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segunda-feira, 19 de junho de 2017

Demarcação Já!

Oi!

Antes de mais, FORA TEMER! O que está a acontecer no Brasil, é UM GOLPE DE ESTADO!

Enquanto por cá se reflectia a respeito da Liberdade, teorizando sobre a Revolução dos Cravos nas Letras no apoio à consolidação Democrática, no Brasil lutava-se contra o Governo, a favor dos povos indígenas e, estes, numa luta desigual, caíam. Então veio a Cultura, dar a voz de alerta!
No dia 24 de Abril, mais de 4.000 indígenas (de todo o país) montaram um acampamento (chamado "Acampamento Terra Livre") na Esplanada dos Ministérios, num protesto simbólico, colocando caixões no espelho d'água em frente ao Congresso Nacional. As reivindicações destes eram para a aplicação da Convenção 169, e para os deixarem viver em paz, com as suas famílias, nas suas terras.

Porquê demarcar o território indígena?

Para proteger estas comunidades originárias, e para uma administração territorial eficiente.

Não devemos esquecer que desde o Alvará Régio de 1680 e, mais tarde, por Lei de Marquês de Pombal, a 6 de Junho de 1755, que existe protecção para estas comunidades (especialmente da colonização). É essencial que a cultura destes povos se mantenha inalterável!

É preciso que os não-índios saiam da terra que não é deles e que, as várias entidades governamentais não bloqueiem o seu dever Constitucional. Para a manutenção da cultura destes povos, e para a manutenção do tesouro sociológico e etnográfico, é fulcral interesse global que estes e todos os outros povos indígenas sejam protegidos, por exemplo também na Colômbia, Equador, Peru, México, Bolívia, Venezuela, Paraguai, e todos os outros de outros continentes.

A canção de protesto Demarcação Já, cantada por mais de 25 artistas entre os quais: Gilberto Gil,
Ney Matogrosso, Maria Bethânia, Zeca Pagodinho, Elza Soares, Zélia Duncan, Criolo, entre outros.




Beijinhos e portem-se mal!! ;)

P.S. - O que aconteceu no passado fim-de-semana, foi a maior tragédia em vítimas mortais, superando o número de mortes na queda da ponte de Entre-os-Rios. Os incêndios, em Portugal, repetem-se.