigo aluno de Kieslowsky, expandiu o argumento que continha já traços do cinema de Lynch, Polansky e Kubrick. Estreou no último festival de Berlim, a melhor maneira de descrever “Animals” é compará-lo a um daqueles episódios da “Twilight Zone” que ficam na nossa cabeça por muito tempo...

Sinopse: O atropelamento de uma ovelha numa estrada rural é o catalisador de uma série de eventos estranhos e inquietantes para o casal Nick, cozinheiro, e Anna, escritora de livros infantis. A experiência deixa-os incapazes de saberem onde estão: no mundo real, na sua própria imaginação – ou na imaginação de alguém.



Este é daqueles filmes que nunca irei perceber o final mas... não é relevante - o filme é incrível! Ver algo e estarmos constantemente a duvidar do que estamos a ver, e tentar arranjar enquadramento que só no fim percebemos (por exemplo, "o médico a quem lhe falta um dedo"), é incrível. Óptima fotografia, óptimo argumento... sai daquela gaveta que costumamos abrir, aliás, qual gaveta? Este filme é outro nível de escrita e de realização, com óptimos actores e um enredo "simples". Boa!!

Às 19h15, na sala 3, vi o filme Cold Hell (Alemanha/Áustria, 2017).
E este foi o bilhete que deu acesso ao filme Cold Hell

Stefan Ruzowitzky, aclamado realizador austríaco que em 2008 foi responsável por “The Counterfeiters” (vencedor do Óscar para melhor filme estrangeiro), regressa agora ao seu país de origem para filmar “Cold Hell”, um impiedoso thriller negro com uma heroína imparável.

Sinopse: Özge é uma jovem taxista de origem turca, estudante à noite e ambiciosa lutadora de Muay Thai. Fala pouco e treina muito. Certo dia, Özge assiste a um brutal assassínio. O suspeito é um serial killer louco, inspirado pelo Islão, que está convencido de que Özge testemunhou o crime. A partir daí, nasce um conflito de vida ou de morte. Christian Steiner, um polícia com dificuldades em confiar nas pessoas, principalmente em mulheres, entra em cena e será a principal fonte de ajuda de Özge, agora perseguida pelo serial killer.



Falar sobre aquele que foi o Vencedor da melhor longa-metragem de terror para o MOTELX, sendo o prémio, a nomeação directa aos Méliés d'Argent (Prémio de Melhor Longa Europeia), é sempre complicado mas... tentarei não me influenciar pelo que soube à posteriori (pouco depois, diga-se lol)!

O filme aborda um tema seríssimo: os radicais islâmicos e como os muçulmanos os vêem porque sim, nem todos os muçulmanos são assassinos ou causam distúrbios (ou ainda "males no mundo"). Já tive oportunidade de abordar este tema, num outro espaço e, visto que não quero tornar este texto muito longo, vou deixar a dissertação sobre o tema para mais tarde. O filme tem todos os ingredientes para o circuito comercial de cinema: tem um óptimo argumento, que nos deixa agarrados ao filme até ao fim e que é realista; actores com que nos podemos identificar facilmente e uma personagem... idílica.
Cold Hell, foi eleito o melhor filme, entre oito longas em competição 
Após este filme, lá fui a correr subir as escadas do cinema São Jorge para entrar na sala Manoel Oliveira, para assistir ao Encerramento do Festival e, posteriormente, ver o tão aguardado filme: It! =D

Na Sessão de Encerramento, a patrocinadora principal do MOTELX - a esyJet - ofereceu os bilhetes que tinha prometido: para Londres, Madrid e Paris. Quem foi sorteado? Apenas mulheres que, heroicamente, superaram os desafios propostas: tocar em cobras, larvas e... abraçar um palhaço! =)

De seguida, anunciou-se o vencedor da melhor curta de terror portuguesa deste ano...

Thursday Night (Portugal, 2017)

Sinopse: Durante a noite, um estranho presta uma visita a Bimbo para lhe entregar uma mensagem importante.



O espectacular desta curta, que dura 8 minutos, é não haver diálogos... porquê? Só entram os cães! Imaginam a dificuldade do realizador (o jovem Gonçalo Almeida), de filmar com animais? Conseguir captar as suas emoções?... incrível! No seu discurso de agradecimento, disse que não teve qualquer financiamento - pudera, quem iria investir numa curta destas? Facto, é que ganhou 5.000€ como prémio e ainda, nomeação directa para a competição internacional Méliès d’Or, galardão atribuído anualmente pela Federação Europeia de Festivais de Cinema Fantástico (EFFFF)! Força aí! =D
Thursday Night, foi eleita a melhor curta portuguesa, entre nove em comepitção
Mas o It estava esgotado há vários dias! A sala Manoel de Oliveira estava completamente lotada!

Às 21h00, na sala Manoel de Oliveira, vi o filme IT (EUA, 2017).

Depois da icónica mini-série realizada em 1990, com Tim Curry a desempenhar o papel da criatura maléfica que toma a forma dos nossos piores pesadelos, surge agora uma adaptação ainda mais negra do livro de Stephen King. O filme promete um regresso ao terror puro, depois do sucesso de fenómenos revivalistas como “Stranger Things”, desta vez pela mão de Andy Muschietti que em 2013 realizou “Mama”.

Sinopse: Quando crianças começam a desaparecer na cidade de Derry, no Maine, um grupo de jovens rapazes enfrenta os seus maiores medos ao confrontar um palhaço maléfico chamado Pennywise, cujo passado violento e assassino remonta a vários séculos atrás.



O filme é MA-RA-VI-LHO-SO! Percebe-se perfeitamente como está a bater record's de bilheteira nos Estados Unidos e no resto do Mundo... é um típico filme de terror: originalidade no argumento, sustos, boas personagens e... dinheiro, para fazer isto tudo! Não vos quero contar o filme todo mas houve uma cena que gostei particularmente. Certo momento, o palhaço, quer meter medo à Beverly Marsh mas não consegue - para a fazer flutuar, este abre a boca de tal maneira que se vê... luzes! Achei a cena bastante original!! Tive pena que o pequeno Georgie, no final, não tivesse ficado vivo (a forma fofinha como o Bill - gago - corrige o irmão na forma como se diz "barco"). Mas este é apenas o início... estou naturalmente curioso como será o Capitulo 2 do filme!! Será na actualidade? Fazendo as contas... 27!
E este foi o bilhete que deu acesso à Sessão de Encerramento do MOTELX
E agora que o Festival acabou, como vai ser? Simples - nas próximas quartas de Setembro, serão aqui publicadas as entrevistas que fiz ao islandês Erlingur Óttar Thoroddsen, realizador de Rift (2017)
e, ao finlandês Taneli Mustonen, realizador de Lake Bodom (2016); em Outubro, às terças, irão ler a minha opinião a respeito do 2º dia, 3º dia, 4º dia e, 5º dia de Festival. Está tudo a ser preparado! =D

Fiquem com o Best Of e... para o ano há mais! MOTELX - onde o terror é bem-vindo!




Beijinhos e portem-se mal!! ;)

P.S. - O moço que estão a ver neste último vídeo, foi o realizador de um filme que depois falarei! xD